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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Observatório de iniciativas - Rede Feminista de Saúde


A Rede Nacional Feminista de Saúde Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos é uma articulação política nacional do movimento de mulheres, feminista e antirracismo, fundada em 1991. Tem abrangência nacional, estando composta por 12 Regionais organizadas no Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Goiás, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal. A coordenação da Rede é realizada por um Conselho Diretor e uma Secretaria Executiva, que compõem o Colegiado. A Assembleia Geral é a instância maior de decisão.

É integrada por organizações não-governamentais, grupos feministas, pesquisadoras e grupos acadêmicos de pesquisa, conselhos e fóruns de direitos das mulheres, além de ativistas do movimento de mulheres e feministas, profissionais da saúde e outras que atuam no campo da saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos. Está presente em cerca de 30 instâncias nacionais, governamentais e não-governamentais, que incidem sobre as políticas públicas de saúde. Integra relatorias nacionais e internacionais de saúde e direitos humanos das mulheres. 

Desde a sua criação, a metodologia de trabalho da Rede Feminista vem envolvendo ações e incidência política junto às diferentes instâncias públicas do país visando garantir o acesso e assistência à saúde integral das mulheres e assegurar os direitos sexuais e reprodutivos como direitos humanos das mulheres. O advocacy e o controle social na área da saúde, enfatizando a perspectiva feminista, se revelam prioritários no trabalho da Entidade.

Coordena a Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher do Conselho Nacional de Saúde – CNS, integra a Comissão Executiva de Monitoramento do Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, tem assento no Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e no Conselho do Observatório Brasil de Igualdade de Gênero, é uma das redes parceiras do projeto Observatório pela Aplicação da Lei Maria da Penha. Integra a Coordenação da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais – Plataforma DhESCA/Brasil e a titularidade da Relatoria Nacional do Direito Humano à Saúde. Tem assento na Comissão Nacional de Morte Materna e na Comissão de Articulação dos Movimentos Sociais.

A Rede Feminista é fundadora e faz parte das Jornadas Brasileiras pelo Aborto Legal e Seguro e da Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. É Ponto Focal da Campanha 28 de Setembro Pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe. Coordena no Brasil a Aliança Nacional pela Campanha Por uma Convenção Interamericana dos Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos e participa da Articulação Mulher e Mídia, da Aliança de Controle do Tabagismo, da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política, entre outras articulações.

A Organização tem reafirmado, ao longo destes anos, seu compromisso de defesa da saúde integral das mulheres e dos seus direitos sexuais e reprodutivos e do Sistema Único de Saúde público, universal e de qualidade, acessível a todas as mulheres. É filiada à Rede de Saúde das Mulheres Latinoamericanas e do Caribe – RSMLAC e à Rede Mundial de Mulheres pelos Direitos Reprodutivos.

A ação política da Rede Feminista de Saúde está fundada nos seguintes princípios:

• Fortalecimento dos movimentos feminista e de mulheres no âmbito local, regional, nacional e internacional, em torno da saúde e dos direitos sexuais e direitos reprodutivos;
• Reconhecimento dos direitos sexuais e reprodutivos como direitos humanos;
• Reconhecimento da violência sexual, racial e doméstica como violações dos direitos humanos;
• Defesa da implantação e da implementação de ações integrais de saúde da mulher, no âmbito do Sistema Único de Saúde;
• Legalização do aborto, cuja realização é decisão que deve competir à mulher como direito.

Conheça mais sobre a Rede Feminista de Saúde em http://www.redesaude.org.br/home/

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Observatório de Iniciativas - Articulação dos Povos Indígenas do Brasil - APIB


O que é a APIB?

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB é uma instância de aglutinação e referência nacional do movimento indígena no Brasil, que nasceu com o propósito de:- fortalecer a união dos povos indígenas, a articulação entre as diferentes regiões e organizações indígenas do país;- unificar as lutas dos povos indígenas, a pauta de reivindicações e demandas e a política do movimento indígena;- mobilizar os povos e organizações indígenas do país contra as ameaças e agressões aos direitos indígenas.

A Criação

A APIB foi criada pelo Acampamento Terra Livre (ATL) de 2005, a mobilização nacional que é realizado todo ano, a partir de 2004, para tornar visível a situação dos direitos indígenas e reivindicar do Estado brasileiro o atendimento das demandas e reivindicações dos povos indígenas.

Organizações

Fazem parte da APIB as seguintes organizações indígenas regionais: Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo (APOINME), Articulação dos Povos Indígenas do Pantanal e Região (ARPIPAN), Articulação dos Povos Indígenas do Sudeste (ARPINSUDESTE), Articulação dos Povos Indígenas do Sul (ARPINSUL), Grande Assembléia do povo Guarani (ATY GUASSÚ) e Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB).

Missão

Promoção e defesa dos direitos indígenas, a partir da articulação e união entre os povos e organizações indígenas das distintas regiões do país.

