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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Arquivo de notícias: Medicina e espiritualidade: o remédio para o corpo pode estar no espírito


Profissionais da saúde acreditam que origem de muitas doenças está associada a maus sentimentos

O ato de ir ao médico é até rotineiro para muitas pessoas. O paciente diz como se sente e o médico avalia o depoimento, faz uma série de exames e se necessário medica. Pronto. Essa fórmula quase que matemática da relação entre médico e paciente praticamente não existe mais. Os profissionais da saúde já há algum tempo estão buscando uma maior proximidade de seus pacientes para poder ter uma visão global do ser. O órgão doente não é mais visto como uma “peça” que está impedindo o funcionamento normal do corpo, mas sim como um sinal de alerta que indica que outras coisas vão mal.

Com base na nova forma de ver o ser humano, a partir de 1998 a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual na sua definição de saúde este por sua vez está aliado ao bem estar físico, mental e social, vendo assim o ser em sua totalidade.

O médico cardiologista e presidente da Associação dos Médicos Espíritas de Alagoas (AME-AL), Ricardo Santos afirma que “em toda a história da humanidade a espiritualidade sempre foi tratada pelas religiões. Antes do desenvolvimento da ciência, todos os tratamentos das doenças eram providenciados pelos religiosos. Ainda hoje temos resquícios disso como exemplo as santas casas. Esse conhecimento espiritual posteriormente passou pelo crivo dos grandes filósofos espiritualistas e reencarnacionistas como Sócrates, Platão e Pitágoras. Estes pensadores colocaram a questão espiritual como a única resposta a todas as indagações humanas”.

Com o passar dos anos a forma de trabalhar o conhecimento mudou, mas o conceito continua o mesmo uma vez que “atualmente estamos na fase científica onde diversos grupos de profissionais em todo o mundo estão debruçados sobre pesquisas sobre a imortalidade da alma e a espiritualidade. Os Estados Unidos se destacam nessa questão. Em quase 90% das faculdades da área da saúde daquele país tem a disciplina da espiritualidade”, afirma Ricardo Santos.

Medicina e religião

Hoje em dia é possível ver em cada quarteirão das grandes cidades assim como nos locais mais remotos e singelos, espaços destinados à espiritualidade, sejam eles de crenças e religiões diversas. Essa nova forma do homem se comportar é também objeto de pesquisas.

Segundo o cardiologista, “centenas de trabalhos tem demonstrado que as pessoas que tem uma religião, que tem um vínculo como a prática de uma crença, fazendo orações e que seguem as orientações de suas denominações religiosas são mais saudáveis em todos os aspectos. São menos viciadas, adoecem menos, melhoram mais rápido quando estão doentes, se hospitalizam menos, são mais serenas e tranquilas. Todo esse comportamento é comprovado cientificamente uma vez que a própria OMS introduziu o paradigma espiritual em seu conceito de saúde. Essa mudança que está no homem revela também que está havendo uma verdadeira corrida a nível mundial no sentido de se pesquisar a espiritualidade e se colocar ela como um parâmetro de saúde, de felicidade. Um indivíduo que é vinculado a uma religião, que tem fé se deprime menos e consequentemente adoece menos”, reforça Ricardo Santos.

Corpo e espírito

Para poder identificar a origem do que está causando mal ao doente o profissional da saúde precisa estar ciente de que “à luz do conhecimento espiritual o ser humano é composto de três dimensões básicas: um corpo físico, um corpo energético que comanda o corpo físico e a essência espiritual, que é o espírito. Nós somos espíritos que adotamos a forma física para termos a experiências e aprendizados na vida física. Quando o corpo físico adoece, significa que há um distúrbio a nível espiritual. Se a pessoa tem um sentimento de ódio e esse comportamento faz o corpo reagir de forma a subir a pressão, acelerar os batimentos cardíacos, dormir mal, comer mal, ao longo do tempo este sentimento irá provocar problemas físicos. Logo a doença física é uma consequência de maus sentimentos”, reforça o cardiologista.

Um paciente com pressão alta o médico indica um remédio e a pressão baixa. Se ele suspende ela sobe. O médico tem que conversar e descobrir as causas dessa pressão estar fora do normal. Nessa conversa ele então sabe que essa pessoa é impaciente, tem mágoas, problemas de relacionamentos pessoais entre outros males. Ao saber disso o profissional de saúde tem que promover uma mudança e orientar essa pessoa a uma busca espiritual, seja ela qual for. “Se o médico não abordar o paciente dessa forma ele nunca vai se curar pois à luz do conhecimento espiritual saúde é a perfeita harmonia da alma. Você precisa disso para ter saúde. Jesus foi o grande precursor cientifico e dizia vá e não tornes a pecar para não te acontecer novamente. A doença é o escoadouro das enfermidades da alma. Isso está sendo estudado e diversos trabalhos trazem inclusive o poder da oração, a imposição de mãos que Jesus fazia ao curar enfermos estão sendo pesquisados e tem sido comprovado que são benéficos e funcionam”, acredita Ricardo Santos.

Essa nova forma de ver a saúde e o paciente não muda os tratamentos. Ricardo Santos revela que “os médicos espíritas não usam nenhum artifício para realizar seus tratamentos. O que muda é a visão. O paciente é visto como um todo e não apenas um corpo físico, um órgão. O que adoece não é só uma parte física, mas de forma integral corpo físico e o espírito. É preciso abordar as multi-dimensões da pessoa para tratá-la de forma mais eficiente”.

Espiritualidade e saúde

Segundo a professora, médica e reitora da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Rozangela Wyszomirska, “a doença se instala no corpo físico, quando ocorre uma queda da imunidade, que por sua vez relaciona-se com stress emocional, que está ligado ao stress espiritual. Claro que isso não é regra geral porém a doença pode estar marcada no perispirito do individuo e em determinado momento desencadeia o processo de doença. Quando é um vírus, bactéria ou acidente, o trauma, a doença, é claro começa no corpo físico. Ou seja a doença pode iniciar nos dois sentidos. No físico e no espiritual”.

