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quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Lançada a plataforma política “Juventudes contra Violência”


O Fórum das Juventudes realizou, na noite do dia 12 de agosto, o lançamento da plataforma política Juventudes contra Violência. O evento aconteceu na Casa dos Jornalistas de Minas Gerais e reuniu cerca de 150 pessoas, entre jovens, integrantes de grupos parceiros do Fórum, representantes do poder público, candidatos/as e membros de partidos políticos. A data também marcou as comemorações do décimo aniversário do Fórum, criado em agosto de 2004, e do Dia Internacional da Juventude, estabelecido pela ONU em 1999. Fruto de um intenso processo colaborativo entre coletivos, movimentos e entidades com atuação no campo das juventudes e direitos humanos, a plataforma Juventudes contra Violência estabelece 10 pautas prioritárias para que sociedade civil e governos se comprometam com o enfrentamento às violações de direitos sofridas pela população jovem.
O primeiro momento foi conduzido pelo professor e pesquisador Juarez Dayrell e pela cientista social Áurea CarolinaFreitas, que refletiram sobre momentos significativos ligados à história do Fórum. Naquela época, ressaltou a dupla, o debate sobre os direitos da população jovem era bastante incipiente, e os movimentos juvenis se esforçavam para inserirem suas pautas de reivindicação na agenda política. Juarez destacou alguns eventos importantes para a consolidação do coletivo: o Fórum Social Mundial e o I Fórum Social Brasileiro, ambos em 2003, e a I Conferência Nacional de Juventude, que aconteceu em 2008. “Nossos esforços se voltavam à institucionalização de políticas públicas para esse segmento e à criação de um espaço de interlocução com o poder público”, explicou Juarez, um dos fundadores do Fórum e também do Observatório da Juventude, programa de ensino, pesquisa e extensão vinculado à Faculdade de Educação da UFMG.
A ativista Áurea Carolina Freitas, que integra o Fórum desde sua criação, lembrou que, no ano de 2004, a principal preocupação do grupo era pressionar o poder público a explicitar quais seriam as políticas públicas de juventude na capital e em cidades da Região Metropolitana. “Nos anos seguintes, buscamos criar espaços de convergência e formular pautas comuns entre os diversos coletivos, movimentos e entidades que compunham o Fórum. Discutíamos, principalmente, o direito à cidade e sua importância para acessar outros direitos”, completou Áurea. Ela lembrou que a plataforma política Juventudes contra Violência é resultado do acúmulo e da experiência do Fórum com ações de mobilização, articulação e incidência política. “Nossa intenção é contribuir para que os candidatos e candidatas se informem sobre esses temas e assumam os compromissos propostos. Junto à sociedade civil, queremos estimular ações de articulação e mobilização”, realçou Áurea.
Processo colaborativo
Na sequência, uma das representantes do Observatório da Juventude da UFMG no Fórum, Priscylla Ramalho, apresentou brevemente o processo de construção da plataforma e realçou o caráter colaborativo da iniciativa, que é fruto de uma articulação entre mais de 40 ativistas atuantes no campo das juventudes e dos direitos humanos em diferentes regiões do país. Priscylla destacou que incidir no processo eleitoral não é o único objetivo da plataforma: “esperamos levar essas pautas a muitos outros setores da sociedade civil, além de ampliar o diálogo com o poder público”.

Nesse momento, o grupo também apresentou as possibilidades de adesão à plataforma. Ativistas autônomos/as, grupos da sociedade civil organizada e candidatos/as podem manifestar seu apoio à iniciativa preenchendo um formulário específico na página web da plataforma, o que implica em um comprometimento integral com os 10 eixos programáticos. Os nomes dos/as apoiadores/as serão publicizados em diferentes seções desse website.
Além disso, grupos, coletivos e organizações da sociedade civil em todo o país podem realizar atividades livres que dialoguem com os conteúdos da plataforma, como debates, seminários, rodas de conversa e saraus de poesia.
Clique aqui para apoiar a plataforma Juventudes contra Violência.
Eixos temáticos


Outro momento importante do encontro foi a apresentação dos dez eixos programáticos da plataforma por integrantes do Fórum. São eles: Acesso à Justiça; Direito à Cidade; Democratização das Comunicações; Enfrentamento ao Genocídio da Juventude Negra; Fortalecimento da Democracia Participativa; Fortalecimento do Sistema Socioeducativo; Políticas Sociais; Novo Modelo de Segurança Pública e Desmilitarização das Polícias. Além de uma análise crítica sobre o contexto ligado a essas pautas, as apresentações destacaram algumas das propostas sugeridas para melhorar a vida dos/as jovens.
Acesse aqui os os dez eixos programáticos da plataforma.
Fonte: boletim Fórum das Juventudes

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Estão abertas as inscrições para o Edital Comunica Diversidade Edição Juventude

