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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

I Seminário do Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo - 23 e 24 de novembro

 O Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo organiza o I Seminário Estadual. Após o testemunho das mobilizações de junho, vê-se que é mais do que necessário fortalecer as lutas da saúde e articular ações conjuntas dos movimentos sociais a fim de avançar na organização dos trabalhadores e nas conquistas populares.
 
O Seminário acontecerá nos dias 23 e 24 de novembro de 2013, com espaços para discutir análise de conjuntura, questões relativas à saúde e direitos humanos, terceirização da saúde, saúde do trabalhador e financiamento do SUS. Além disto, esperamos que seja um espaço privilegiado onde os diferentes movimentos e grupos políticos possam falar de suas experiências de luta.

CRONOGRAMA
Sábado (23/11)
8:00 – 9:00 Café da manhã coletivo
9:00 – 12:00 – Análise de conjuntura: saúde e as políticas públicas
14:00 – 16:30 – Saúde e direitos humanos
17:00 – 19:30 – Roda com relatos das lutas e organização dos movimentos
20:00 - Atividade Cultural
Domingo (24/11)
9:00 – 12:00 – Terceirização e saúde do trabalhador
13:30 – 17:00 – Plenária para discutir comunicação e plano de lutas

LOCAL
 
Veja o evento no facebook
 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Haddad sanciona lei que institui parto humanizado na rede pública

O prefeito Fernando Haddad (PT) sancionou o projeto de lei que cria o parto humanizado na rede pública municipal.
 
O texto passa a valer em 180 dias a partir de sábado (9), quando a sanção foi publicada no "Diário Oficial".
 
As gestantes atendidas na rede municipal passarão a ter direito a anestesia em parto normal, quando solicitarem, e poderão optar por métodos não farmacológicos de alívio da dor, como massagens e banho quente.
 
Elas poderão ainda saber com antecedência onde darão à luz e escolher o tipo de parto e um acompanhante.
 

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Benzedeiras resistem em Franca, mas não têm sucessoras em casa




“Isipela maldita, a carne que tu come, a Deus não lograrás, um Padre Nosso, uma Ave Maria, uma Santa Maria vou te curar.” “Procurei São Elias, o que é que cura cobreiro e cobraria? Ramo de funcho e água fria.” “Arruda, corre, corre cavalinho, passa na porta de Santa Luzia, e diga para ela dar uma benção para o meu olho.” Essas rezas, para “isipela” (uma infecção cutânea, cujo nome verdadeiro é erisipela), cobreiro (uma doença de pele) e ar (ardência nos olhos), respectivamente, podem muito em breve se tornarem apenas uma lembrança do passado. Elas são usadas pelas benzedeiras, que se dizem instrumentos de Deus, curam por meio de plantas e orações, e encontram atualmente muita dificuldade para difundir seus conhecimentos.


O Comércio da Franca localizou quatro benzedeiras em Franca, e todas elas afirmam que a tendência é que, em alguns anos, a prática acabe porque as novas gerações não querem aprender o “ofício”. A aposentada Ivone Coelho Senni, 83, benze desde que tinha 22 anos. Ela aprendeu a prática com a sua mãe, mas não tem para quem passar os seus conhecimentos. “A minha filha queria aprender a benzer, mas desistiu dois meses depois. E nunca veio ninguém em casa para aprender.”

Já Zulma Maria de Souza, 77, também aposentada, contou que as pessoas atualmente até aceitam se benzer, mas têm vergonha de admitir o fato. A aposentada Silvéria Adelina, 78, e a pensionista Madalena José Dias, 94, dizem que ensinam as orações de benzeduras às pessoas que as procuram, mas acham que a fé da população diminuiu.

As quatro benzedeiras têm filhos, mas eles não querem seguir a “vocação” das mães por se ocuparem com seus trabalhos, por desinteresse e até por medo.

Se vem caindo gradativamente o número de benzedeiras, a quantidade de clientes continuam alta. Ivone diz receber de 10 a 15 por dia. Zulma afirma que há dias em que recebe até 28 pessoas.

As entrevistadas dizem que se tornaram benzedeiras através das mães. Ivone conta que, quando era menina, ficava perto de sua mãe e escutava como ela benzia. Apesar de ter começado a benzer apenas quando tinha por volta de 50 anos, Silvéria foi influenciada a se iniciar na prática pela mãe e sogra, ambas benzedeiras. As outras aprenderam com pessoas próximas. “Eu tinha mais ou menos 10 anos. Tinha uma vizinha que sabia benzer e me ensinou”, conta Zulma. Já Madalena entrou em contato com as rezas por meio de um benzedor idoso.