É certo que todos nós herdamos uma carga genética que nos torna predispostos a ter determinadas doenças. No caso da espiritualidade Rozangela afirma que “não existe essa forma de hereditariedade, como nós conhecemos, mas o indivíduo traz de outras vidas, marcas, cicatrizes do que aconteceu. Ao iniciar uma nova jornada a pessoa esquece o que aconteceu, mas o perispírito, que é uma espécie de camada que une o espírito ao corpo, guarda nossa memória. A doença pode então ser desencadeada, devido diversos fatores. Falar de cura do espírito, é falar em aprendizagem. Ao reencarnarmos, trazemos necessidades de melhorias. Estamos na terra, para trabalharmos essas dificuldades. São nossas ações, nossos sentimentos, nossa postura e tudo o que pensamos e fazemos, que nos levarão à cura espiritual. Por isso precisamos voltar tantas vezes à terra, para continuarmos nossa jornada”.

As pessoas tem medo da morte, ou pelo menos a grande maioria. Os profissionais da saúde tratam que essa terrível realidade constantemente nos consultórios e hospitais. Diante dessa realidade do cotidiano Rozangela diz que “não há formas de impedir a morte ou o sofrimento do processo de morrer. Mas, podemos minimizar a dor e ficarmos ao lado dos nossos pacientes. E ajudar na passagem do paciente, significa aliviar o que for possível, confortar e cuidar do outro”.

Assim como outros assuntos polêmicos, o preconceito religioso infelizmente existe. Diante disso Wyszomirska defende que não se pode impor nenhum tipo de credo. “Não precisamos doutrinar ninguém, para darmos apoio a um paciente ou familiar. A conversa amiga, respeitando os limites de cada um, respeitando a religiosidade de cada um é o melhor caminho, para falarmos aos pacientes sobre os limites de tratamento, a morte, a vida, o que podemos fazer, sobre a distanasia e a ortotanásia. E, assim o paciente ou familiares podem decidir o que quer que seja feito. As vezes são necessárias mais de uma conversa, devemos estar dispostos a responder as perguntas, as dúvidas. Nem sempre é fácil, pois as pessoas não querem falar sobre a morte, pois se remetem à sua própria condição de finitude”.

A cura para o espírito e para o corpo é simples. Rozangela conta que “para ter mais qualidade de vida é preciso adotar uma posição positiva, de fé. Não a fé cega, mas a fé na vida eterna, a presença de Deus em nossas vidas e no cumprimento de nossas tarefas, nossa missão aqui na terra. Lembrando antes de tudo, que estamos aqui para construir uma caminhada baseada no amor ao próximo”.

Academia

As faculdades da área da saúde formam milhares de profissionais anualmente. As disciplinas que eles enfrentam são diversas e muitas vezes a questão espiritual fica distante da anatomia e do laboratório. Uma maneira de promover essa nova forma de ver o ser humano é a disseminação do conhecimento espiritual para todos os profissionais de saúde e para a “população em geral para que ela possa se prevenir das enfermidades buscando se vincular a uma vida psíquica e espiritual saudável numa convicção religiosa que possa promover e prolongar a vida com saúde que é o mais importante”, concluiu Ricardo Santos.

No Brasil está acontecendo uma verdadeira revolução, principalmente nos últimos quinze anos. Foram fundadas cerca de 55 Associações de Médicos Espíritas e estes vem trabalhando ativamente junto às universidades promovendo congressos, seminários e outras atividades junto aos estudantes e professores.

O professor de medicina da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Jorge Luiz Soares, acredita que a disciplina da espiritualidade deveria sim estar na grade dos cursos da área da saúde. Jorge Luiz defende que “o corpo é guiado pelo espírito e o corpo adoece quando a alma está padecendo. Temos que tratar o indivíduo como um todo, da cabeça aos pés. E através de uma boa anamnese conhecer a alma do paciente. Quando esta conversa entre médico-paciente é realizada com carinho e uma boa troca de informações entre o profissional da saúde e o paciente, se chega a um diagnóstico precoce e a cura com certeza acontece. O importante é a fé, que considero a mais sublime de todas as virtudes”, concluiu o professor.

Saiba mais sobre a AME-AL no site amealagoas.com.br

 

Fonte: Cada Minuto

Arquivo de notícias: Grávidas estressadas podem gerar crianças mais propensas ao bullying


Crianças cujas mães estavam estressadas durante a gravidez são mais propensas a sofrer bullying na escola, aponta nova pesquisa. As informações são do site Daily Mail.

O estudo, que contou com 9 mil crianças, concluiu que a ansiedade sentida pela mãe durante a gravidez pode ser transmitida ao bebê ainda no útero. As crianças geradas sob essas condições têm mais tendência a chorar, fugir e se sentirem ansiosas ao ir para a escola, fatores que as transformam em presa fácil para o bullying.

"Quando somos expostos ao estresse, grandes quantidades de neurohormônios são liberadas na corrente sanguínea e, em uma mulher grávida, isso pode mudar o desenvolvimento do sistema de resposta ao estresse do feto", explicou Dieter Wolke, professor da Universidade de Warwick e líder da pesquisa, publicada pelo Journal of Child Psychology and Psychiatry.

"Esse é o primeiro estudo que investiga o estresse durante a gravidez relacionado à vulnerabilidade da criança em relação ao bullying. Essa mudança no sistema de resposta ao estresse pode afetar o comportamento delas e como reagem ao incômodo de sofrerem brincadeiras desagradáveis", acrescentou Wolke. 

Durante o estudo, os pesquisadores identificaram os principais estresses pré-natais, como problemas financeiros e a saúde mental da mãe. "A coisa toda acontece como um ciclo visioso. Uma criança com o sistema de resposta ao estresse alterado está mais propensa a sofrer bullying, o que afeta novamente o sistema de estresse e aumenta também a probabilidade de problemas com a saúde mental na vida adulta", concluiu o professor.