Estão abertas as inscrições para o  Programa Comunica Diversidade 2014: Edição Juventude, que vai premiar jovens entre 15 e 29 anos que desenvolvam iniciativas de comunicação voltadas à cultura. O prêmio é uma parceria entre o MinC, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Fundação Universitária José Bonifácio.
Os projetos que concorrerão ao prêmio deverão contemplar ações ligadas a um dos seguintes eixos: educar para comunicar; produção de conteúdos culturais; distribuição de conteúdos culturais; meios/infraestrutura para a comunicação; comunicação e protagonismo social; e comunicação e renda. Todos devem ser inéditos e cada candidato poderá apresentar somente uma iniciativa cultural para a seleção.
Podem participar brasileiros natos ou naturalizados e estrangeiros residentes no Brasil há mais de três anos, que desenvolvam iniciativas de comunicação para cultura. Serão 10 prêmios para jovens entre 15 e 17 anos; 25, entre 18 e 24 anos; e 25, entre 25 e 29 anos. Todos os prêmios terão valor bruto de R$ 14 mil.
As inscrições poderão ser feitas gratuitamente até 5 de novembro de 2014, por meio da internet (sistema SALICWEB), e-mail (comunicadiversidade@gmail.com) ou pelos Correios.
*Com informações do site Cultura e Mercado

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Juventude: ‘Vamos mostrar que a saúde mental é importante para todos nós’

Mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para o Dia Internacional da Juventude 2014, (celebrado em 12 de agosto)

“Uma nova publicação das Nações Unidas mostra que 20% dos jovens de todo o mundo passam por algum problema de saúde mental a cada ano. Os riscos são especialmente grandes na transição da infância para a fase adulta.
O estigma e a vergonha muitas vezes agravam o problema, impedindo-os de buscar o apoio que necessitam. Para o Dia Internacional da Juventude deste ano, as Nações Unidas querem ajudar a levantar o véu que mantém os jovens trancados em uma câmara de isolamento e silêncio.
As barreiras podem ser esmagadoras, especialmente em países onde a questão da saúde mental é ignorada e há uma falta de investimento nestes serviços.
Muitas vezes, devido à negligência e ao medo irracional, pessoas com problemas de saúde mental são marginalizadas não só em relação a um papel na concepção e implementação de políticas e programas de desenvolvimento, como até mesmo em relação aos cuidados básicos. Isso os deixa mais vulneráveis à pobreza, violência e exclusão social, tendo um impacto negativo na sociedade como um todo.
Os jovens que já são consideradas vulneráveis, como os jovens sem-teto, os envolvidos no sistema de justiça juvenil, os jovens órfãos e aqueles em situações de conflito, muitas vezes são mais suscetíveis ao estigma e outras barreiras, deixando-os ainda mais à deriva quando eles mais precisam de apoio. Lembremo-nos de que, com compreensão e apoio, esses jovens podem florescer, trazendo contribuições valiosas para o nosso futuro coletivo.
Temos apenas cerca de 500 dias para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Temos de apoiar todos os jovens, especialmente aqueles que são vulneráveis, para que tenham sucesso nesta campanha histórica.
São necessários amplos esforços em todos os níveis para aumentar a conscientização sobre a importância de investir e apoiar os jovens com problemas de saúde mental. O aumento da educação é crucial para a redução do estigma e na mudança sobre como falamos e percebemos a saúde mental.
A saúde mental é como nos sentimos; são nossas emoções e bem-estar. Todos nós precisamos cuidar de nossa saúde mental para que possamos levar uma vida satisfatória. Vamos começar a falar sobre a nossa saúde mental da mesma forma que falamos sobre a nossa saúde em geral.
Enquanto marcamos o Dia Internacional da Juventude 2014, vamos capacitar jovens com problemas de saúde mental a realizar seu pleno potencial, e vamos mostrar que a saúde mental é importante para todos nós.”
Saiba mais sobre o Dia Internacional da Juventude e sobre o tema em www.un.org/en/events/youthday,
www.onu.org.br/especial/juventude e www.unfpa.org.br
Fonte: http://unicrio.org.br/

sexta-feira, 4 de julho de 2014

SCDC/MinC anuncia lançamento de edital de seleção de Pontões de Cultura Rural

O lançamento de edital para seleção de cinco Pontões de Cultura voltados às comunidades rurais do país foi anunciado pela secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural Márcia Rollemberg, durante a cerimônia de assinatura do acordo de cooperação técnica, entre cinco ministérios, para o fortalecimento da autonomia econômica e social da juventude rural, no Palácio do Planalto, na tarde desta quinta-feira (3).

O Edital Pontões de Cultura Rural é uma parceira entre a Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/Mim) e a Secretaria Nacional de Juventude (SNJ) e deverá ser lançado ainda no mês de julho, com um orçamento de cerca de R$ 2 milhões para fomentar a implantação de pontões, um em cada uma das cinco regiões do país.

A cerimônia no Palácio do Planalto foi presidida pela secretária Nacional de Juventude, Severine Macedo, que fez uma apresentação sobre o Programa de Fortalecimento da Autonomia Econômica e Social da Juventude Rural (PAJUR), em andamento desde 2011. O programa é uma ação emergencial do Governo Federal voltada para jovens do campo na busca da ampliação de seus direitos sociais. Envolve projetos nas áreas de formação, de fomento a ações geradoras de renda e de acesso a políticas públicas.

O MinC passou a trabalhar com a pauta da juventude rural em 2011, quando integrou o quadro de parceiros do programa, composto pelos ministérios da Reforma Agrária (MDS), das Comunicações (MiniCom), da Agricultura (MinAgri) e pela Secretaria Nacional da Juventude (SNJ). Segundo informou a secretária Márcia Rollemberg, em sua fala durante a cerimônia de abertura, o MinC tem mais de 90 Pontos de Cultura localizados em áreas rurais do país.