Objetivos

→ Promover mobilizações e a articulação permanente do Movimento Indígena, nas diferentes regiões e em nível nacional.

→ Formular e implementar um Programa de Formação de lideranças e organizações indígenas.

→ Avaliar e incidir na construção e implementação de Políticas Públicas específicas e diferenciadas voltadas aos povos indígenas, nas distintas áreas de seu interesse: saúde, educação, terras, meio ambiente, legislação, sustentabilidade, direitos humanos e participação e controle social.

→ Desenvolver um Programa de informação e comunicação sobre a realidade dos direitos indígenas, junto às bases do movimento indígena, o Estado e a opinião pública nacional e internacional.

→ Construir e fortalecer alianças com o movimento indígena internacional e outros movimentos sociais, bem como parcerias com instituições e redes de solidariedade e apoio às causas sociais, principalmente a dos povos indígenas.

→ Garantir a infra-estrutura institucional e organizacional bem como a manutenção da equipe política e técnica necessárias para a implementação do plano de ação da APIB.

Demandas

O movimento indígena articulado pela APIB reivindica do Estado Brasileiro o atendimento das seguintes demandas:

→ Demarcação, desintrusão e proteção das terras indígenas.

→ Legislação Indigenista:
     - Aprovação do Novo Estatuto dos Povos Indígenas;
     - Aprovação do Projeto de Lei que cria o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI);
    - Rejeição de iniciativas legislativas antiindígenas (PL`s, PEC`s), que buscam reverter os direitos assegurados pela Constituição Federal de 1988.
  - Aplicação da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Declaração da ONU sobre os direitos dos Povos Indígenas, que asseguram o direito à consulta livre, prévia e informada sobre quaisquer assuntos que nos afeta.

→ Justiça: fim da violência e criminalização contra lideranças e comunidades indígenas, em decorrência da luta pela terra.

→ Saúde indígena:
     - Criação da Secretaria Especial de Saúde Indígena.
   - Reconhecimento e formação das categorias de Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e  Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN);
   - Efetivação da autonomia política, administrativa e financeira dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI`s);

→ Educação Escolar Indígena: educação diferenciada, ensino fundamental e médio completo e de qualidade, ensino profissionalizante, acesso ao ensino superior, com programas especiais e cursos voltados a atender as necessidades dos povos indígenas

→ Gestão territorial e sustentabilidade: consolidação e implementação da Política Nacional de Gestão Ambiental em Terras Indígenas (PNGATI).

→ Participação e controle social: participação paritária nas distintas instâncias governamentais (comissões, conselhos e grupos de trabalho) que discutem e norteiam a implementação de políticas públicas voltadas aos povos indígenas.

Estrutura 
→  Acampamento Terra Livre
A instância superior da APIB é o Acampamento Terra Livre (ATL), a maior mobilização indígena nacional, que reúne todo ano, na esplanada dos ministérios, em Brasília-DF, a capital do Brasil, mais de 1000 lideranças de todas as regiões do país, sob coordenação dos dirigentes das organizações indígenas regionais que compõem APIB.O ATL permite o intercâmbio de realidades e experiências tão distintas, a identificação dos problemas comuns, a definição das principais demandas e reivindicações, e a deliberação sobre os eixos programáticos e ações prioritárias da APIB.

→ Fórum Nacional de Lideranças Indígenas / Organizações indígenas regionais. 
Para viabilizar as deliberações e encaminhamentos do Acampamento Terra Livre, os dirigentes das organizações de base da APIB, aproximadamente 40 líderes, constituem o Fórum Nacional de Lideranças Indígenas (FNLI) que se reúne duas vezes por ano, com o objetivo de avaliar e definir o plano de ação da APIB.

→ Comissão Nacional Permanente (CNP) da APIB
A execução do plano de ação da APIB é de responsabilidade de uma Comissão Nacional Permanente (CNP) estabelecida em Brasília-DF, constituída por representantes das organizações indígenas regionais que compõem a APIB.O Plano de ação consiste numa série de ações que buscam efetivar a missão, os objetivos estratégicos e as demandas centrais da organização, tais como:- Mobilização Indígena Nacional (Acampamento Terra Livre);
    - mobilizações e ações indígenas em nível local e regional;
   - seminários temáticos e cursos de formação e capacitação de lideranças e organizações indígenas;
   - reuniões do Fórum Nacional de Lideranças Indígenas (FNLI);
   - ações de intercambio e solidariedade entre as regiões;
   - reuniões do Fórum em Defesa dos Direitos Indígenas (FDDI);
 - participação de iniciativas de articulação e mobilização do movimento indígena internacional, principalmente latino-americano;
 - participação de eventos internacionais promovidos no âmbito da Organização das  Nações Unidas (ONU), tais como o Fórum Permanente sobre questões indígenas;
 - ampliação e fortalecimento das alianças com outros segmentos e movimentos sociais;
 - articulações e monitoramento das ações dos poderes Legislativo e Judiciário;
 - participação de instâncias governamentais  e não governamentais que discutem os direitos indígenas.

