segunda-feira, 14 de abril de 2014

Benzedeiros carregam em si a fé e as boas energias que passam para outras pessoas



Mário Braz, de 81 anos: no próximo dia 28, a Comunidade dos Arturos, em Contagem, na Grande BH, recebe o título de Patrimônio Imaterial de Minas Gerais


Em Minas Gerais, há um estudo para transformar o ato de benzer em bem imaterial
Luciane Evans - Saúde Plena/Jornal Estado de Minas, 13/04/2014
Sobre um banco de concreto, das 8h às 17h30, Mário Braz, de 81 anos, se senta à espera das cerca de 70 pessoas que o procuram todos os dias. Nos pés, um chinelo velho. Nas mãos, a fé e o mistério que não revela. “Tenho aqui os santos para todas as dores. Parece um molho de chaves, mas não é. É um segredo”, diz, com toda a simplicidade que lhe cabe. Seu Mário, como é conhecido, não se formou em medicina, mas sabe de cor as orações para cada mal do corpo e da alma. “Sou benzedeiro. É um dom que Deus nos dá.” Há 39 anos, ele benze quem o procura com as imagens de santo no chaveiro e a folha de arruda. Tem sabedoria de doutor. Não tem pressa. Sabe que cada palavra é divina e tem seu propósito. “Tem coisas, minha filha, que não são para os médicos. Só a fé pode curar.” Sobre o sucesso que faz, sorri e diz que a busca pela benzeção está voltando ao que já foi um dia. “Nunca vai acabar”, decreta.

Seu Mário tem razão. E está nas mãos dele o primeiro passo para a preservação da tradição em Minas Gerais. No próximo dia 28, a Comunidade dos Arturos, em Contagem, na Grande BH, recebe o título de Patrimônio Imaterial de Minas Gerais, registro dado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha). Seu Mário mora lá desde os 10 anos e é o benzedeiro mais conhecido da região, atraindo até mesmo gente de outros lugares do Brasil. Só não benze aos sábados e domingos, e nem à noite. “Se aparecer alguém, até benzo. Não se pode recusar. Mas não gosto. Fins de semana Deus fez para o descanso. Benzer à noite não é bom, não é uma linha boa. Pode ser perigoso”, alerta.

A comunidade dos Arturos, onde vive seu Mário, será a primeira a receber o título do Iepha. Até hoje, como bem imaterial, o instituto tem na lista o modo de fazer queijo da cidade do Serro, na Região Central, e a festa de Nossa Senhora da Chapada do Norte dos Homens de Preto, no Jequitinhonha. “De lugar, esse será o primeiro. Trata-se de um reconhecimento da expressão da comunidade como um todo. Lá, há culinária, Festa do Rosário e a benzeção, que é um ponto forte deles”, comenta o gerente de Patrimônio Imaterial do Iepha/MG, Luís Gustavo Molinaria Mundim. 

Mas isso é só o começo. Desde o ano passado, o instituto está debruçado sobre o projeto de transformar o ato de benzer em Minas em patrimônio imaterial. “Fazíamos um inventário de proteção do Rio São Francisco quando identificamos várias benzedeiras e várias formas de benzer. Percebemos a necessidade de algo maior para o ofício”, diz Luís Gustavo. 

A intenção, segundo ele, é fazer um mapeamento para conhecer quantas são as pessoas que praticam a benzeção, quem são elas e os elementos invocados para a prática. “Queremos conhecer também como isso está sendo passado. O registro é baseado em um patrimônio vivo, ou seja, o benzer tem que estar ocorrendo. Com o registro, vamos identificar quais os principais problemas que essas pessoas enfrentam, e manter projetos para que a prática se mantenha.” 