"Este é um momento muito especial de diálogo com a juventude rural. Estamos trabalhado mais efetivamente com esta pauta desde 2011 e neste momento, de implantação do Sistema Nacional de Cultura (SNC), vamos levar o tema para dentro das discussões do SNC nos estados e municípios", disse a secretária. Ela compareceu ao evento acompanhada do diretor da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Pedro Vasconcellos.

Assinaram o acordo de cooperação técnica o representante da Secretaria-Geral da Presidência da República, ministro Gilberto de Carvalho, o presidente do Instituto Nacional da Reforma Agrária (Incra), Carlos Guedes, o presidente da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), Rubens Rodrigues, o diretor da Conab, João Marcelo, a secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural, Márcia Rollemberg, e a representante do Ministério das Comunicações, secretária substituta de Inclusão Digital, Célia Regina de Souza.

Várias lideranças jovens compareceram à cerimônia e fizeram uso da palavra. Destacaram a importância do programa voltado á juventude rural para integrá-los nas políticas públicas do país e destacaram a necessidade de ampliação das ações para as áreas da Reforma Agrária, do crédito rural e assistência técnica aos projetos de jovens camponeses, além da necessidade de redução da burocracia nos editais voltados ao segmento.

Fonte: Ministério da Cultura

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Juventude: Circulação ou Evasão?

 
 A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República convida para o evento Circulação ou evasão? Por um desenho mais adequado de ações públicas de juventude.

O encontro visa compreender características próprias dos jovens que podem exercer influência sobre suas emoções, comportamentos e, principalmente, nas suas decisões. Tendo em vista que a juventude é uma etapa em que se realizam importantes escolhas que irão repercutir durante a vida, os altos índices de rotatividade, evasão e abandono de atividades convivem com a necessidade de experimentação inerente a essa faixa etária.

Para responder questões que estão por trás da ampla circulação dos jovens, a SAE/PR convidou renomados especialistas nas áreas de neurologia, psicologia cognitiva e tecnologia da informação e inovação para debater sobre o que a ciência sabe sobre aspectos fisiológicos e comportamentais dos jovens de 15 a 29 anos e sua relação com o processo de tomada de decisões. Com isso, espera-se alcançar um melhor entendimento sobre o engajamento do jovem em atividades e a adequação das políticas públicas específicas para a juventude.

O evento ocorrerá no dia 21 de novembro, quinta-feira, a partir das 9h, no Auditório da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP).


Data: 21/11/2013 – Quinta-feira
Horário: 9h
Local: Auditório da ENAP, Brasília.
Confirme sua presença
Eventos são melhores quando seus amigos estão presentes.
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Informações:
Telefone: (61) 3411-4672
Correio eletrônico:

 
 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Mais do que manter uma agência de notícias, coletivo social forma e mobiliza a galera em torno de seus direitos

ARede nº 94 - especial novembro 2013
 
Uma legítima expressão do protagonismo jovem, a Agência Jovem de Notícias (AJN) foi criada, em 2005, a partir de um processo colaborativo. Mais do que um núcleo de geração de notícias, a iniciativa, coordenada pela organização não governamental Viração Educomunicação, forma e mobiliza adolescentes e jovens de todo o país. Por isso, já conquistou a parceria de 48 instituições, da sociedade civil e das redes públicas de ensino.
Ao entrar para a agência, os meninos e meninas aprendem técnicas da educomunicação e de jornalismo social e comunitário. “Essa dinâmica fortalece o senso crítico deles, não apenas em relação aos meios de comunicação. Mas também os faz refletir sobre as políticas públicas que beneficiem seu entorno, a qualidade da formação escolar e, principalmente, os seus direitos”, explica Lilian Romão, diretora da Viração.
 
Desde o Fórum Social Mundial de Porto Alegre,  em 2005, quando a AJN foi lançada, os jovens comunicadores fizeram coberturas jornalísticas de eventos nacionais e internacionais. Foram mais de 50, entre os quais, em 2012, a Rio + 20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, realizada no Rio de Janeiro. Para cada evento, a agência criava um hot site, e as notícias eram publicadas também na revista Viração. Em 2011, foi desenvolvida uma plataforma digital unificada, que traz vídeos, áudios, versão digital da revista, e notícias diárias.
 
Para a produção de conteúdos, os núcleos distribuídos pelo país reúnem mais de 300 participantes entre 15 e 29 anos. Os adolescentes e jovens coordenam as próprias ações. Assim, a cobertura feita pela agência tem a cara de quem a realiza. No site, qualquer adolescente pode escrever e enviar seus textos e imagens. Em 2012, foram 77.925 acessos e 148.502 páginas visualizadas. No Facebook, mais de 3 mil curtidas. Durante esse tempo, foram produzidas 946 notícias em texto.
 
Na sede da Viração, em São Paulo, os jovens comunicadores dispõem de equipamentos como aparelho de som, gravadores, câmeras fotográficas (inclusive uma semiprofissional), filmadora profissional, data show, modem 3G, notebook, netbook e computadores com sistema operacional GNU/Linux. “Os jovens que escrevem para a agência geralmente integram coletivos ou organizações que atuam com comunicação. São mobilizadores e dialogam com outras juventudes localmente”, conta Lilian.
 