As benzedeiras dizem ser apenas instrumentos de Deus. Quem cura dos mais diversos males é Deus. “Quem é benzido precisa ter fé. Se não tiver fé, não resolve nada”, diz Ivone.

“Eu atendo pessoas com cobreiro, por exemplo, mas, se as pessoas estiverem contrariadas, com qualquer problema, eu posso fazer uma oração para elas”, conta Madalena. Outros males comuns tratados por elas são: vento virado (crianças que têm uma perna maior que a outra), cortar o medo de crianças que ainda não andam, espinhela caída (doença caracterizada por dores no estômago, costas e pernas), além dos tradicionais quebrantes e mau-olhado, que podem ser descritos como efeitos negativos.

Nenhuma das benzedeiras cobra por seus serviços. “Faço por amor, por caridade, com o coração limpo e aberto, sem receber um centavo. Eu dedico meu tempo ao amor e à caridade”, esclarece Zulma. “Fazer pelos meus irmãos é melhor do que fazer pra mim”, diz Silvéria.

Fonte: GCN

sábado, 24 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Saúde inicia campanha contra hanseníase em Botucatu


Saúde inicia campanha contra hanseníase em Botucatu


Teve início a Campanha Anual de Combate à Hanseníase, promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com os poderes públicos municipais. Ela segue até o dia 30 de novembro. No período, serão realizados esforços para diagnosticar novos casos e examinar pessoas que possam ter adquirido a doença por meio de contato.


Em paralelo, ações de mobilização junto à população deverão promover maior conscientização sobre a hanseníase, com o objetivo de eliminar o preconceito e estigma relacionados à doença. Materiais informativos sobre prevenção e tratamento serão distribuídos em unidades de saúde, igrejas, centros comunitários, escolas e comércio.


A Secretaria Municipal de Saúde de Botucatu orienta toda a população a procurar pela Unidade de Saúde mais próxima de sua casa, de segunda à sexta-feira, entre 9 e 17 horas.

Em 2011, seis casos novos foram registrados em Botucatu: quatro em homens e dois em mulheres. Já em 2012, a quantidade registrada corresponde a cinco novos casos, sendo quatro masculinos e um feminino.

No Brasil, a meta do Plano de Eliminação da Hanseníase, estabelecido em 2011, é que aja menos de um caso da doença para cada grupo de dez mil pessoas até o ano de 2015. Para tanto, o País tem mantido a queda na incidência da hanseníase dentro da população brasileira.

No período 2010-2011, o coeficiente de detecção de casos novos caiu 15%. Entre menores de 15 anos, este percentual baixou 11%. De 34.894 casos da doença registrados em 2010, o número caiu para 30.298 no ano de 2011, o que representa um coeficiente de aproximadamente 15 novos casos por 100 mil habitantes. Destes, 2.192 foram encontrados em menores de 15 anos de idade.

O SUS (Sistema Único de Saúde) tem trabalhado constantemente para alcançar as metas de redução de 26,9% do coeficiente de detecção da hanseníase em menores de 15 anos, aumento do percentual de cura em 90%, e o exame de 80% dos contatos intradomiciliares dos casos novos da doença.

O controle da hanseníase é baseado no diagnóstico precoce, tratamento e cura. Segundo Camila Baptista, coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Botucatu, é importante mobilizar a população, pois quanto antes a enfermidade for detectada , maiores as chances de cura total.

“A maioria das pessoas acaba não dando a importância devida para essas manchas que aparecem de repente no corpo e, quando procuram a Unidade de Saúde, a doença já se encontra em um estágio avançado, sendo menores as possibilidades de cura total da área afetada”, explica.

 Sobre a Hanseníase - A hanseníase é uma doença infecciosa e atinge a pele e os nervos dos braços, mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. O tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo e varia de dois a cinco anos.

É importante que, ao perceber algum sinal, a pessoa com suspeita de hanseníase não se automedique e procure imediatamente um serviço de saúde.

É preciso observar manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo e em áreas da pele. São manchas que não causam coceira, mas que produzem a sensação de formigamento, ficando  dormentes, com diminuição ou ausência de dor, da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque.

Tratamento - Hanseníase têm tratamento e cura. A doença pode causar incapacidades físicas, evitadas com o diagnóstico precoce e o tratamento imediato, disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O tratamento, gratuito e eficaz pode durar de seis a doze meses.