Desafio. Essa curiosidade que está nas mãos do Iepha é também a de muitos. Para se ter uma ideia, no dia 16 de março o Bem Viver publicou matéria sobre a inveja e suas consequências. Entre um dos entrevistados, a benzedeira Maria José Lima comentou sobre a proteção por meio da benzeção. Logo após a reportagem ser publicada, dezenas de pessoas ligaram para a redação em busca do contato da benzedeira e muitos se queixaram de não achar mais o ofício em Belo Horizonte. Houve quem apostou que ele tinha chegado ao fim. Um dos leitores sugeriu: “O Estado de Minas podia procurar esses anjos para nós”.

O Bem Viver  topou o desafio e foi atrás das pessoas das mãos abençoadas. Elas não desapareceram. Fácil, realmente não é. Porém, os benzedeiros e benzedeiras estão vivos e sendo procurados cada vez mais. “Eles têm algo incrível. São reconhecidos nas comunidades onde vivem, acolhem quem os procura e não cobram pelo que fazem. São pessoas boas, a maioria é de baixa renda, e não quer status nem fama. É algo milenar. Há o efeito da contemporaneidade, claro. Mas essas pessoas não vão desaparecer”, aponta o filósofo e professor de ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Stephen Simim. Estudioso do assunto, ele dá o caminho para o reencontro com essa bênção: “Se você treinar o seu olhar, vai redescobrir essas mulheres e homens que têm o dom de benzer”.

É preciso ter fé para buscar a cura, dizem especialistas sobre os benzedeiros


Crucifixo, plantas, imagens de santos e orações inventadas por quem benze são usados no ritual


Aos 91 anos, Dona Aurora Ferreira dos Santos cria as próprias orações. Ela é procurada por dezenas de pessoas interessadas em sua bênção


Quebranto, cobreiro, mau-olhado, espinhela caída, vento-virado, sentido… Esses nomes, longe do universo científico, fazem parte de um mundo mágico, povoado de rezas, crenças, simpatias e benzeções. São diagnósticos dos benzedeiros em Minas Gerais. São ditos por eles, sem enganos. E para cada um desses males, físicos ou espirituais, há orações e formas de benzer. Há quem use crucifixo, plantas, imagens de santos e até a água para o rito. A prática, em pleno século 21, não mudou muito, mas vem sendo adaptada. E hoje há até quem benza por telefone. Mas será que os rituais têm mesmo poder de cura? Para quem tem nas mãos e no olhar o dom, a resposta é uma só: é preciso ter fé.

Há 12 anos, o filósofo Stephen Simim, professor de ciências da religião da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), fez uma dissertação de mestrado sobre as benzedeiras no estado e, desde então, se interessa pelo assunto. “Muitas são analfabetas, vivem em casas muito simples. A maioria é de mulheres. Acredito que isso está ligado à relação do feminino com a natureza. Lembro-me de uma dizer que da terra vem a doença e da terra vem a cura.” Diante de tudo que viu e ouviu, ele não duvida da cura e lembra-se de casos curiosos. “Todas as identificações de vento-virado, espinhela caída, mau-olhado e outros problemas estão associadas a algum mal. Diante do rito, percebi a mudança no estado da criança. Pude acompanhar de perto: as pessoas chegavam de uma forma e saíam de outra”, comenta. 

Ele acredita que nesse encontro ocorra algo importante, que pode ser um milagre ou não. “Às vezes, nada mais é que a dificuldade de alguém que não conseguia um lugar para ser acolhido. As benzedeiras, antes de tudo, acolhem. Elas conversam, ouvem, tocam e interagem com o problema de quem as procura. Vi pessoas saindo bem diferentes do que entraram e aquelas que, ao fim de um ciclo de benzeções, mudavam. Não tenho uma definição para isso, mas acredito que a prática traga algo novo, senão, não estaria até hoje”, defende. 