A formação é centralizada na capital paulista. A cada seis meses, começa uma nova turma, com 30 comunicadores. Os participantes têm entre 14 e 25 anos e são indicados por organizações parceiras que atuam em diferentes regiões. A capacitação inclui mídias artesanais como fanzine e jornal mural. Mas também prepara os jovens para atuar em intervenções urbanas e na radio web. Todo o conhecimento adquirido deve ser replicado nas comunidades. Em 2012, 70 adolescentes e jovens participaram de 38 oficinas por semestre. Os cursos continuam. Acontecem uma vez na semana e têm carga de 80 horas – nas quais estão incluídas as coberturas de eventos.
 
Na área de mobilização e participação, os Núcleos de Educomunicação Comunitária incentivam quem não participa diretamente das ações a ir aos eventos que envolvem questões políticas da cidade e do país. Quem faz essa mobilização são os próprios integrantes das formações. Existem quatro núcleos em São Paulo, que mobilizam cerca de 30 outros adolescentes e jovens em suas comunidades.
 
O site da AJN foi construído em plataforma livre (Wordpress). Quase tudo é permitido. Só é proibido o desrespeito aos direitos humanos e a divulgação de informações falsas. Um educomunicador auxilia os jovens na produção e correção dos conteúdos, mas não há parâmetros ou estilos de produção. Os textos podem ser entrevistas, poesias, músicas; podem conter opiniões. A Viração faz o contato com os parceiros e apoiadores, produzindo relatórios de atividades e prestações de contas. “As decisões são tomadas pela equipe da Viração conjuntamente com adolescentes e jovens representantes dos coletivos”, explica Lilian.
Maria Aparecida do Nascimento, de 17 anos, é moradora de Taboão da Serra, em São Paulo. Ela participou da AJN no primeiro semestre deste ano. Aluna do ensino médio, pensava em fazer faculdade de jornalismo. O contato com a produção de conteúdos, especialmente em audiovisual, mudou sua cabeça. “Vou prestar vestibular para Rádio e TV, tive a visão de que é isso o que quero”, diz. Ela participa de outro projeto ligado à Viração, o programa de TV Quarto Mundo, realizado em parceria com a TV USP.
 
A agência transformou o modo como a garota enxergava a mídia de massa. “Mudou muito minha consciência política. A AJN mostra o mundo de um ponto de vista que a TV Globo e jornais da grande imprensa não mostram. A agência mostra os dois lados”, afirma. A possibilidade de se expressar com liberdade também é um ganho. “É uma experiencia única, a gente fala do jeito que a gente sabe, do jeito que a gente pensa. E é uma troca entre jovens”, resume. 
 
 
Fonte: A Rede

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Arquivo de notícias: Hotsite reúne informações e materiais sobre Plano Juventude Viva


Há pouco mais de dois meses no ar, o hotsite "Juventude Viva” reúne todas as informações, dados, ações e materiais de divulgação e campanha do Plano Nacional de Prevenção à Violência contra a Juventude Negra.

Realizado pelo Governo Federal, em resposta às demandas do movimento negro e juvenil, o plano tem o objetivo de enfrentar o racismo e a violência contra jovens negros, através da promoção de valores de igualdade e da não discriminação, devido aos altos índices de homicídios que atingem, na grande maioria, jovens do sexo masculino e negros.

Neste canal, também é possível fazer sua adesão à Rede Juventude Viva. Essa Rede de mobilização, que ainda está em processo de construção, tem o propósito de reunir o maior número de pessoas interessadas em defender a vida e os direitos da juventude negra.

Por meio da Rede, serão estabelecidos diálogos entre "diferentes atores envolvidos na temática de juventude” que possam dar suas contribuições para o Plano. "A Rede Juventude Viva pretende ser um espaço interativo de promoção da participação, produção de conhecimento, mobilização e divulgação de conteúdos”, explica o site. Para integrar a Rede e ajudar a prevenir a violência contra jovens negros no Brasil, cadastre-se aqui.

No site é possível conferir ainda os vídeos sobre o Plano, fotos, materiais de campanha para divulgação e acesso as redes sociais das Secretarias envolvidas na ação.

 "Milhares de vidas roubadas do futuro do Brasil”

O Plano Juventude Viva executa ações preventivas que "visam a reduzir a vulnerabilidade dos jovens a situações de violência física e simbólica, a partir da criação de oportunidades de inclusão social; da oferta de equipamentos, serviços públicos e espaços de convivência em territórios que concentram altos índices de homicídio”, e ações de sensibilização para o enfrentamento ao racismo institucional. 

Por enquanto, o Plano está sendo executada em quatro municípios do estado de Alagoas, no Nordeste do Brasil, como uma primeira etapa que fomenta ações nas áreas do trabalho, educação, saúde, acesso à justiça, cultura e esporte. A ideia é que o Juventude Viva seja implementado em 132 cidades brasileiras. Confira se sua cidade está na lista.

Fonte: Adital

Fonte de retirada da Rede Saúde e Cultura: Juventude Viva

sábado, 1 de dezembro de 2012

Arquivo de notícias: Violência contra a juventude negra: problema de saúde pública


Violência contra a juventude negra: problema de saúde pública


“Há uma gama de situações e ambiências que violentam a população negra, e mais especificamente o jovem negro ao longo de sua vida – as quais chamamos violência simbólica. Essas violências simbólicas operam na identidade da pessoa negra, na redução da autoestima da jovem negra, na construção de total falta de perspectiva e de horizonte”, disse a diretora de programas da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mônica Oliveira, que participou da mesa A violência contra a juventude negra e o racismo institucional, questões alarmantes para a saúde pública, do II Seminário Saúde da População Negra em Debate, organizado pela Assessoria de Cooperação Social da ENSP, em parceria com a Vice-Presidência de Assistência, Ambiente e Atenção à Saúde da Fiocruz e Redes Negras em Saúde.