Os medicamentos devem ser tomados todos os dias em casa e uma vez por mês no serviço de saúde. Também fazem parte do tratamento exercícios para prevenir as incapacidades físicas, além de orientações da equipe de saúde.

Serviço
Secretaria Municipal de Saúde
Rua Major Matheus, nº 7, Vila dos Lavradores
Telefone: (14) 3811-1100

 Fonte: Leia Notícias

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Grupos devem trabalhar a cultura popular e folclórica em São Paulo

Grupos devem trabalhar a cultura popular e folclórica em São Paulo

Vivian Guilherme

Grupos de atividades interessados em participar do programa Revelando São Paulo já podem realizar sua inscrição na Secretaria de Cultura municipal até o dia 25 de novembro. As inscrições são gratuitas.

Os grupos devem ser ligados à cultura tradicional e folclórica, desde culinária, dança, bandas e fanfarras, violeiros, congadas etc. Para a participação nos eventos, a secretaria de Rio Claro arca com as despesas de transporte, enquanto que estrutura fica a cargo da secretaria estadual.

A próxima edição do Revelando São Paulo acontece de 9 a 13 de janeiro, em Atibaia. Com a proposta de difundir a diversidade da cultura tradicional do Estado, o programa estimula paulistas do interior e da capital a conhecerem sua própria história, contada por meio de suas tradições.

Nesta grande festa popular, a pluralidade da culinária paulista, assim como do artesanato, música, folclore e das danças tradicionais de várias regiões, reúnem-se no mesmo espaço.

A Secretaria de Cultura fica no Centro Cultural. Inf.: 3522-8000.

Esta é uma reprodução da notícia publicada na edição impressa do Jornal Cidade




terça-feira, 23 de outubro de 2012

Arquivo de notícias: Casas de parto da periferia de São Paulo são opção para gestantes que buscam atendimento humanizado




 São Paulo – Um corredor com um jardim bem cuidado conduz as gestantes à sala de estar onde uma mesa com suco, frutas e bolos foi preparada especialmente para recepcioná-las. Reproduzir o aconchego do lar na etapa final da gravidez é a proposta da Casa Angela, uma das duas casas de parto de São Paulo, localizada no Jardim Mirante, na periferia da zona sul da capital paulista. O vocativo “mãezinha”, como costumam ser chamadas as gestantes em hospitais, é substituído por Marlene, Suzana, Cristina. Mães, pais e bebês têm rostos e nomes nesses locais, e eles têm, sobretudo, vontades.

É esse clima de naturalidade no momento de dar à luz e de respeito às necessidades da família que tem feito mulheres optarem pelas casas de parto em vez de recorrerem a hospitais bem equipados. “Fiquei assustada quando voltei a morar no Brasil e descobri que, caso fizesse meu parto em hospital particular, teria até 90% de chance de passar por uma cesariana”, relata a administradora de empresas Marlene Ábila, 32 anos, que teve seu filho Ramon na Casa Angela, em janeiro deste ano. A casa atende apenas mulheres com gravidez de baixo risco, que não passam por procedimentos cirúrgicos ou intervenções médicas para dar à luz.

O relatório Situação Mundial da Infância 2011, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), mostra que a taxa de cesárea no Brasil é a maior do mundo, com 44%. De acordo com o Ministério da Saúde, considerando apenas a rede privada, esse percentual quase dobra e chega a 80%. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que as cirurgias correspondam a, no máximo, 15% dos partos.

Marlene relata que pôde comparar os serviços da casa de parto aos de um hospital, quando o filho Ramon precisou tratar uma doença. “Lá, eu era a mãezinha e meu filho o RN [recém-nascido], já que ele ainda não tinha certidão de nascimento. Na casa de parto, sempre fomos Marlene e Ramon, senti como se estivesse parindo em casa”, lembra.

A unidade funciona 24 horas. A equipe é formada por oito enfermeiras-obstetras, técnicos de enfermagem, psicólogo, fisioterapeuta e massagista. Podem ser feitos até quatro partos simultaneamente. Os quartos dispõem de camas hospitalares e de equipamentos que podem ser utilizados pelas mulheres no momento do parto, como banheira e bancos adaptados.

O ambiente acolhedor fez a enfermeira Camila Nogueira Rodrigues optar por trabalhar na Casa Angela. “Fiquei muito impactada pela falta de sensibilidade nos hospitais, que tipo de lugar era aquele que os pais só podem ver o bebê por meia hora? A dinâmica hospitalar é muito rápida e acaba por não respeitar o tempo das mulheres.”