Equipe

A Comissão Nacional Permanente conta com uma equipe de apoio composta, pelo momento, por um Secretário Administrativo, um auxiliar administrativo e financeiro, um assessor técnico e um assessor de comunicação. As demandas e a necessidade de um trabalho qualificado pautam a composição de este quadro de apoiadores.Enquanto a APIB não conta com um assessor administrativo e financeiro, o suporte nesta área é oferecido pelo Centro Indígena de Estudos e Pesquisas (CINEP), uma entidade meramente técnica criada pelo próprio movimento indígena.

Fonte: APIB

sábado, 17 de novembro de 2012

Observatório de iniciativas: Publicação Caminhos para o empreendedorismo social

A Fundação Aperam Acesita e o Instituto Papel Solidário lançaram, em maio deste ano, a publicação Caminhos para o empreendedorismo social, disponível para download em seu site.

Nas palavras da Fundação Aperam:


Em 2004 a Fundação Aperam Acesita elaborou e disponibilizou para organizações do 3º setor o “Guia das Associações”, um compilado de informações úteis sobre como instituir, estruturar  e acompanhar  estas organizações. Este material, até então inédito no país, atendeu à finalidade de subsidiar as associações para a sua sustentabilidade e obtenção de reconhecimento e certificações nas esferas governamentais.

A experiência adquirida pela Fundação Aperam Acesita no trabalho de assessoramento, acompanhamento e co-financiamento de programas e projetos junto às organizações possibilitou-nos fazer uma análise bastante realista e crítica em relação a situação das mesmas, constatando que grande parte destas organizações possui uma carência no conhecimento necessário para buscar sua autonomia, auto-gestão e fortalecimento institucional. Da mesma forma suas capacidades coletivas raramente são exploradas e aproveitadas e poucas são as informações para acessar sua legalização, financiamentos/convênios, registros e certificados.

Entendendo a importância de reunir um conjunto de informações para o desenvolvimento destas organizações focadas em uma legislação atualizada, o presente instrumento tem por finalidade oferecer, de maneira prática e objetiva, às organizações e ao empreendedor social, caminhos para seu protagonismo.

Vale ressaltar que grande parte das informações contidas neste material referese à legislação de âmbito nacional, porém para atender a uma demanda particular, algumas informações estão direcionadas  às organizações de municípios que fazem parte da área de atuação da Aperam South America – Vale do Aço e Vale do Jequitinhonha “Caminhos para o Empreendedorismo Social” é uma iniciativa da Aperam South America, através da Fundação Aperam Acesita, em parceria com o Instituto Papel Solidário, que buscam contribuir com o desenvolvimento sustentável das comunidades.

Agora cabe ao empreendedor social escolher o seu caminho e se colocar a caminho... 
Boa Pesquisa e Bom Trabalho!!


Link para download da publicação em formato pdf:

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Observatório de iniciativas: Rede Social do HumanizaSUS


O que é a Rede HumanizaSUS?



A Rede HumanizaSUS é a rede social das pessoas interessadas e/ou já envolvidas em processos de humanização da gestão e do cuidado no SUS.

Nosso objetivo é criar uma rede de colaboração, que permita o encontro, a troca, a afetação recíproca, o afeto, o conhecimento, o aprendizado, a expressão livre, a escuta sensível, a polifonia, a arte da composição, o acolhimento, a multiplicidade de visões, a arte da conversa, a participação de qualquer um.

Trata-se de uma arena aberta pela Política Nacional de Humanização para ampliar o diálogo em torno de seus princípios, métodos, diretrizes e dispositivos.

Uma aposta no coletivo. Uma aposta na inteligência coletiva. Uma aposta na constituição de coletivos inteligentes. 

Aposta no Coletivo HumanizaSUS. Coletivo que se constitui em torno desse imenso acervo de conhecimento comum, que se produz sem cessar nas interações desta Rede.

A grande aposta é que essa experiência colaborativa aumente nossa potência coletiva para o enfrentamento dos grandes e complexos desafios da humanização no SUS.

A Política Nacional de Humanização - HumanizaSUS


Em 2001, a humanização pela primeira vez aparece no nome de um Programa: Programa Nacional de Humanização do Atendimento Hospitalar (PNHAH). O PNHAH visava melhorar a qualidade do atendimento hospitalar , através de ações que davam ênfase à melhora da assistência, focando principalmente as relações entre usuários e profissionais da área da saúde.

Desde então, a humanização avançou também em outras instâncias do SUS, e o que era um programa se transforma, em 2003, em uma Política: a Política Nacional de Humanização (PNH).