Fonte: Saúde Terra

sábado, 1 de dezembro de 2012

Arquivo de notícias: Violência contra a juventude negra: problema de saúde pública


Violência contra a juventude negra: problema de saúde pública


“Há uma gama de situações e ambiências que violentam a população negra, e mais especificamente o jovem negro ao longo de sua vida – as quais chamamos violência simbólica. Essas violências simbólicas operam na identidade da pessoa negra, na redução da autoestima da jovem negra, na construção de total falta de perspectiva e de horizonte”, disse a diretora de programas da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mônica Oliveira, que participou da mesa A violência contra a juventude negra e o racismo institucional, questões alarmantes para a saúde pública, do II Seminário Saúde da População Negra em Debate, organizado pela Assessoria de Cooperação Social da ENSP, em parceria com a Vice-Presidência de Assistência, Ambiente e Atenção à Saúde da Fiocruz e Redes Negras em Saúde.

“Há uma gama de situações e ambiências que violentam a população negra, e mais especificamente o jovem negro ao longo de sua vida – as quais chamamos violência simbólica. Essas violências simbólicas operam na identidade da pessoa negra, na redução da autoestima da jovem negra, na construção de total falta de perspectiva e de horizonte”, disse a diretora de programas da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mônica Oliveira, que participou da mesa A violência contra a juventude negra e o racismo institucional, questões alarmantes para a saúde pública, do II Seminário Saúde da População Negra em Debate, organizado pela Assessoria de Cooperação Social da ENSP, em parceria com a Vice-Presidência de Assistência, Ambiente e Atenção à Saúde da Fiocruz e Redes Negras em Saúde.

A mesa contou com a participação de Cheila Marina de Lima, da coordenação-geral de Vigilância e Agravos de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde; Mônica Oliveira, diretora de programas da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; Daivison Faustino, representante das Redes Negras em Saúde; e Gleidson Pantoja, representante do Fórum de Juventude Negra, como mediador. “Vive-se hoje um extermínio da juventude negra brasileira. Este é um momento de denúncia, e temos de nos apropriar desses espaços para que a sociedade brasileira possa ser incomodada em relação aos jovens negros que estão sendo mortos todos os dias pelo racismo institucional e pela força do crime organizado, entranhado no país, nas organizações governamentais”, disse Daivison.  No final da tarde, com apoio da Rede Saúde e Cultura, o evento foi encerrado com uma roda de jongo, samba de roda e ijexá, com a Cia Banto, no hall dos elevadores do quarto andar da escola.

Violência também é problema de saúde pública -  “Dos 52.260 brasileiros mortos por homicídio em 2010 – 27,3% de óbitos a cada 100 mil habitantes –, 70,2% eram jovens, negros/pardos.  É intolerável para o país sustentar essa situação contra nossos jovens que morrem de violência, agressões, homicídios, quedas, acidentes de trânsito etc. Isso significa uma perda de 2% do Produto Interno Bruto. Ou seja, bilhões de reais que poderiam estar sendo usados em outras áreas e poderíamos ter nossos jovens sobrevivendo.”

Segundo Cheila Marina Lima, primeira palestrante da mesa, a questão da violência não está mais restrita à segurança pública. O setor saúde entrou no debate a partir de 1998, quando um comitê técnico criou a Portaria 737, publicada em 2001, que instituiu a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências. “Esse agravo é fundamental na saúde pública, por ser um agravo que tem demandado muitas hospitalizações, óbitos etc. Ele tem custo familiar, pessoal e social imenso para o país, dados mensuráveis e não mensuráveis, como o custo familiar e pessoal. É a partir dessa política que traçamos todas as diretrizes de ação para o setor saúde, e ela tem como foco principal o processo intersetorial entre governo e para fora do governo, para fortalecer as políticas públicas relacionadas a essa temática. Na agenda da Organização Mundial de Saúde, o tema entrou mais fortemente a partir de 2002”, disse Cheila.

Os acidentes e mortes, causas que em grande parte poderiam ser evitáveis, têm impacto na morbidade e mortalidade que incide na qualidade e expectativa de vida das pessoas, de acordo com Cheila. Apesar de as taxas de expectativa de vida no país terem aumentado, a interrupção dessa cadeia se relaciona às causas externas – acidentes e violências. Ela afirmou que, ao se utilizar o indicador para medir a expectativa de vida com os anos potenciais de vida perdida, observa-se que há expressiva perda de jovens. “Tal situação interferirá no futuro do país, que não terá como, a longo e médio prazos, qualificar mão de obra para as empresas e indústrias. Como será nossa sociedade perdendo os jovens para a violência, e principalmente para os acidentes de trânsito? O setor saúde é também parte dessa cadeia, é coresponsável para discutir, para subsidiar e mesmo para intervenção.”

Constatada magnitude da frequência dos anos potenciais de vida perdidos, o alto percentual de gravidade, com óbitos, internações, sequelas, a relevância social, pelo medo e indignação, e a importância econômica, com os custos e o absenteísmo, Cheila sinalizou a vulnerabilidade que deve ser amplamente discutida, com ações de prevenção, mudanças comportamentais e promoção da saúde e cultura de paz.

 Movimento social defende debate sobre extermínio da população negra -  Levar o debate sobre o extermínio da população jovem negra é uma demanda antiga do movimento social negro há décadas, que foi defendida pela própria juventude negra nos fóruns regionais, cerne do 1º Encontro Nacional da Juventude Negra realizada na Bahia em 2008. Gleidson Pantoja fez uma rápida retrospectiva desse processo, que desencadeou um documento com 702 propostas em 14 eixos, que se tornou a pauta prioritária da 1ª Conferência Nacional da Juventude, também realizada neste ano. Hoje, o Fórum Nacional de Juventude Negra integra o Conselho Nacional de Juventude e o Conselho Nacional de Segurança Pública.

Mônica Oliveira, representando a Seppir - que, ao lado da Secretaria Nacional da Juventude, também coordena o Plano Juventude Viva, Plano de Enfrentamento à Violência contra a Juventude Negra -, enalteceu o ativo trabalho da militância da juventude negra que se colocou como segmento político mais forte e preponderante na conferência, tendo conseguido aprovar o enfrentamento ao extermínio da juventude negra como a principal prioridade para as políticas da juventude neste período mais recente de atuação da SNJ.