“Há uma gama de situações e ambiências que violentam a população negra, e mais especificamente o jovem negro ao longo de sua vida – as quais chamamos violência simbólica. Essas violências simbólicas operam na identidade da pessoa negra, na redução da autoestima da jovem negra, na construção de total falta de perspectiva e de horizonte”, disse a diretora de programas da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Mônica Oliveira, que participou da mesa A violência contra a juventude negra e o racismo institucional, questões alarmantes para a saúde pública, do II Seminário Saúde da População Negra em Debate, organizado pela Assessoria de Cooperação Social da ENSP, em parceria com a Vice-Presidência de Assistência, Ambiente e Atenção à Saúde da Fiocruz e Redes Negras em Saúde.

A mesa contou com a participação de Cheila Marina de Lima, da coordenação-geral de Vigilância e Agravos de Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde; Mônica Oliveira, diretora de programas da Secretaria de Políticas de Ações Afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; Daivison Faustino, representante das Redes Negras em Saúde; e Gleidson Pantoja, representante do Fórum de Juventude Negra, como mediador. “Vive-se hoje um extermínio da juventude negra brasileira. Este é um momento de denúncia, e temos de nos apropriar desses espaços para que a sociedade brasileira possa ser incomodada em relação aos jovens negros que estão sendo mortos todos os dias pelo racismo institucional e pela força do crime organizado, entranhado no país, nas organizações governamentais”, disse Daivison.  No final da tarde, com apoio da Rede Saúde e Cultura, o evento foi encerrado com uma roda de jongo, samba de roda e ijexá, com a Cia Banto, no hall dos elevadores do quarto andar da escola.

Violência também é problema de saúde pública -  “Dos 52.260 brasileiros mortos por homicídio em 2010 – 27,3% de óbitos a cada 100 mil habitantes –, 70,2% eram jovens, negros/pardos.  É intolerável para o país sustentar essa situação contra nossos jovens que morrem de violência, agressões, homicídios, quedas, acidentes de trânsito etc. Isso significa uma perda de 2% do Produto Interno Bruto. Ou seja, bilhões de reais que poderiam estar sendo usados em outras áreas e poderíamos ter nossos jovens sobrevivendo.”

Segundo Cheila Marina Lima, primeira palestrante da mesa, a questão da violência não está mais restrita à segurança pública. O setor saúde entrou no debate a partir de 1998, quando um comitê técnico criou a Portaria 737, publicada em 2001, que instituiu a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências. “Esse agravo é fundamental na saúde pública, por ser um agravo que tem demandado muitas hospitalizações, óbitos etc. Ele tem custo familiar, pessoal e social imenso para o país, dados mensuráveis e não mensuráveis, como o custo familiar e pessoal. É a partir dessa política que traçamos todas as diretrizes de ação para o setor saúde, e ela tem como foco principal o processo intersetorial entre governo e para fora do governo, para fortalecer as políticas públicas relacionadas a essa temática. Na agenda da Organização Mundial de Saúde, o tema entrou mais fortemente a partir de 2002”, disse Cheila.

Os acidentes e mortes, causas que em grande parte poderiam ser evitáveis, têm impacto na morbidade e mortalidade que incide na qualidade e expectativa de vida das pessoas, de acordo com Cheila. Apesar de as taxas de expectativa de vida no país terem aumentado, a interrupção dessa cadeia se relaciona às causas externas – acidentes e violências. Ela afirmou que, ao se utilizar o indicador para medir a expectativa de vida com os anos potenciais de vida perdida, observa-se que há expressiva perda de jovens. “Tal situação interferirá no futuro do país, que não terá como, a longo e médio prazos, qualificar mão de obra para as empresas e indústrias. Como será nossa sociedade perdendo os jovens para a violência, e principalmente para os acidentes de trânsito? O setor saúde é também parte dessa cadeia, é coresponsável para discutir, para subsidiar e mesmo para intervenção.”

Constatada magnitude da frequência dos anos potenciais de vida perdidos, o alto percentual de gravidade, com óbitos, internações, sequelas, a relevância social, pelo medo e indignação, e a importância econômica, com os custos e o absenteísmo, Cheila sinalizou a vulnerabilidade que deve ser amplamente discutida, com ações de prevenção, mudanças comportamentais e promoção da saúde e cultura de paz.

 Movimento social defende debate sobre extermínio da população negra -  Levar o debate sobre o extermínio da população jovem negra é uma demanda antiga do movimento social negro há décadas, que foi defendida pela própria juventude negra nos fóruns regionais, cerne do 1º Encontro Nacional da Juventude Negra realizada na Bahia em 2008. Gleidson Pantoja fez uma rápida retrospectiva desse processo, que desencadeou um documento com 702 propostas em 14 eixos, que se tornou a pauta prioritária da 1ª Conferência Nacional da Juventude, também realizada neste ano. Hoje, o Fórum Nacional de Juventude Negra integra o Conselho Nacional de Juventude e o Conselho Nacional de Segurança Pública.