Com a PNH, as ações de humanização voltam-se também para as demais  instâncias da saúde, pois a Política objetiva a garantia e efetivação do SUS, através da mudança dos modos de fazer, dos modelos de atenção e gestão da saúde.

A PNH entende humanização como a valorização dos diferentes sujeitos - usuários, trabalhadores e gestores - implicados no processo de produção de saúde. Valorizar os sujeitos é oportunizar uma maior autonomia, a ampliação da sua capacidade de transformar a realidade em que vivem, através da responsabilidade compartilhada, da criação de vínculos solidários, da participação coletiva nos processos de gestão e de produção de saúde.

Porque o SUS que queremos só é possível em uma construção coletiva, em Rede.

Para saber mais sobre a PNH, visite a Área da PNH.



Saiba mais sobre a Rede HumanizaSUS, sua origem como projeto do Coletivo Nacional da PNH, sua estrutura e composição geral, a composição do chamado Coletivo HumanizaSUS e de todos os outros grupos desta Rede, clicando aqui: Comunidade RHS.

 Para saber mais sobre o funcionamento da RHS e o modo de usar suas principais ferramentas, vá para a página de ajuda.

A participação na RHS está sujeita à aceitação dos termos de uso.

Fonte: Rede Humaniza SUS



quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Observatório de iniciativas: Artesanato cooperativo do Pólo do Jequitinhonha / UFMG


ARTESANATO COOPERATIVO

O Projeto Artesanato Cooperativo nasceu da necessidade de um trabalho focado no incentivo da produção artesanal no Vale do Jequitinhonha. Trabalhando com a Área Temática “Economia da cultura e empreendimentos culturais autogestionários”, tem como objetivo fortalecer o associativismo entre os artesãos do Vale do Jequitinhonha, através de atividades de formação em mobilização social junto aos artesãos. As reuniões com as 22 cidades participantes são realizadas em três municípios pólo – Itaobim, Diamantina e Turmalina, escolhidos através de pesquisas, diagnósticos e ações já desenvolvidas pelo Programa Pólo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha. Foram estes mesmos documentos que possibilitaram identificar as demandas para o Projeto Artesanato Cooperativo: Fortalecimento do associativismo para o desenvolvimento da produção artesanal no Vale do Jequitinhonha.

Considerando que uma das grandes dificuldades do artesão é expor e vender sua produção o Programa criou, em 2000, através da parceria firmada com Prefeituras, associações microrregionais e com o apoio de outras instituições interessadas a Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha na UFMG.

Sucesso de público e vendas, a feira acontece no início de todo mês de maio na Praça de Serviços do Campus Pampulha, e já está em sua décima edição. Sua realização permite ao artesão do Vale do Jequitinhonha divulgar e vender os seus trabalhos sem a necessidade de intermediários, promove o intercâmbio cultural entre a população do Vale e a Universidade e também gera renda que irá retornar ao município de origem do artesão, reaquecendo a economia local.

Além de unir forças com a DAC – Diretoria de Ação Cultural da UFMG – organizando os artesãos que participaram da 10ª Edição da Feira de Artesanato do Vale do Jequitinhonha na UFMG, o Projeto Artesanato Cooperativo utilizou as viagens realizadas ao Vale do Jequitinhonha para aprofundar um diagnóstico sobre as associações participantes. Um primeiro ato para fortalecer o caráter associativista do Vale do Jequitinhonha foi restringir a participação na Feira às associações de artesãos, favorecendo a união e a reintegração dos autônomos e dissidentes.

Após a realização da Feira, as ações do Projeto se focam no auxílio àquelas associações com maiores problemas. Clique para acessar a versão em pdf do Guia de Oportunidades para Associações e Artesãos.



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Observatório de iniciativas: Café História

No Observatório de iniciativas de hoje recomendamos a leitura e o passei pelo site Café História, que traz contribuições, interpretações e discussões a respeito da História e seu estudo.

O site é um agregador de informações e portal para uma rede social de pesquisadores. Confira abaixo o texto 'quem somos', retirado da própria plataforma:

Quem Somos

O Café História é uma rede social online fundada em 18 de janeiro de 2008 pelo jornalista e historiador Bruno Leal. É voltada para estudantes, professores, pesquisadores e para todos aqueles que acreditam que estudar e discutir história é o maior barato. Todo o conteúdo do site é aberto. O internauta não precisa fazer nenhum cadastro para acessar textos, vídeos ou fóruns. É tudo livre e gratuito. Porém, se optar por fazer o cadastro (que é simples e leva 30 segundos), o internauta pode editar uma página pessoal, adicionar e comentar conteúdos (fóruns, grupos de estudo, eventos, etc.), participar de discussões, publicar seu próprio blog, receber atualizações por e-mail e trocar mensagens com outros participantes da rede.