Ela acrescentou que esse tema é uma das prioridades do governo da presidenta Dilma. O Plano foi articulado no âmbito do Fórum Cidadania e Direitos, criado pela presidente para articular Ministérios e políticas públicas relacionados a essa temática. A coordenação do Plano de Prevenção à Violência Contra a Juventude Negra foi delegada à Secretaria-Geral da Presidência, que articula com os movimentos sociais e para dentro do governo. “Hoje, temos oito ministérios participando do plano”, disse Mônica.

Para Mônica, o Plano da Juventude Viva é uma oportunidade histórica para levantar este debate com a sociedade e a partir dos valores da igualdade e da não discriminação. A ideia, segundo ela, é enfrentar não somente o racismo, mas o preconceito geracional. “A denúncia da violência contra os negros foi tratada quase que exclusivamente pelo Movimento Negro, que sempre fez a denúncia da violência policial, da letalidade policial e de todas as formas de denúncia que tratamos aqui. Pela primeira vez, o governo brasileiro, o Poder Executivo federal estão fazendo uma ação coordenada para fazer o enfrentamento da violência contra o jovem, não por acaso a ação é conjunta com oito ministérios”.

Na Bahia, em 2012, foram 267 óbitos sob a rubrica de “auto de resistências”, com crescimento de 58,9% nos casos em relação ao mesmo período de 2011. Em São Paulo, 271, com 15% a mais que no ano anterior. No Rio de Janeiro, entre 2007 e 2010, foram 4.370 pessoas que morreram em confronto com agentes da lei, liderando as estatísticas na modalidade “auto de resistência”.

Mais que simplesmente mostrar dados, Daivison buscou incitar o público a refletir sobre determinadas inquietações, questionando como a vulnerabilidade e estigmatização da situação do jovem negro vira alvo das políticas públicas; o que se pode esperar do Estado, quanto ao aperfeiçoamento institucional, no que tange também a profunda discussão e mudança comportamental quanto ao racismo institucional; e se estamos, enquanto sociedade brasileira, dispostos a ir além do Plano da Juventude Viva.

Moção deverá ser entregue à Presidência da Fiocruz -  Os participantes do evento propuseram uma moção para ser entregue à Presidência da Fiocruz solicitando o empenho no desenvolvimento e ampliação do debate em torno da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. O documento pontua formas de como a Fundação Oswaldo Cruz pode colaborar com o Plano da Juventude Viva.

“Incentivo à pesquisa acadêmica com recorte racial a fim de aprofundar o conhecimento relativo a essa temática, buscando averiguar o racismo como determinante social da saúde; fomento à implementação e ampliação de cursos e/ou disciplinas no âmbito da formação de mão de obra qualificada para o SUS, que auxiliem na superação do racismo institucional no sistema de saúde pública no Brasil; ampliação do diálogo com movimentos sociais de saúde da população negra para o desenvolvimento de novas ações conjuntas; construção de espaços internos de diálogos e trocas sobre experiências em saúde da população negra; construção de pontes de diálogo e trocas de experiências com o GT Saúde da População Negra da ABPN (Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as).

Fonte: Sandra Martins
Jornalista da Cooperação Social/ENSP/Fiocruz

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Oficina Cozinhando com Frutos do Cerrado - Brasília/DF


Maria do Cerrado ministra oficinas "Cozinhando com os frutos do cerrado"

A Oficina Cozinhando com os Frutos do Cerrado será ministrada por Maria do Cerrado, guardiã de vários segredos do bioma do cerrado. Ela compartilhará alguns de seus conhecimentos sobre o manejo, guarda e utilização de frutos e outras espécies nativas do cerrado, será uma boa oportunidade para troca de experiências e para experimentação de sabores nativos.

“Pretendo fazer com que meus convidados ao curso/oficina vejam o Cerrado com mais intimidade e mais gosto; Que aprendam a se soltar nos variados sabores da Natureza, apoiando-se no nativo e no orgânico e, portanto no mais saudável para todos.

Quando nos alimentamos com alimentos que estão nascendo a nossa volta ficamos mais fortalecidos. Finalizando, desejo sempre mais aliados conscientes pelas águas limpas, e o Cerrado em pé com seus povos conscientes desta riqueza de Nosso Pai Superior.”

A oficina também contará com a participação de João da Terra, companheiro de Maria, que é coletador de sementes e inventor de máquinas como o “quebrador de baru” e uma “secadora solar de alimentos diversos”. Maria e João publicaram um excelente livro sobre os sabores do Cerrado.

Serão trabalhados os frutos: Mangaba, Cajuí, Cagaita, Baru, Jatobá e Buriti.

Cardápio:

Arroz com buriti (integral) oficina, assado de legumes (oficina), cheesecake de buriti (oficina), suco: mangabada (oficina), barrinhas de cereais (oficina), baru salgadinho (oficina), biscoito de jatobá ao rum (oficina), geléias:mangaba,cajuí,cagaita(oficina), bolo de jatobá, pão de jatobá, pasta de cajuí com berinjela, suco de abacaxi com jatobá e hortelã (oficina), pães: baru//frances com buriti// a moda Maria (oficina), arroz com castanhas (oficina), cappuccino do Cerrado, farofa de cajuí com ora pro-nobis (oficina), brócolis gratinado com farinha de jatobá e castanhas de baru (oficina), suco de morangaba ou buriti com limão e hortelã (oficina), sorvete de mangaba com calda de cajuí e castanha de baru.

Serviço: Oficina – Cozinhando com os Frutos do Cerrado

Data: 1º e 2 de dezembro de 2012.

1º dia (01.12.2012) Sábado: das 8hs às 17:30hs .
2º dia (02.12.2012) Domingo: das 8hs às 14hs.