“Em geral, a cultura do parto no Brasil, principalmente nos hospitais particulares, é extremamente intervencionista. Todo o saber de como acompanhar o parto normal desapareceu no ambiente hospitalar”, avalia a coordenadora-geral da Casa Angela, Anke Riedel. Ela relata que os partos naturais duram, em média, 12 horas, enquanto uma cesariana leva apenas de 30 a 40 minutos. “Existem vários motivos para que isso ocorra, mas a principal é a questão do lucro, pois o parto normal requer todo um cuidado e acompanhamento que não é bem pago”, aponta.

A Casa Angela é vinculada à organização não governamental (ONG) Monte Azul, que atua há 35 anos na comunidade, e atende gratuitamente mulheres das regiões do M'Boi Mirim e Campo Limpo. Para gestantes de outras localidades, é feita uma avaliação para saber se elas têm condições de arcar com os custos do atendimento. “Nossa intenção era manter a casa integrada ao serviço público de saúde, mas, diante da impossibilidade, essa foi a forma que encontramos de conseguir atender mulheres carentes”, explica Anke Riedel. Para quem pode pagar, são cobrados R$ 3,5 mil para o pré-natal e o parto. Quem desejar cuidados extras durante o pós-parto, como o acompanhamento pediátrico do bebê – tem de arcar com mais R$ 500.

De fevereiro, quando a Casa Angela começou a funcionar, a setembro deste ano, foram feitos 100 partos na casa. A coordenadora-geral da casa explica que é possível fazer até 40 partos por mês. Segundo ela, 50% das mulheres atendidas vêm de outras localidades. Anke Riedel avalia que muitas mães da região procuram o serviço por ser uma opção gratuita. “As mulheres que vem de fora sabem o que querem, se informaram muito para ter um parto humanizado. As que são daqui vêm porque encontram um atendimento muito diferenciado, individualizado”, avalia.

Antes do parto, as gestantes passam por, pelo menos, seis consultas de pré-natal na própria casa. A administradora Suzana Silva de Sousa, 24 anos, fez a última no dia 2 de outubro. No plano de parto – um questionário em que as mães dizem como imaginam o momento de dar à luz – Suzana escolheu dividir esse momento com o marido e a mãe. “São as duas pessoas que me passam confiança. Vamos colocar velas aromáticas para deixar o ambiente agradável. Estou tranquila”, contou. Suzana está na 40ª semana de gestação e aguarda a chegada de Tamires a qualquer momento.

Na cidade de São Paulo, a Casa de Parto de Sapopemba faz um trabalho semelhante. Localizada na zona leste da capital, a estrutura é mantida pela prefeitura. O casal Rafael Vieira da Silva, 29 anos, e Camila Inês Rossi, 27 anos, escolheu o espaço para o nascimento da filha Anisha Raiz, que hoje tem 1 ano e 4 meses. Eles conseguiram criar o ambiente que haviam planejado para o momento. “Estendemos tecidos pela sala, cantamos, ouvimos mantras. Foi muito lindo”, conta a mãe.

Para Camila, a presença do companheiro foi essencial para aumentar a confiança no momento do parto. “A gente diz que pariu junto. O corpo do Rafael junto do meu fez toda a diferença. A gente fez isso junto. Ele precisava estar lá comigo”, relata. Segundo ela, o pai acompanha todo o procedimento na casa e o bebê, logo após o nascimento, vai para os braços da mãe.

Tanto na casa do Jardim Mirante quanto na de Sapopemba uma ambulância fica disponível para casos em que a transferência para hospitais seja necessária. Anke Riedel destaca, no entanto, que, até agora, não foi preciso recorrer ao veículo para casos de emergência. “Utilizamos em situações bem tranquilas, quando verificamos, no trabalho de parto, que não havia condições de fazê-lo na casa”, relata citando situações como a mudança de posição da criança durante o procedimento. Segundo ela, a transferência para o hospital da região leva, no máximo, dez minutos.

Na opinião de Camila Rossi, a participação de médicos no parto deve ser o último recurso. “Quando é necessário intervenção, que bom que existem os médicos, mas isso deve ser a exceção. Para algo que é natural, não é necessário procedimento cirúrgico. Gravidez não é doença.”

A coordenadora da Casa Angela reforça que o parto humanizado torna as mulheres protagonistas nesse momento. “Esse trabalho fortalece muito os vínculos afetivos e torna a mulher um sujeito ativo desse processo”, avalia.