Conteúdos, Perfil dos Leitores e Objetivos

Por falar em conteúdos, a coisa funciona de uma forma bem simples. A maior parte dos conteúdos é adicionada pelos próprios participantes. É o que faz de nós uma rede colaborativa. Quem tem cadastro na rede pode enviar vídeos e fotos, criar grupos de estudos, publicar textos em blogs individuais e participar de discussões em fóruns. Já a outra parte do conteúdo é de autoria da administração do Café História ou de seus colaboradores convidados: entrevistas, resenhas, notícias, artigos e reportagens. Desta forma, somos uma mistura de rede social com portal.

Nossos participantes são em geral graduados em história e professores de história. Temos como norte discussões historiográfica, mas não somos uma rede acadêmica no sentido literal. Recebemos qualquer pessoa que goste de história e que esteja disposta a aprender e a compartilhar conhecimentos.

O Café História possui três objetivos principais: divulgar história para o grande público; criar um espaço público e democrático para discussão de história, e, finalmente, criar um repositório de conteúdos de história.

Gostou? Então, clique aqui e associe-se.

Teremos prazer em recebe-lo(a) na rede!

Rede Social Café História


Saiba mais, associe-se, acompanhe as discussões pelo endereço:



quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Observatório de iniciativas: Educação Popular em Saúde, nossa mestra de todos os dias!

Educação Popular em Saúde, nossa mestra de todos os dias!

Quando há mais ou menos um ano, num dia especial, o Eu Livre bateu na porta de nossa mente e coração. Era verde a cor desse lampejo inicial! Era verde e vinha com a Educação Popular. Não poderia ter sido diferente, já que a ideia, desde que o Eu Livre ainda se configurava como embrião, era poder compartilhar com a comunidade as sementes dos nossos conhecimentos para, juntos, vermos florir o desenvolver de cada um, assim como um arbusto vai tomando conta do quintal.


A Educação Popular, assim como em várias comunidades e aldeias de índígenas do nosso país, ao designar o "poder da fala" a alguém, tem como princípio que o "chefe/educador" seja digno de pronunciar palavras das quais todos pensem, conheçam e compreendam. Então, aqui e lá, a fala do "chefe/educador" só é da sua vontade porque, antes, é a vontade de todos. Ele não é o "senhor da palavra", ele é o sinal, a chave, o facilitador. Aqui, o aprender não pode ser um acúmulo de conhecimentos mecanizados, prontos. O aprender deve ser uma atividade inerente a tudo o que é vivo e orgânico (como o corpo), e seu resultado é a totalização do ser de cada pessoa, em cada cultura. O educador, por sua vez, tem sua missão: aprender a saber através de criar saberes para aprender. E isso, junto com a roda que está aprendendo. É um círculo, uma teia, uma ciranda dialógica, recíproca. Nada mais compatível com o nosso tema de trabalho: Saúde.

Se trabalhamos baseados no holismo, onde cada um é obra de tudo e responsável por seus processos integrados de saúde, é a Educação Popular que nos dá as ferramentas e toca a música da nossa ciranda, ao permitir que o saber trocado circule livremente, seja flexível, esteja disponível para o diálogo, seja moldado, investigado. O "ensinar-com-o-outro" nos dá a oportunidade de cada pessoa envolvida ser o sujeito, o agente, o ator e o autor, pleno de sua própria integração de conhecimento. É através do ato de "Aprender-e-Ensinar" (sim, deveriam ser escritas juntas!), que despertamos uns nos outros os saberes mais profundos e a consciência de INTEGRAÇÃO de cada um consigo mesmo e de cada um com o todo. Despertamos a autonomia, o empoderamento.

Esse trecho de Carneiro Leão espelha bem a nossa ideia: "...Pois aprender não é acumular, como crescer não é aumentar de tamanho. Só aprende quem sabe, no que compreende, o sabor do que já possui, a riqueza misteriosa de sua identidade. Acontece realmente um aprender quando a compreensão do que se tem for e vier a ser sempre um dar-se a si mesmo a sua própria identidade."

Trabalhar com a Educação Popular na Saúde tem sido um mar de aprendizados, um constante "ir-ao-encontro-de". Nesse mar, levamos alguma coisa nossa para receber alguma coisa dada por outro. Quando trazemos os conhecimentos das Medicinas Naturais, nas vivências, palestras e oficinas, estamos dispostos a criar condições que abram as portas em cada um para o "auto-perceber". Entramos na roda com o intuito de todo mundo se mostrar, se enxergar, se investigar e ver dentro de si seu Terapeuta Interior, ver em sua cozinha e na feira a farmácia necessária e em seu corpo o caldeirão fervendo, pronto para receber os ingredientes da cura. Junto com esse "investigar-e-descobrir", podemos compartilhar esse saber integrado, que é a alquimia dos conhecimentos oferecidos por nós, educadores, e os conhecimentos individuais de cada educando. Essa é a porção mágica.