O segredo nada mais é que a fé, conforme resume Maria da Conceição de Souza, de 61 anos. Benzedeira no Bairro Nazaré, na Região Nordeste de Belo Horizonte, ela conta que aprendeu o ofício com uma senhora que benzia os filhos de sua patroa. Com o conhecimento adquirido, optou por benzer somente crianças, pois os “adultos chegam muito carregados”. Para ela, a benzeção é o caminho para aquilo que a medicina não cura. “Mas as mães têm que ter fé, senão, os meninos não melhoram.” Quando o Bem Viver esteve em sua casa, Michele Avelino, de 24 anos, já a aguardava. “Quando pequena cheguei aqui pois estava há dois dias sem comer. Quando ela me benzeu, comi até arroz com feijão. Hoje, trago o meu filho Lucas, de 1 ano.”

Quando chegou Miguel, de 3 anos, Maria deu o diagnóstico. “Está sentido.” Segundo ela, isso acontece quando a criança está indisposta, sem comer e triste, o que pode ser mau-olhado. “No caso de vento-virado, ela tem um dos braços ou uma das pernas mais curta que a outra. Isso pode ser um susto que tomou. Nesses casos, é bom benzer três vezes. Se a mãe está nervosa ou teve briga em casa isso reflete na criança. Quando os pequenos forem elogiados, é bom dizer ‘Benza Deus’, para protegê-los”, aconselha. Maria benze com folhas de arruda, manjericão, reza Pai Nosso, Ave Maria e Salve Rainha.

Ela não acredita no fim da prática, mas confessa não ter alguém para quem passar o seu conhecimento, já que seus filhos não querem tamanha responsabilidade. Segundo Stephen, há duas formas de eternizar a prática. A primeira delas é a transmissão por gerações. “A outra é a experiência mística. A pessoa não aprendeu com ninguém e passou a benzer por meio de uma vivência.” Ele lembra outros elementos que envolvem a prática, como o uso das plantas medicinais.


ORAÇÕES Outro destaque do pesquisador são as orações. Muitas benzedeiras criam suas rezas, que ninguém sabe de onde vieram, nem elas (veja na página 4). É o caso de Aurora Ferreira dos Santos, de 91 anos. Famosa em Belo Horizonte, Aurora cria suas orações, que já salvaram muitos. Analfabeta, ela diz que benzer é retirar o mal das pessoas e uma das dicas que dá a todos é relacionada a esses males abstratos. Ela diz para ficarmos atentos àquelas mariposas que entram dentro de nossas casas. “Tem que retirar e mandar para longe. A bruxa é sinal de que há alguém não está lhe desejando o bem”, ensina.
 
Mesmo com a idade avançada, todos os dias ela é procurada por dezenas de pessoas, inclusive por quem mora fora do país. E, nesses casos, ela usa o telefone para benzer. Na sua casa, no Bairro Floramar, na Região Norte da capital, já foram de pedreiros a juízes em busca de suas mãos e olhos abençoados. Ela tem no seu altar imagens de Santa Bárbara, Cosme Damião e São Sebastião. Como bem observou Stephen, é comum não se benzer à noite, somente na luz do dia. Aurora tem esse hábito e outros também. “Uma vez, na Sexta-Feira da Paixão, uma mulher me procurou. Quando a benzi, saíram dela três espíritos. Nunca mais benzi nesta data”, recorda. Toda noite, depois de benzer as dezenas de pessoas, ela pega um terço e reza por cada um que lhe procurou. Nunca cobrou pelo serviço e diz que a recompensa está na saúde que Deus lhe dá. “Enquanto Ele me der licença, vou trabalhar”, afirma.

Não há uma resposta científica que possa explicar o que é ser benzedeiro


Para muitos, uma força superior rege as energias da pessoa para o bem


Espírita, dona Nerci da Conceição é benzedeira há 30 anos e usa em suas benzeções ramos verdes, folhas de arruda e de guiné ao lado de um crucifixo

Uma sabedoria popular que ninguém sabe de onde veio nem para onde vai. Seria um dom ou uma experiência de vida? Não há respostas exatas. O certo é que, segundo os benzedeiros, para benzer não é preciso muito: basta ter o coração aberto e fazer o bem. Muitos, hoje em dia, não são católicos. Adaptaram suas crenças à prática. Assim, quem chega à casa desses anjos, independentemente da religião, percebe que a grande maioria não está em busca de holofotes e benze por acreditar em uma força superior. Dinheiro? “Dá-se de graça o que de graça recebeu”, ensina Nerci da Conceição, de 68 anos, benzedeira na capital há 30 anos. Para a geração que chega, eles aconselham a ter boa vontade, o que pode significar largar um almoço para atender, sem pressa ou preguiça, alguém que precisa ser benzido. 