Mônica Oliveira, representando a Seppir - que, ao lado da Secretaria Nacional da Juventude, também coordena o Plano Juventude Viva, Plano de Enfrentamento à Violência contra a Juventude Negra -, enalteceu o ativo trabalho da militância da juventude negra que se colocou como segmento político mais forte e preponderante na conferência, tendo conseguido aprovar o enfrentamento ao extermínio da juventude negra como a principal prioridade para as políticas da juventude neste período mais recente de atuação da SNJ.

Ela acrescentou que esse tema é uma das prioridades do governo da presidenta Dilma. O Plano foi articulado no âmbito do Fórum Cidadania e Direitos, criado pela presidente para articular Ministérios e políticas públicas relacionados a essa temática. A coordenação do Plano de Prevenção à Violência Contra a Juventude Negra foi delegada à Secretaria-Geral da Presidência, que articula com os movimentos sociais e para dentro do governo. “Hoje, temos oito ministérios participando do plano”, disse Mônica.

Para Mônica, o Plano da Juventude Viva é uma oportunidade histórica para levantar este debate com a sociedade e a partir dos valores da igualdade e da não discriminação. A ideia, segundo ela, é enfrentar não somente o racismo, mas o preconceito geracional. “A denúncia da violência contra os negros foi tratada quase que exclusivamente pelo Movimento Negro, que sempre fez a denúncia da violência policial, da letalidade policial e de todas as formas de denúncia que tratamos aqui. Pela primeira vez, o governo brasileiro, o Poder Executivo federal estão fazendo uma ação coordenada para fazer o enfrentamento da violência contra o jovem, não por acaso a ação é conjunta com oito ministérios”.

Na Bahia, em 2012, foram 267 óbitos sob a rubrica de “auto de resistências”, com crescimento de 58,9% nos casos em relação ao mesmo período de 2011. Em São Paulo, 271, com 15% a mais que no ano anterior. No Rio de Janeiro, entre 2007 e 2010, foram 4.370 pessoas que morreram em confronto com agentes da lei, liderando as estatísticas na modalidade “auto de resistência”.

Mais que simplesmente mostrar dados, Daivison buscou incitar o público a refletir sobre determinadas inquietações, questionando como a vulnerabilidade e estigmatização da situação do jovem negro vira alvo das políticas públicas; o que se pode esperar do Estado, quanto ao aperfeiçoamento institucional, no que tange também a profunda discussão e mudança comportamental quanto ao racismo institucional; e se estamos, enquanto sociedade brasileira, dispostos a ir além do Plano da Juventude Viva.

Moção deverá ser entregue à Presidência da Fiocruz -  Os participantes do evento propuseram uma moção para ser entregue à Presidência da Fiocruz solicitando o empenho no desenvolvimento e ampliação do debate em torno da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. O documento pontua formas de como a Fundação Oswaldo Cruz pode colaborar com o Plano da Juventude Viva.

“Incentivo à pesquisa acadêmica com recorte racial a fim de aprofundar o conhecimento relativo a essa temática, buscando averiguar o racismo como determinante social da saúde; fomento à implementação e ampliação de cursos e/ou disciplinas no âmbito da formação de mão de obra qualificada para o SUS, que auxiliem na superação do racismo institucional no sistema de saúde pública no Brasil; ampliação do diálogo com movimentos sociais de saúde da população negra para o desenvolvimento de novas ações conjuntas; construção de espaços internos de diálogos e trocas sobre experiências em saúde da população negra; construção de pontes de diálogo e trocas de experiências com o GT Saúde da População Negra da ABPN (Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as).

Fonte: Sandra Martins
Jornalista da Cooperação Social/ENSP/Fiocruz

Arquivo de notícias: Jovens latino-americanos participam de seminário sobre saúde


CONTROLE SOCIAL
Jovens latino-americanos participam de seminário sobre Saúde

O evento foi idealizado pelo Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS e reúne cerca de 250 jovens 


Foram cerca de 1.800 quilômetros percorridos da pequena Valença até Brasília. Do munícipio baiano, saiu um jovem de 20 anos de idade, que há quatro está engajado em movimentos sociais que lutam por um Sistema Único de Saúde (SUS) melhor. Para debater essas melhorias, em especial para juventude, Erickson Santana e outros 250 jovens do Brasil e de países da América Latina estão reunidos no Seminário Latino-Americano sobre Juventude, Saúde Pública e Participação Social. 

O evento, que aconteceu da quarta-feira deste mês (21) até sexta (23) no Hotel Nacional, em Brasília, é promovido pela Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) do Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS (Doges). O seminário tem por objetivo estimular propostas que promovam a participação da juventude nas políticas públicas de saúde nos países na América Latina. 

Além disso, durante a atividade, serão compartilhadas experiências exitosas de canais de participação, escuta e satisfação dos cidadãos, para fortalecimento do controle social e monitoramento das políticas públicas de saúde. “Entendemos que a participação dos jovens latino-americanos, para além dos brasileiros, contribui para esse sentido de universalismo”, destacou o diretor do Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS, Luís Carlos Bolzan. 

Segundo ele, a discussão que pretende ser travada envolve políticas públicas de saúde com caráter universal. “Não queremos discutir Saúde só no Brasil, queremos debate-la no nosso território latino-americano. Pretendemos avançar na discussão sobre o papel que tem uma política de saúde universal, tanto no Brasil, que já existe o SUS, como em outros países onde não existe essa política universal”, explicou o diretor. 