Educação Popular em Saúde é escancarar-se ao construir saberes, decantar ideias e aprender sempre. Ser sempre aluno. É se observar, trocar, tecer e ser a teia. É um "des-aprender", um "re-aprender". É o estudo das ciências da vida. Não há o absoluto, nem a Medicina ou Terapia mais correta... há o investigar, há o experimento. Há você, mestre de si mesmo. Somos quem ensinamos a pescar, somos o peixe e o pescador.

O Eu Livre - Educação Popular em Saúde é caminhante e discípulo do "Aprender-e-Ensinar". É um grupo de Terapeutas/Educadores e Educandos nessa roda da vida, que está sempre aberta, pronta para receber o ingrediente principal: o Interagente.

"Aprender é estar dentro de um tempo interativo de diálogo com o outro. Aprender é abrir-se a um outro para criar com ele a experiência objetivamente solidária (sempre interativa), subjetivamente pessoal (sempre um gesto único, interior) de descobrir junto e integrar sozinho o milagre do saber. E educar é saber construir o momento do diálogo dentro do qual educador e educando criam, um-com-o-outro, um-através-do-outro, um saber de construção comum e, ao mesmo tempo, uma descoberta profundamente solitária, imensamente pessoal. Eis o fio do seu mistério. "

Revista de Educação Popular - Jan/Dez 2008

Gratidão aos mestres do caminho e a todos os interagentes!

Por Mariana Almeida

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Observatório de Iniciativas: Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais

Rede Puxirão de Povos e Comunidades Tradicionais
 
HISTÓRICO DA REDE PUXIRÃO

A emergência de identidades coletivas no Brasil nas últimas décadas tem revelado a existência de diversos grupos étnicos, organizados em movimentos sociais, que buscam garantir e reivindicar direitos, que sempre lhes foram negados pelo Estado. Desta forma, compreendem-se sem exaustão os motivos para o qual um país tão diverso em sua composição étnica, racial e cultural, a persistência de conflitos oriundos de distintas visões de mundo e modos de vida, que desencadeiam desde o período colonial, lutas pela afirmação das identidades coletivas, territorialidades especificas e reconhecimento dos direitos étnicos.

Na região Sul, especialmente no Paraná e Santa Catarina, a invisibilidade social é uma das principais características dos povos e comunidades tradicionais. Até pouco tempo atrás, a inexistência de estatísticas e censos oficiais fez com que estes grupos elaborassem seus levantamentos preliminares numa tentativa de afirmarem sua existência coletiva em meio a tensões, disputas e pressões que ameaçam seus diretos étnicos e coletivos garantidos pela Constituição Federal de 1988 e, diversos outros dispositivos jurídicos infraconstitucionais[1].

Destas demandas surge, na região Sul, a Rede Puxirão dos Povos e Comunidades Tradicionais, fruto do 1º Encontro Regional dos Povos e Comunidades Tradicionais, ocorrido no final do mês de Maio de 2008, em Guarapuava, interior do Paraná. Neste espaço de articulação, distintos grupos étnicos, a saber: xetá, guaranis, kaingangs, faxinalenses, quilombolas,benzedores e benzedeiras, pescadores artesanais, caiçaras, cipozeiras, religiosos de matriz africana e ilhéus; tais segmentos se articulam na esfera regional fornecendo condições políticas capazes de mudar as posições socialmente construídas neste campo de poder. Ademais, a conjuntura política nacional corrobora com essas mobilizações étnicas, abrindo possibilidades de vazão para as lutas sociais contingenciadas há pelo menos 3 séculos, somente no Sul do País.

Confira maiores informações sobre a Rede Puxirão em http://redepuxirao.blogspot.com.br/

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Observatório de Iniciativas: Projeto "O Eu Livre – Educação em Saúde"

O Eu Livre – Educação em Saúde nasceu da união de jovens estudantes de terapias naturais e áreas complementares, com o objetivo de ressignificar o conceito de saúde e disseminar a cultura da saúde - e não da doença. Ancorando a visão holística da vida, onde cada um é obra de tudo, a iniciativa empenha-se em criar e difundir condições humanas que favoreçam a qualidade de vida e o bem-estar das populações, aliando vivências de terapias naturais, meio ambiente e saberes populares. 

O projeto é baseado na proposta da Educação Popular de Paulo Freire, que tem uma visão dialógica, emancipadora, participativa, criativa e que contribui para a autonomia e autoestima do sujeito. Dessa forma, transmite de forma dinâmica o conceito da Cultura da Saúde para pessoas que não têm acesso a esse conhecimento integral ou que desconhecem seu próprio papel libertador nesse contexto.