Valor individual: R$200,00 / casal R$300,00
Local: Chacara Muricy (casa de William e Janaina)
Núcleo Rural Corrego do Urubu – Lago Norte
Informações: (61) 8433.3282 e 8471.3282

E-mail: williamafaria@gmail.com

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: 1º Encontro de Educação Popular, Intergeracional, Patrimonial e Ambiental / Paraíba

1º Encontro de Educação Popular, Intergeracional, Patrimonial e Ambiental acontece de 10 a 12/12 23 nov 2012 

A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), realiza, de 10 a 12 de dezembro, no Auditório do Departamento de Psicologia, em Bodocongó, o 1º Encontro Regional de Educação Popular, Intergeracional, Patrimonial e Ambiental: Reflexões Transdisciplinares, que vai reunir docentes e alunos pesquisadores do meio acadêmico-científico, bem como protagonistas das diferentes idades etárias (crianças, jovens, adultos e idosos), para socializarem experiências de pesquisa e extensão.

Além disso, contadores de histórias de vida relacionadas aos campos dos saberes da Educação Popular, Intergeracional e Patrimonial participarão das atividades do encontro, em uma perspectiva transdisciplinar, que busca fortalecer a interlocução entre Universidade-Escola-Comunidade quanto ao fomento de pesquisas nestas áreas do conhecimento, disseminar ações extensionistas realizadas por meio de práticas sócio educativas e culturais na escola e na comunidade, com diversos segmentos da sociedade, além de refletir sobre a formação docente (inicial e serviço) no espaço escolar.

Durante os três dias do evento serão realizados grupos temáticos e mesas redondas sobre “Memórias indígenas e quilombolas na Paraíba”, “Práticas educaticas e memórias”, “Educação Popular, Cultura e Cidadania”, “Educação Popular em Saúde”, “Memória e Educação Ambiental”, “Educação Patrimonial na escola e em outros espaços formativos”, “Educação Intergeracional no espaço escolar e extra escolar”, “A Educação Popular em Saúde: trajetórias e desafios” e “Narrando experiências de idosos e resignificando aprendizagens”.

Os interessados em inscrever trabalhos podem enviar seus resumos até o dia 30 de novembro, para o email 1ereipa@gmail.com. As inscrições de ouvintes estão sendo feitas até o dia 10 de dezembro. 

Outras informações podem ser obtidas através do endereço eletrônico http://ereipa.wix.com/ereipa ou pelo telefone (83) 2101-1560.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Saúde mental nos presídios é tema de oficina conjunta

Saúde mental nos presídios é tema de oficina conjunta

Discutir os conceitos e os métodos de trabalho para humanização e assistência integral em Saúde Mental em prisões. Esse é um dos objetivos da Oficina Nacional sobre Saúde Mental no Sistema Prisional, que acontece entre os dias 29 e 30 de novembro (quinta e sexta-feira), em Brasília (DF). O encontro é promovido pelas áreas técnicas de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, Saúde no Sistema Prisional e da Política Nacional de Humanização (PNH), todas do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (SAS/MS).

A oficina reunirá cerca de 150 profissionais, referências técnicas dos Estados e do Distrito Federal que atuam em políticas prisionais, gestão do SUS estadual (prisões e saúde mental) e dos Tribunais de Justiça, além de representantes de instituições da esfera federal.

A cerimônia de abertura terá a participação do diretor do Dapes, Dário Frederico Pasche, e do diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Augusto Rossini, do Ministério da Justiça (MJ).

O coordenador de Saúde no Sistema Prisional, Marden Marques Soares Filho, afirma que o Brasil tem uma dívida histórica com o paciente psiquiátrico, especialmente com o paciente judiciário. “O atendimento em Saúde Mental nas unidades prisionais, além de precário, exige que o psicólogo esteja todo o tempo trabalhando no projeto terapêutico individualizado de cada paciente e não seja mandado constantemente para a atividade de elaboração de laudos criminológicos, atividade que deve ser realizada por psicólogos que sejam contratados exclusivamente para isso”, avalia Soares Filho. O coordenador reforça que o psicólogo deve cuidar do projeto terapêutico do encarcerado, com estratégias que envolvem desde a prevenção dos agravos psicossociais decorrentes do confinamento e a atenção às situações de grave prejuízo à saúde decorrente do uso de álcool e drogas.

Soares Filho cita outra dívida história com o paciente judiciário, que está submetido a uma Medida de Segurança. “Para essas pessoas, essa medida é, muitas vezes, considerada prisão perpétua, por ficarem reféns de um laudo de cessação de periculosidade”, explica ele.

O coordenador da área técnica de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, Roberto Tykanori, lembra que os espaços denominados Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico/HCTP não são considerados pelo SUS como hospitais, mas sim unidades penais. “Para essas pessoas o SUS deve pensar uma norma própria para atendimento que esteja de acordo com os princípios do SUS, da Reforma Psiquiátrica e da Política Nacional de Saúde Mental”, diz ele.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Copa do mundo - Valcke é recebido com protesto de indígenas no Maracanã


Valcke é recebido com protesto de indígenas no Maracanã

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, foi recebido com protesto na sua visita oficial ao Estádio Maracanã na tarde desta segunda-feira. Onze índios fizeram danças e entoaram gritos de guerra em frente ao local.

O protesto é contra a remoção da Aldeia Maracanã, que ocupa o antigo prédio do Museu  do Índio, vizinho ao estádio. O governo do estado pretende demolir o prédio para aumentar a capacidade de estacionamento do estádio durante a Copa do Mundo de 2014.

Indígenas fizeram protesto na chegada de Valcke ao Maracanã

Os índios entregaram uma carta ao dirigente pedindo que não haja a demolição do museu. "É muita falta de respeito tentar tirar os índios que já viviam ali muitos anos antes do projeto do Maracanã", afirmou o cacique Carlos Tukano, que mora na aldeia há seis anos. "Aguardamos uma posição da Fifa em defesa da minoria", completou.

Tukano lembrou ainda que o museu carrega a memória dos povos indígenas do passado e do presente. Representantes da escola municipal Friedenreich, que também será removida, e dos parques aquático e de atletismo, que terão o mesmo fim, também estão no local. 