A ideia é que, das discussões, seja produzido um documento final pelos participantes. Esse documento final será entregue ao Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Secretaria Nacional de Juventude, Conselho Nacional da Juventude e Conselho Nacional da Saúde. “Este é um documento para que seja utilizado nas discussões futuras dessas instâncias”, reiterou Luís Carlos Bolzan. 

PARTICIPAÇÃO - O baiano Erickson Santana bem sabe a importância de se engajar em discussões para melhorias da sociedade. Usuário do SUS, desde os 16 anos ele participa de movimentos. Inicialmente, ele atuou no Programa de Desenvolvimento de Área de Valença. Há dois anos, o jovem se integrou à fundação do Monitoramento Jovem de Políticas Públicas [MJPOP] na sua cidade. 

“Há pouco tempo, numa das reuniões comunitárias que este grupo promove, dois representantes que eram vereadores de Valença ouviram nossas propostas. Levamos ao encontro fotos e depoimentos de profissionais sobre a situação de uma determinada unidade de saúde. Depois de algum tempo, a reforma foi feita e nós ficamos muito felizes com essa conquista”, lembra o rapaz. 

Para Erickson, este tipo de encontro deveria acontecer em diversas áreas. “Minha vontade é que não termine por aqui, que tenham mais mobilizações de jovens e de gestores. Nosso país precisa da ação jovem não só na Saúde, mas na Educação, na Moradia, na Segurança”, completa. 

O chefe de Gabinete da SGEP, Vadyson Viana, esteve no evento representando o secretário Luiz Odorico Monteiro. Ele destacou que hoje não se pode pensar em formular políticas públicas de Saúde sem a participação social. “Lembremos da 14ª Conferência Nacional de Saúde. Nela, elegemos como prioridade o fortalecimento da participação popular. Não há como discutir saúde pública no Brasil, sem pensar na participação dos conselhos municipais, regionais e estaduais de saúde, nas comissões bipartite e tripartite”, reforçou. 

Estiveram presentes à solenidade de abertura o conselheiro nacional de Saúde, Ubiratan Cassano; o conselheiro nacional de Juventude, Fransérgio Goulart; o gerente de Ciclo de Vida e Saúde Familiar da OPAS, Rodolfo Gomez; o secretário especial de Saúde Indígena, Antonio Alves; a secretária adjunta Nacional de Juventude e presidente do Conselho Nacional de Juventude, Ângela Guimarães; e o diretor do Departamento de Atenção Básica, Heider Pinto.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Encontro discutirá saúde mental infantojuvenil na Bahia


Encontro discutirá saúde mental infantojuvenil

Considerando a necessidade de se construir políticas públicas e consolidar o cuidado a crianças e adolescentes com transtornos mentais ou problemas decorrentes de abuso de álcool e outras drogas no estado, as secretarias de Saúde do Estado (Sesab) e do município de Salvador, com apoio dos Centros de Atenção Psicossocial da Infância e Adolescência (CAPs ia) de Salvador, promovem nos próximos dias 26 e 27 (segunda e terça-feira), de 8h30min às 17 horas, na Faculdade Bahiana de Medicina (Campus do Cabula), o I Encontro Baiano de Saúde Mental Infanto Juvenil: o lugar da infância e adolescência na rede de atenção psicossocial. O principal objetivo do encontro é elaborar propostas para orientar os serviços e as gestões municipal e estadual, além de gerar pautas a serem levadas para o Congresso Brasileiro de CAPs ia, a ser realizado no próximo ano.

O encontro destina-se aos profissionais dos CAPS ia e dos demais pontos da rede de atenção psicossocial; profissionais de saúde, educação, assistência social, justiça e direitos humanos que atuam na área da infância e adolescência; usuários e familiares; gestores e representantes da área técnica de saúde mental e área técnica da saúde da criança e do adolescente da Sesab secretarias municipais de Saúde. As inscrições podem ser feitas através do e-mail: 

A programação do encontro foi construída de forma a possibilitar discussões sobre as questões cotidianas destes serviços, a fim apontar os principais desafios para a efetivação da Rede de Atenção Psicossocial para crianças e adolescentes com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do SUS.

No primeiro dia do evento haverá oficinas sobre os seguintes temas: possibilidades de cuidado com crianças e adolescentes com transtorno geral do desenvolvimento, cuidado ao adolescente usuário de álcool e outras drogas e papel do CAPs ia na promoção da saúde. Estão previstas ainda mesas redondas sobre a Rede de Atenção Psicossocial e suas implicações para atenção à infância e adolescência, refletindo os componentes da Rede de Atenção Psicossocial e "Tornar-se adulto no CAPS i: (des)continuidade do cuidado na Rede de Atenção Psicossocial".

Grupos de trabalho discutirão as seguintes questões: medicalização, função do brincar na infância, a função do CAPS i na Rede de Atenção Psicossocial, a questão da institucionalização: "Quem deve cuidar da criança?" e atenção a crianças e adolescentes usuários de (substâncias psicoativas (SPA's).