O projeto enfatiza que o conteúdo abordado e o processo de discussão se dêem em uma perspectiva horizontal e coletiva, com ações pedagógicas geradoras de uma nova consciência a respeito da cultura da saúde. O primordial, antes da transmissão do conhecimento, é a troca de saberes como geradora do bem-estar coletivo e individual. Isso gera o empoderamento do interagente como sujeito co-criador dessa cultura do bem-estar, levando em conta os aspectos culturais e sociais, bem como o conhecimento de cada um dos participantes. 

O Eu Livre se propõe a fazer 'com' o povo e não 'para' o povo. Juntos, formaremos uma ciranda onde a experiência de cada um com seu corpo, vida, mente, cultura, tempo e natureza será a terapia utilizada. O Eu Livre é o estudo e a troca das ciências da vida!


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Observatório de Iniciativas: Rede Cerrado

Na Rio 92, por ocasião da assinatura do Tratado dos Cerrados, nasceu a Rede Cerrado. Este documento definiu compromissos entre seus signatários para enfrentar as ameaças ao bioma, constituindo-se como o marco histórico e legal da Rede Cerrado.
A Rede Cerrado congrega organizações da sociedade civil que atuam na promoção do desenvolvimento sustentável e na conservação do Cerrado. São mais de 300 organizações identificadas com a causa socioambiental no bioma, que representam trabalhadores e trabalhadoras rurais, extrativistas, indígenas, quilombolas, geraizeiros, quebradeiras de coco, pescadores artesanais, entre outros. A diversidade de atores comprometidos e atuantes no campo político da Rede Cerrado é grande e, sem dúvida, seu maior patrimônio.
O objetivo principal da Rede Cerrado é a luta pela conservação do bioma e a defesa de seus povos e comunidades tradicionais, promovendo justiça social e sustentabilidade ambiental.
Entre as atividades da Rede Cerrado, destaca-se a realização, desde 2002, do Encontro e Feira dos Povos do Cerrado. Um espaço de troca de experiências, de promoção de meios de vida sustentáveis, de valorização das tradições culturais dos Povos do Cerrado, de formulação de posições políticas conjuntas e, ainda, de divulgação pública dos problemas socioambientais que afetam o bioma e das alternativas existentes para o uso sustentável de sua biodiversidade.
A Rede Cerrado também atua estrategicamente em diversos espaços públicos socioambientais para propor, monitorar e avaliar projetos, programas e políticas públicas afetos ao Cerrado e a seus povos.

domingo, 16 de setembro de 2012

Observatório de Iniciativas: A Cidade Redesenha a Cidade

A  Cidade  Redesenha  a  Cidade
Belo Horizonte

A Mostra de Design 2012, o Instituto Cidades Criativas e a Piseagrama: Espaço Público Periódico convidam a todos os cidadãos, as associações de bairro, as organizações não governamentais, as instituições de ensino e pesquisa, os artistas, os arquitetos, os designers, os urbanistas, os educadores, os estudantes e todos os demais interessados a se engajarem para reimaginar os espaços públicos da cidade e redesenharem coletivamente Belo Horizonte.

As propostas serão selecionadas e compiladas em uma publicação, sem fins lucrativos a ser distribuída gratuitamente entre os participantes da convocatória, candidatos a cargos públicos nas eleições de 2012, bibliotecas e escolas municipais, orgãos de governo e instituições de planejamento.

Confira o edital abaixo, se preferir, você pode baixá-lo aqui.





segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Observatório de Iniciativas: II Seminário de Políticas para a Diversidade Cultural

II Seminário de Políticas para a Diversidade Cultural

26 a 28 de Setembro, em Salvador

A Convenção da UNESCO sobre a Proteção e Promoção da Diversidade de Expressões Culturais em vigor há quase quatro anos, é o principal documento internacional que orienta e legitima os países na elaboração e implementação de olíticas culturais próprias, necessárias à proteção e promoção da diversidade cultural.

O Brasil foi o 40° país a ratificar a convenção, ainda em 2007, e se destacou no cenário internacional pela sua participação no processo de negociação desta convenção, bem como pela política cultural desenvolvida pelo Ministério da Cultura a partir da eleição de Lula, em 2003. Esta mudança de política e de diretriz foi e continua sendo tema constante em estudos acadêmicos relacionados à política e gestão culturais.

Buscando promover o melhor entendimento do conceito de diversidade cultural no contexto da cultura brasileira, o Ministério da Cultura realizou diversos fóruns, conferências e seminários, nenhum promovido no estado da Bahia, que propiciaram um diálogo em torno do tema da Convenção. Além disso, outras instituições, a exemplo do Observatório da Diversidade Cultural (MG) também realizaram encontros com o mesmo objetivo. No entanto, ainda se faz necessária a promoção de eventos acadêmicos relacionados ao tema em vários estados, sobretudo na Bahia.
Assim, com o seminário sobre Diversidade Cultural, pretende-se promover, pelo segundo ano consecutivo no estado, um seminário acadêmico específico sobre a aplicação de políticas para a diversidade cultural. O seminário é resultado da parceria entre o Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade (PÓS-CULTURA/UFBA), o Observatório da Diversidade Cultural (ODC) e a Rede U40 Brasil, coletivo de jovens profissionais de cultura mobilizados em  promover os objetivos da Convenção.