Com Portal Terra

Arquivo de notícias: ESP-MG implanta Oficina de Educação Popular em Saúde Mental

ESP-MG implanta Oficina de Educação Popular em Saúde Mental

Começa no dia 27 a Oficina de Educação Popular em Saúde Mental para Populações Assentadas e Acampadas em Projetos de Reforma Agrária de Minas Gerais, primeira experiência de educação popular em saúde mental da Escola de Saúde Pública do Estado (ESP-MG). Serão duas turmas direcionadas a lideranças de saúde de assentamentos e acampamentos e a trabalhadores de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS-MG), totalizando um público estimado de 140 pessoas.

O objetivo principal da Oficina é contribuir para o desenvolvimento de ações de promoção, prevenção e cuidados em saúde mental para populações assentadas e acampadas em projetos de reforma agrária em Minas Gerais (Regiões Norte, Vale do Jequitinhonha, Vale do Mucuri, Vale do Rio Doce, Triângulo Mineiro, Região Oeste, Sul, Zona da Mata e Metropolitana). A ação pretende também identificar as práticas de cuidado em saúde mental já adotadas pelas lideranças de saúde, viabilizar a troca e compartilhamento dessas práticas, promover uma aproximação entre os trabalhadores rurais e os profissionais de saúde, construir linhas de cuidado em saúde mental, envolvendo as práticas já utilizadas pelas lideranças de saúde e os serviços/ações do SUS. "A Oficina propõe a promoção do conhecimento, de vivências e reflexões sobre saúde mental e uso abusivo de álcool nos assentamentos e acampamentos, seus determinantes e impactos, bem com sobre as possibilidades de intervenção ", explica Ana Regina Machado, coordenadora do Núcleo de Redes de Atenção à Saúde da ESP MG.

Metodologia A Oficina será desenvolvida com a utilização de uma metodologia dialógica, que favoreça o conhecimento crítico da realidade, a valorização dos saberes locais, a relação entre teoria e prática, e a articulação dos diversos atores sociais envolvidos na produção de cuidados em saúde mental. Serão utilizadas exposições dialogadas, rodas de conversa, oficinas práticas, dramatizações, visitas para intercâmbio de experiências e vivências com práticas e grupos.

A construção da proposta da Oficina No ano de 2011, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) apresentou algumas reivindicações junto ao Governo de Minas e à Secretaria de Estado de Saúde, entre elas o desenvolvimento de uma ação em saúde mental que pudesse contribuir para a abordagem de alguns problemas observados nos assentamentos e acampamentos, como o uso abusivo de bebidas alcoólicas, as dificuldades para abordagens das situações de crise em saúde mental e a violência. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), por meio da Superintendência de Redes de Atenção à Saúde, respondeu a esta reivindicação com a criação de um grupo de trabalho, que elaborou o projeto da Oficina.

Fonte: CRM-MG

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Encontro discutirá saúde mental infantojuvenil na Bahia


Encontro discutirá saúde mental infantojuvenil

Considerando a necessidade de se construir políticas públicas e consolidar o cuidado a crianças e adolescentes com transtornos mentais ou problemas decorrentes de abuso de álcool e outras drogas no estado, as secretarias de Saúde do Estado (Sesab) e do município de Salvador, com apoio dos Centros de Atenção Psicossocial da Infância e Adolescência (CAPs ia) de Salvador, promovem nos próximos dias 26 e 27 (segunda e terça-feira), de 8h30min às 17 horas, na Faculdade Bahiana de Medicina (Campus do Cabula), o I Encontro Baiano de Saúde Mental Infanto Juvenil: o lugar da infância e adolescência na rede de atenção psicossocial. O principal objetivo do encontro é elaborar propostas para orientar os serviços e as gestões municipal e estadual, além de gerar pautas a serem levadas para o Congresso Brasileiro de CAPs ia, a ser realizado no próximo ano.

O encontro destina-se aos profissionais dos CAPS ia e dos demais pontos da rede de atenção psicossocial; profissionais de saúde, educação, assistência social, justiça e direitos humanos que atuam na área da infância e adolescência; usuários e familiares; gestores e representantes da área técnica de saúde mental e área técnica da saúde da criança e do adolescente da Sesab secretarias municipais de Saúde. As inscrições podem ser feitas através do e-mail: 

A programação do encontro foi construída de forma a possibilitar discussões sobre as questões cotidianas destes serviços, a fim apontar os principais desafios para a efetivação da Rede de Atenção Psicossocial para crianças e adolescentes com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do SUS.

No primeiro dia do evento haverá oficinas sobre os seguintes temas: possibilidades de cuidado com crianças e adolescentes com transtorno geral do desenvolvimento, cuidado ao adolescente usuário de álcool e outras drogas e papel do CAPs ia na promoção da saúde. Estão previstas ainda mesas redondas sobre a Rede de Atenção Psicossocial e suas implicações para atenção à infância e adolescência, refletindo os componentes da Rede de Atenção Psicossocial e "Tornar-se adulto no CAPS i: (des)continuidade do cuidado na Rede de Atenção Psicossocial".

Grupos de trabalho discutirão as seguintes questões: medicalização, função do brincar na infância, a função do CAPS i na Rede de Atenção Psicossocial, a questão da institucionalização: "Quem deve cuidar da criança?" e atenção a crianças e adolescentes usuários de (substâncias psicoativas (SPA's).

Sesab/Ascom
Saúde mental/infantil1

Arquivo de notícias: Encontro debate criação do Observatório de Políticas Culturais e Planos de Salvaguarda


Encontro debate criação do Observatório de Políticas Culturais 
e Planos de Salvaguarda


A 3ª Reunião Técnica sobre Políticas e Planos de Salvaguarda para o Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina será realizada no Rio de janeiro, entre os dias 26 e 28 deste mês, no Centro Lúcio Costa, no Edifício Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. O Centro Regional para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina (Crespial) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) promovem o evento, durante o qual será apresentada a proposta de criação do Observatório de Políticas Culturais e Planos de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial.


A programação inclui debates sobre memória e identidade, sistemas de monitoramento, cartografia social, terras indígenas e patrimônio cultural em risco. O objetivo do observatório é a divulgação de informações sobre a salvaguarda de bens culturais imateriais, nos países integrantes do Crespial (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela). Nestes países, o processo de elaboração de políticas culturais e salvaguarda das expressões culturais é desenvolvido de acordo com a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial da Unesco, promulgada em ano 2003.