Sesab/Ascom
Saúde mental/infantil1

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: 9ª Reunião do Fórum Nacional de Saúde Mental Infanto-Juvenil


9ª Reunião do Fórum Nacional de Saúde Mental Infanto-juvenil inova ao incluir adolescentes

A área técnica de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas (Dapes/SAS/MS) realizou nos dias 12 e 13 de novembro a 9ª Reunião ordinária do Fórum Nacional de Saúde Mental Infantojuvenil, em Brasília/DF. A mesa de abertura marcou o caráter intersetorial do Fórum com a participação de representantes do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) Brasil e Cone Sul, do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do Conselho Nacional do Ministério Público e representantes de adolescentes.

Mais de 150 pessoas participaram das atividades. Entre elas: representantes de movimentos sociais, incluindo grupos de adolescentes e jovens, profissionais da saúde mental, em especial trabalh0adores dos Centros de Atenção, gestores municipais e estaduais de saúde mental e saúde geral, promotores do Ministério Público nos Estados, membros de instituições universitárias e de entidades de defesa dos direitos de crianças e adolescentes.

“Entre os temas debatidos, tiveram destaques questões relacionadas ao uso indiscriminado de psicofármacos, autismo e a preocupação com os processos de institucionalização dessa população, com demandas relacionadas ao uso de drogas”, explica Luciana Surjus, assessora da área técnica no MS.

Roberto Tykanori, coordenador da área técnica de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas, ressaltou a relevância da parceria com o UNODC em especial como sua abordagem internacional desta problemática em uma perspectiva que busque em lugar da coerção se trabalhar mecanismos voltados à coesão pode contribuir para a construção de uma resposta mais adequada a estas questões.

A proposta do encontro foi promover a discussão e construção de estratégias envolvendo representantes de diferentes setores, para a implantação e implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), especialmente para o público infantojuvenil. 
A reunião teve como um dos seus resultados, o encaminhamento de recomendações para a Política Nacional de Saúde Mental Infantojuvenil. Outra decisão foi a realização de cinco encontros regionais em 2013, além do encontro nacional.

Antecedentes - O Fórum Nacional de Saúde Mental Infanto-Juvenil, instituído em agosto de 2004, pela Portaria GM nº 1608, é um importante espaço de discussão e de articulação intersetorial que visa debater as diferentes questões relacionadas a saúde mental de crianças e adolescentes, oferecendo subsídios para a construção das políticas públicas voltadas a essa população específica. Este Fórum busca estimular a participação de vários atores envolvidos no tema e a organização de fóruns locais, por meio de reuniões itinerantes.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Arquivo de notícias: Site informa jovens sobre porblemas de saúde mental

Um sítio na internet no qual adolescentes e jovens podem informar-se sobre problemas como depressão, stress e ansiedade ou perturbações alimentares fica disponível na terça-feira, por iniciativa da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), noticia a Lusa.

Intitulado «Feliz Mente», o sítio é uma ferramenta desenvolvida na instituição no âmbito do projeto «Educação e sensibilização para a Saúde Mental: um programa de intervenção escolar para adolescentes e jovens».

Trata-se de «um modo rápido de encontrar informação sobre saúde e problemas ou perturbações mentais, destinando-se a adolescentes e jovens que procuram esclarecer-se acerca dos problemas de saúde mental mais comuns», segundo o professor da ESEnfC Luís Loureiro.

«Não faz diagnóstico em saúde mental, mas ensina estratégias de ação para a primeira ajuda, caso o problema se esteja a passar com o próprio adolescente ou com um amigo», adiantou o coordenador científico do projeto.

Depressão, esquizofrenia, abuso de álcool, stress e ansiedade e perturbações alimentares são as perturbações explicadas no «Feliz Mente», que é apresentado publicamente na terça-feira, por ocasião da abertura solene das aulas na ESEnfC.

Os adolescentes e jovens podem tirar dúvidas, mantendo o anonimato e confidencialidade, adiantou aquele docente, referindo que a maioria não procura ajuda por timidez, receio ou devido ao estigma associado às doenças mentais, entre outros motivos.

O sítio, que «não deve ser percebido como substituto de uma consulta com o médico ou outro profissional de saúde», encontra-se aqui.

Fonte: TVi 24

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Arquivo de Notícias: Ministérios da Saúde e da Cultura abrem seleção de projetos para jovens

Os Ministérios da Saúde e da Cultura, em parceria com o escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), abrem inscrições para projetos voltados aos adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social. O Vivajovem.com vai selecionar projeto de formação deste público (pessoas de 10 a 29 anos) para promoção à saúde, à prevenção do uso de álcool, crack e outras drogas, à prevenção da violência e redução da mortalidade juvenil.

Os interessados têm 14 dias - que começaram a ser contados no dia 28 de setembro - para apresentar as inscrições de propostas que devem contemplar ações de arte, cultura, educação, esporte e/ou lazer para prevenção do uso de álcool e outras drogas, entre outras atividades. Após a fase de inscrição das entidades interessadas no Vivajovem.com o Ministério da Saúde têm 22 dias para apresentar os primeiros resultados.

Os valores dos projetos a serem aprovados variam de R$ 100 mil a R$ 300 mil por ano. Ao todo serão investidos R$ 4 milhões, sendo R$ 2,5 milhões do Ministério da Saúde e R$ 1,5 milhão da UNODC. Podem participar do edital instituições com experiência de atuação orientada para o segmento juvenil com experiência na área de atuação proposta no chamamento além de outras exigências.

Dica de Entrevista

Agência Saúde:
Atendimento à Imprensa
tel: (0XX61) 3315-3580/2452


 
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