Espírita, Nerci conta que seu dom veio da necessidade. Ela não encontrava benzedeiras na cidade para seus filhos e, assim, começou a benzer. No Bairro Aparecida, na Região Noroeste, ela é bem conhecida e usa a natureza em suas rezas. Há em sua casa ramos verdes, arruda e guiné – plantas que usa para benzer junto do crucifixo. “Antes do rito, gosto de ouvir as pessoas. Tenho até a oração para as doenças desconhecidas. Receito o uso de plantas também. Em casos de problemas de pele, é bom usar pomada recomendada pelo médico e um pouco de enxofre”, diz. Ela benze até mesmo os animais e acredita que há pessoas que atraem o mal, “por isso, benzer é tão importante. Afasta os maus espíritos e abre caminhos”. 

Na linha da umbanda kardecista, a benzedeira Maria Aparecida da Silva, de 64, conta que benze desde os 12 anos e não sabe como aprendeu. Um dos dias mais marcantes para ela foi quando chegou em sua casa uma moça pedindo benzeção. “Não sabia o que tinha, nunca a tinha visto na vida. Veio o meu guia espiritual, que às vezes fala comigo quando preciso, e me pediu para benzê-la na luz. Acendi uma vela”, conta. 

Míriam se diz médium e, durante a entrevista, surpreendeu a reportagem muitas vezes. Segundo ela, é bom benzer com água, para limpar as coisas ruins. “Cada pessoa tem um tipo de vibração”, comenta. Por acreditar nisso, ela pede cuidado com os abraços. “Um abraço mal dado é pior do que uma facada. Quando alguém lhe abraçar, feche os olhos. Aí você barra a energia do outro. Será um espelho para quem abraça você. Existe pior reflexo que o espelho?”, questiona.

Ela faz um alerta também para esse período da quaresma. “É uma época em que espíritos vagam muito facilmente. É preciso cuidado. A benzeção protege você”, comenta. Porém, mesmo defendendo essa proteção, Míriam diz que não se pode ser benzido por qualquer um. “Tenho medo de passar meu conhecimento para alguém. Pode-se benzer tanto para o bem quanto para o mal. O coração dos outros é terra que ninguém morre. Por isso, é preciso cuidado”, avisa. Quando a reportagem pediu a Míriam que fosse fotografada para a matéria, ela informou que as entidades que lhe acompanham não permitiram e pediram a ela que não falasse mais. Respeitamos. 

De acordo com o filósofo Stephen Simim, as adaptações da forma de benzer são muitas, e uma delas está na assimilação de outros elementos e religiões. “Hoje, há no meio evangélico, por exemplo, aquela pessoa que ora pelas outras. É uma irmã de fé muito forte”, exemplifica, lembrando de práticas atuais esotéricas, que muito têm a ver com as benzeções. “Muitas coisas estão surgindo, mas ninguém está inventando. Por isso, não tenho medo de que a prática se perca. Pode haver uma ressignificância.” 

Senso de responsabilidade

Medo, Mário Braz, de 81 anos, também não tem. Há 39 benzendo, ele diz que aprendeu a prática com a irmã benzedeira. “Lembro que zombava tanto dela, e ela um dia me pediu para benzê-la, pois estava com dor de cabeça. Ela sarou na hora e  viu que tinha o dom. Não parei mais”, recorda. Com tanto sucesso, recebendo cerca de 70 pessoas por dia, ele conta que há dias em que está almoçando e chega uma criança para benzer. “Aí tenho que largar o prato. Por isso, digo que não se pode ter preguiça nem má vontade.”