Com a criação do observatório, os países membros do Crespial poderão analisar com mais agilidade e eficiência, os problemas e dificuldades comuns que surgem durante as ações de salvaguarda, de acordo com determinados indicadores de políticas culturais.  Também será intensificada a troca de experiências entre técnicos, pesquisadores, comunidades e detentores dos bens culturais imateriais. 

Serviço
3ª Reunião Técnica sobre Políticas e Planos de Salvaguarda para o Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina
Data: 26 a 28 de novembro de 2012
Local: Edifício Palácio Gustavo Capanema
 Rua da Imprensa, 16 - Centro
 Rio de Janeiro - RJ

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação IPHAN 
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br 
(61) 2024-5476 / 2024-5477 
Chico Cereto – chicocereto@gmail.com 
(21) 2233-6334 / 9127-7387 

Fonte: Portal Iphan


sábado, 24 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Morhan marca presença no III Seminário da ANEPS


Morhan marca presença no III Seminário da ANEPS

O III Seminário da Articulação Nacional de Educação Popular em Saúde (ANEPS) foi realizado nos dias 05,06 e 07 de Novembro de 2012 em Brasília Distrito Federal. Participaram do evento diversos atores de movimentos sociais, academia, gestão e serviços, totalizando 151 presentes de todas as regiões do país sendo 10 do Norte, 66 do Nordeste, 31 do Centro-oeste, 27 do Sudeste e 17 do Sul. O Morhan, através da sua integração em diversos setores, contou com a participação do Coordenador Nacional Artur Custódio,dos diretores Eni Carajá, e Lucimar Batista e dos Voluntários Toninho Ferreira e Fabiane Borges.
Durante o evento foram visualizadas e repensadas espaços, parceiros e estratégias de fortalecimento da educação popular com especial destaque para os eixos de Mobilização, Formação, Organização, Cultura, Cuidados/Práticas. COm isso, diversos encaminhamentos foram lançados tanto nos níveis nacional, regional, estadual e local. Entre eles, em uma importante reunião com os representantes dos movimentos sociais, o Morhan se comprometeu a elaborar e produzir o seu jornal uma edição dedicada a Política Nacional de Educação Popular em Saúde visibilizando seus contatos com a ANEPS nos estados e municípios.


Fonte: Morhan

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Música tradicional no Quilombo João Surá


A música tradicional no quilombo João Surá


 Localizada no Nordeste do Paraná, próximo ao município de Adrianópolis, a comunidade de João Surá, cravada na região do Vale do Ribeira, possui 206 anos de existência. O documentário João Surá – música tradicional no quilombo, da cineasta e pesquisadora Lia Marchi que será lançado este mês apresenta o cotidiano das 40 famílias herdeiras de uma história culturalmente muito rica e que, apesar do êxodo rural, ainda abriga tradições seculares.


Lia conta que a dificuldade de acesso para chegar a Comunidade Quilombola João Sura – onde é preciso passar por uma estrada de terra de cerca de 60 quilômetros – favoreceu a manutenção de celebrações musicais como a folia do Divino, a dança de São Gonçalo, a encomendação de almas e a festa de Santo Antônio - padroeiro do quilombo. “Nossos filmes buscam contar para todo mundo, de maneira acessível, um pouco desse universo quase desconhecido. A proposta é ser uma ponte entre essa comunidade e o público da cidade”, considera.

A cineasta não concorda com discurso apocalíptico que diz que a cultura tradicional está acabando e vai morrer. “Na verdade existe um mundo pulsante e estamos em um momento de grandes acontecimentos”. Ela explica que o documentário nasceu da vontade de utilizar o audiovisual para chegar ao público com uma linguagem onde os ‘artistas’ ganham vida. “Na migração do campo para cidade, muitas pessoas acabam se instalando em centros urbanos distantes do seu modo de vida, de sua tradição e perdem a conexão com sua raiz. Vão se perdendo os códigos éticos, culturais que mantêm uma comunidade coesa. Acredito que nosso trabalho é a base para uma Cultura da Paz, que busca mostrar um tipo de vida onde as pessoas estão mais próximas, integradas e desfrutam do prazer que é se reunir, conversar e festejar em conjunto”.

O documentário mostra que alguns avanços já foram conquistados em João Surá, como a construção da escola quilombola Diogo Ramos (cuja preocupação é uma educação voltada para a valorização e o conhecimento da cultura local), a existência de um posto de saúde e o acesso à internet. Lia Marchi mostra a preocupação da comunidade em organizar uma Associação de Moradores que reivindica melhorias sociais para seus pares. Um dos resultados significativos foi a certificação do quilombo pela Fundação Cultural Palmares no ano de 2005. “O grande desafio dos quilombolas é preservar as práticas do grupo e os saberes dos mais velhos”, conta a cineasta que vê nas crianças e jovens a grande esperança de continuidade para a realização das festas e devoções ali mantidas. Entre as tradições do quilombo apresentadas no documentário estão:

A Romaria de São Gonçalo, festa realizada para cumprir uma promessa em agradecimento à bênção recebida. Nela, os tocadores e as cantadeiras entoam versos que, no dizer dos mestres, são inspirados pelo santo. Dançam em louvor a ele. É grande a devoção.

A Dança de São Gonçalo é feita nas chamadas “voltas”. A duração de cada volta varia conforme a quantidade de pares que seguem em duas filas fazendo reverência ao altar sem jamais dar as costas ao santo.

A Alvorada do Divino costuma acontecer ao final de uma romaria. Acompanhando a bandeira e comandada pelo mestre e sua viola, a comunidade canta dando uma volta na igreja. A bandeira do Divino também costuma percorrer a localidade no tempo próprio da festa do Espírito Santo, da Páscoa ao Pentecostes.

A Encomendação de Almas, ou recomenda, é uma tradição dos moradores. Em geral no período da quaresma, e raramente em outras ocasiões, cantam para as almas no cemitério, diante de uma cruz ou, ainda, à porta da igreja. Os cantos expressam o respeito e a devoção de todos.