Durante quatro dias a reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a Secretaria de Saúde da prefeitura de São Paulo, responsável pela Casa de Parto de Sapopemba, mas não conseguiu autorização para visitar o local, assim como não obteve as informações sobre o funcionamento e o número de partos feitos por mês.

Camila Rossi, que teve bebê no local, avalia que não há interesse por parte do governo municipal em divulgar a unidade. “É um serviço muito boicotado. O telefone de lá muda sempre. Se qualquer hospital quiser fazer a divulgação dos seus serviços, isso é super bem visto, mas na casa de parto, não”, criticou.



quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Arquivo de Notícias: Simpósio na FCM aborda saúde mental do estudante universitário

Simpósio na FCM aborda saúde mental do estudante universitário

Início: 19.10.2012

O 1º Simpósio Saúde Mental do Estudante Universitário acontece no dia 19 de outubro, às 8h30, no Salão Nobre da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp.  

O evento comemora os 25 anos do Serviço de Assistência Psicológica e Psiquiátrica ao Estudante (Sappe), órgão da Pró-reitoria de Graduação (PRG). 

Participam conferencistas que têm trabalhos relevantes nos cenários brasileiro e internacional, no que diz respeito à atenção à saúde mental dos estudantes universitários. 

A temática do encontro será direcionada aos profissionais envolvidos com o cotidiano dos alunos universitários e que procuram conhecer melhor os aspectos envolvidos no desenvolvimento de saúde mental da vida dos estudantes com o objetivo de identificar e lidar com esses aspectos. 

Inscrições, programação e outras informações no site http://www.prg.unicamp.br/sappe/simposio ou telefone (19) 3521-4187.

Fonte: Unicamp

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Arquivo de Notícias: Fundacentro e CTI debatem Saúde Mental

Fundacentro e CTI debatem Saúde Mental 

A Fundacentro e o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer CTI, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, realizaram um evento conjunto no dia 19 de setembro, em Campinas.  A Manhã da Inovação teve como  tema  Trabalho e saúde mental: Impactos de fatores psicossociais na inovação.  A ação consolidou o início da parceria entre as instituições, com enfoque na sustentabilidade organizacional e na saúde e segurança do trabalhador.

A pesquisadora da Fundacentro e médica do trabalho, Maria Maeno, apresentou durante o evento os elementos adoecedores ligados ao ambiente de trabalho e as ações voltadas à saúde mental no âmbito dos ministérios da Saúde, do Trabalho, especialmente na Fundacentro, e na Previdência. Já Márcia Hespanhol, professora da PUC/Campinas, relatou algumas ações realizadas por empresas que não dão resultados.

Não podemos fazer uma divisão estanque entre saúde física e mental, afirma Maria Maeno. A médica explica que atividades perigosas, insalubres e penosas causam sofrimento psíquico. Outro problema é o trabalho fragmentado e repetitivo, que não possibilita o trabalho criativo.

Muitas estratégias  utilizadas pelas empresas geram um ambiente de ansiedade e pressão. O sistema de participação em lucros e resultados estimula a trabalhar mais em um cenário de metas crescentes. A tecnologia contribui para o aumento do tempo real do trabalho. As avaliações de desempenho trazem, muitas vezes, mensagens dúbias.

Os programas de qualidade, por sua vez, focam no produto e criam um ambiente de tensão para o trabalhador devido às auditorias. O mundo do trabalho é marcado pela exigência de multifuncionalidade, flexibilidade, sobrecarga e intensificação do ritmo. Isso tudo causa desgaste mental, avalia Maeno.

Os transtornos psíquicos abrangem doenças como depressão, burnout e alcoolismo. Segundo a OMS, 154 milhões sofrem de depressão e 91 milhões com abuso de álcool. No Brasil, houve 212.500 benefícios totais por transtornos mentais e comportamentais no ano de 2011. Já o número de benefícios acidentários por esses tipos de adoecimento foi de 13.757.

Diante da complexidade do processo de adoecimento mental, não podemos buscar respostas simplistas como programas motivacionais e ginástica laboral. Temos que mudar a organização do trabalho, conclui a pesquisadora da Fundacentro.


Da esquerda para direita: Márcia Hespanhol (PUC/Campinas), Marco Antonio Silveira (G.A.I.A – Grupo de Apoio a Inovação e Aprendizagem em sistemas organizacionais)/ CTI, Maria Maeno (Fundacentro).

Fonte: http://www.salariominimo.net/2012/10/02/fundacentro-e-cti-debatem-saude-mental/
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