Mário benze as doenças e também os documentos. Uma das perguntas que faz para quem pede sua benzeção é se a pessoa está desempregada e pede a carteira de motorista. Então, faz suas rezas. Até moça solteira ganha uma oração para se  casar. E não é à toa que as pessoas o procuram todos os dias na comunidade dos Arturos, em Contagem. “Minha mulher está benzendo. Faz escondido de mim, por preconceito”, diverte-se Mário, que diz ter ensinado à mulher a “costurar” coluna. “Quando se está com uma dor na coluna, é bom pegar uma agulha e costurar um novelo. Sara que é uma beleza, só não pode esquecer a oração”, diz.


Antes de começar a benzeção do dia, das 8h às 17h30, Mário se protege. “É para deixar meu corpo fechado. Funciona. Tenho uma saúde de ferro”, afirma. Quem o conhece diz que foram poucas as vezes em que ele deixou de benzer, como no dia da morte da irmã, em que ficou três dias de luto. Como muitas pessoas vão à sua procura, Mário conta que até os médicos da região já o recomendam. “Por isso, digo que as pessoas estão voltando a nos procurar. Antigamente, qualquer coisa que acontecia, ia-se em busca dos doutores. Hoje, eles que estão mandando seus pacientes para as mãos e olhos dos benzedeiros”, diverte-se.

ORAÇÕES

Oração de Santa Catarina


“Minha Santa Catarina, digna que foste, aquela senhora que passou pela porta de Abraão. De dia e de noite, ache seus inimigos tão bravos para mim como leões. Com suas palavras abrandai o coração de meus inimigos. Se tiverem faca para mim há de enrolar como um novelo de linha, será cortada pela corrente de Santa Catarina. Se tiverem arma de fogo para mim será cortada pela corrente de Santa Catarina. Ninguém me enxergará, eu viro em pau e empedra na frente dos meus inimigos. Meus inimigos nunca vão me enxergar para fazeromauamim, está acorrentado pela corrente de Santa Catarina. Há de correr quando me virem, como o judeu correu da cruz. Assim seja. Amém, Jesus.”
Oração criada pela benzedeira Aurora Ferreira dos Santos, de 91 anos. 

“Cruz de Cristo na minha testa, palavra divina na minha boca, hóstia consagrada na minha garganta, menino de Jesus no
meu peito. Aleluia, Aleluia, Aleluia. Custódia me proteja”
Oração que Mário Braz faz antes de benzer. É proteção contra os males, e Custódia, que ele cita, é uma antiga benzedeira da região.




10 comentários:

  1. Bom dia! Como faço para conseguir o endereço da dona Aurora e da dona Maria Aparecida?

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  2. Por favor gostaria de saber o endereços de algum deles. Estou precisando urgente. obrigada

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  3. Rua Joaquim Soares, 69, bairro floramar

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  4. Queria saber aonde benzedores se alguem pode passar numero de contato pra mim ou mandar no whatsapp 3791407180

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  5. Queria saber aonde benzedores se alguem pode passar numero de contato pra mim ou mandar no whatsapp 3791407180

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  6. Por favor alguem conseguij o telefone ou o endereço de dona aurora ou o Senhor mario?

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. alguem pode passar o endereco ou telefone deles? Esses estao em belo horizonte mesmo ne??? Me passem por gentileza telefone ou endereco.preciso muito me benzer...fiquei doente desde que eu acabei meu noivado...3 anos se passaram e tudo desandado na minha vida.acho que foi a ex sogra com ex namorado pegando pesado comigo no feitico.preciso me benzer...

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  9. preciso urgente de ser benzida pelo sr Mario ou dona ~~~~~~ãorora estou mal,que devo fazer? para conseguir:

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  10. Algem vonsegil o número da brnzedrira por favor me passe

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