A cineasta e pesquisadora Lia Marchi conta que estas tradições são práticas ligadas à vida rural da comunidade de João Surá. “Os detentores desse conhecimento são os mais velhos, como é o caso da cantadeira Joana de Andrade Pereira, uma líder comunitária contemplada com o Prêmio Culturas Populares 2009 – Mestra Dona Izabel, do Ministério da Cultura. Agradeço a ela e muitos outros que nos guiaram na música e na vida do quilombo”. O documentário João Surá – música tradicional no quilombo tem patrocínio do Banco do Brasil por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba.

<< Olaria Cultural >>

Desde 1998 Lia Marchi desenvolve pesquisas sobre música e cultura tradicional. Fundou a produtora cultural Olaria Projetos de Arte e Educação (1999), da qual é diretora artística, e coordena a realização de projetos que buscam documentar e divulgar o rico universo das tradições musicais populares brasileiras ainda pouco conhecidos pela maioria da população.
Entre suas principais publicações estão os livros Tocadores – homem, terra, música e cordas (2002), Tocadores Portugal – Brasil: sons em movimento (2006) e, mais recentemente, Folias do Norte do Paraná.

Como cineasta Lia Marchi produziu os documentários Tocadores – Brasil Central e Tocadores – Litoral Sul (2003), Divino – folia, festa, tradição e fé no litoral do Paraná (2008), Dias de Reis – a história de uma companhia de Reis de Curitiba (2009), Fandango – dança tradicional do Paraná (2012), Folias do Norte do Paraná (2012) e João Surá – música tradicional no quilombo (2012).

Hoje a Olaria Cultural desenvolve filmes, livros, oficinas numa abordagem múltipla sobre os modos de encarar o registro, documentação e o diálogo sobre as culturas tradicionais e estabelecer o dialogo com o universo da educação.

Serviço:
Documentário João Surá – música tradicional no quilombo, da cineasta e pesquisadora Lia Marchi.
Duração: 26 min.
Classificação etária: livre.
Preço de venda: R$25,00

Mais informações site: www.olariacultural.com.br ou pelo email contato@olariacultural.com.br.

Fonte: After hour

Arquivo de notícias: Educação para o Controle Social no SUS é tema de oficina na região Nordeste


Educação para o Controle Social no SUS é tema de oficina na região Nordeste


A Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) do Ministério da Saúde, em parceria com o Conselho Nacional de Saúde, realizou esta semana a Oficina Regional Compartilhada de Educação Permanente para o Controle Social no Sistema Único de Saúde (SUS). A atividade iniciou nesta segunda-feira (12) e segue até a quarta (14), em Recife.

O objetivo principal do evento é construir um plano de educação permanente para o Controle Social do SUS, e busca reunir os conselheiros e instituições formadoras dos estados da região Nordeste do país para identificar as reais necessidades destes estados no sentido de qualificar o processo de trabalho.

Ainda no primeiro dia do evento foram realizadas mesas para debater a Política de Educação Permanente para o Controle Social no SUS, e sobre o financiamento deste processo de Educação Permanente.

A mesa sobre Educação Permanente para o Controle Social no SUS, coordenada por Kátia Maria Barreto Souto, do Departamento de Apoio à Gestão Participativa (Dagep), abordou as interfaces possíveis da Politica de Educação Permanente. A conselheira Lucimar Batista, do Conselho Nacional de Saúde, apresentou o tema na perspectiva do Controle Social, enquanto Valéria Atella Barbosa fez a sua exposição sobre o ângulo do SUS e a Simone Leite discorreu sobre o tema para Educação Popular.

Após a apresentação das palestrantes, foi realizado debate com os participantes, que apresentaram suas opiniões sobre o tema, como a do representante de Pernambuco da Articulação Nacional de Educação Popular em Saúde (Aneps/PE), Oris Martins de Olinda, que se manifestou na forma de Cordel:

Quando equipe e usuários
Tentarem se compreender
As coisas com certeza
Vão acontecer, como
O povo realmente vai ser 
Atendido como deve ser
Feito o atendimento nas unidades,
E melhorando a qualidade de vida.
Pra findar essa conversa
Agora preste atenção
Se quisermos mudar o macro
Vamos começar pelo micro
Com toda dedicação.
Fazendo Educação Permanente
Junto com a Educação Popular
A toda população.
(Oris Martins de Olinda - Aneps/PE)

No período da tarde, foi realizada a mesa para debater o financiamento das ações de Educação Permanente para o Controle Social. Na primeira parte, os representantes dos Conselhos Estaduais de Saúde, dos estados participantes, apresentaram as experiências de seus conselhos de saúde na aplicação de recursos para o desenvolvimento de ações de Educação Permanente em seus estados.

Na sequência, o consultor técnico do CNS, Francisco Funcia, abordou os aspectos relacionados ao financiamento das ações que mais geraram dúvidas entre os participantes do evento, tendo em vista a nova legislação em vigor e sobre o papel dos Conselhos de Saúde nessa nova perspectiva.

Rodas de conversas debateram as possibilidades de articulação dos eixos de comunicação e informação com o processo de Educação Permanente, bem como as possibilidades de diálogo das experiências já existentes nos estados com as instituições de ensino.

Também foram discutidas agendas com o objetivo de fortalecer a Educação Permanente para os conselhos de saúde, com a avaliação das ações do Programa de Inclusão Digital do Ministério da Saúde, estratégias para a melhor utilização do Canal Saúde na ampliação deste processo de trabalho e do Sistema de Acompanhamento dos Conselhos de Saúde.

Esta é a quarta e última oficina regional, que ocorre em todas as regiões do país. Já foram realizados eventos em Brasília, para a região Centro-Oeste, em Vitoria para as regiões Sul e Sudeste e em Belém, para a região Norte.

O evento foi encerrado com a definição de agendas para a implementação da Política Nacional de Educação Permanente para o Controle Social, que serão incorporados ao Plano Nacional, do Conselho Nacional de Saúde.

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