Confira maiores informações e faça sua inscrição no site:

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Observatório de Iniciativas: Movimento Minas e Economia Criativa

Escuta: Economia Criativa

O Movimento Minas quer escutar você que trabalha com economia criativa. Queremos saber de você empreendedor, arquiteto, músico, educador, artista, designer, médico, engenheiro, programador, seja qual for sua atividade profissional, você que alia sua atividade econômica com a imaginação, qual sua opinião sobre o tema. Queremos ouvir pessoas de diferentes realidades e com experiências diversas!

O objetivo desta escuta é captar percepções quanto às principais questões que envolvem a economia criativta, os desafios, as soluções, os riscos, enfim, informações relevantes para o debate sobre o desenvolvimento deste segmento. Em seguida formularemos colaborativamente uma questão para o próximo quebra-cabeça do Movimento Minas.

Lançaremos, aqui na plataforma virtual, esse desafio que estará aberto para sugestão de ideias e soluções. Os autores das melhores ideias serão convidados para um evento de agregação de propostas. Este encontro é destinado a desenhar de forma colaborativa alguns pré projetos para que sejam testados na prática.  Participe preenchendo o formulário abaixo.
  

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Observatório de Iniciativas: Almanaque Ilustrado do Jequitinhonha

Almanaque Ilustrado do Jequitinhonha

O Almanaque Ilustrado do Jequitinhonha foi lançado em 2011, em três edições, pelo Programa Polo Jequitinhonha.

Recuperamos aqui, pelo valor de seu conteúdo, os links para os almanaques e o texto de seu lançamento.

Aproveitem!

A cultura de Minas Gerais, mais precisamente do Vale do Jequitinhonha, ganhou um livro próprio, o Almanaque Ilustrado Jequitinhonha, publicação lançada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) que reúne causos, contos, lendas, poesias e curiosidades de diversas cidades do Vale. Os textos foram produzidos por integrantes do Programa Polo em parceria com professores e alunos da UFMG, além de figuras célebres da região, como o cantor e compositor Rubinho do Vale, Frei Chico, Boaventura Soares e o Grupo Feminino Itaobiense.

A ideia de produzir o Almanaque Ilustrado parte da iniciativa do Programa Polo Jequitinhonha de trabalhar o registro cultural das cidades do Vale, e reflete os conhecimentos adquiridos na região durante os 15 anos de atuação do programa. O objetivo é produzir três edições do Almanaque. A primeira traz curiosidades como a origem da Festa do Divino, realizada nos municípios do Alto Jequitinhonha; a história do Procurados, o evento musical que mudou os rumos da cultura do Vale durante a ditadura militar e deu origem ao Festivale; dicas para a vida, agricultura e saúde; além de uma fotonovela sobre o Bicho da Pedra Azul.

Inicialmente, a tiragem do Almanaque será de mil exemplares, que serão distribuídos durante o evento e em municípios do Vale do Jequitinhonha. Em breve o conteúdo da obra também estará disponível na Internet, no site do Programa Polo Jequitinhonha.


Confira aqui os links para o arquivo no Issu:

Observatório de Iniciativas: Pólo Jequitinhonha UFMG


PROGRAMA PÓLO 

O Programa Pólo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha foi criado em 1997 com o objetivo de articular as iniciativas da UFMG na região do Vale do Jequitinhonha. O Pólo Jequitinhonha é um programa de desenvolvimento regional vinculado às Pró-Reitorias de Pesquisa e Extensão que tem se mostrado eficaz e consistente na tentativa de reduzir a pobreza e promover o reconhecimento da cultura local. 


APRESENTAÇÃO

O Programa Pólo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha foi criado em 1996 com o objetivo de articular as iniciativas da UFMG na região do Vale do Jequitinhonha. O Pólo Jequitinhonha é um programa de desenvolvimento regional vinculado às Pró-Reitorias de Pesquisa e Extensão que tem se mostrado eficaz e consistente na tentativa de reduzir a pobreza e promover o reconhecimento da cultura local.

O Pólo age em parceria com a sociedade, em pequenas ações locais que se transformam em uma grande ação de promoção da riqueza material e cultural já existente no Vale. Essas ações são distribuídas em projetos executados pelas cinco grandes áreas do Pólo: Cultura, Desenvolvimento regional e geração de ocupação e renda, Educação, Meio ambiente e Saúde.

Os projetos do Pólo envolvem vários setores da Universidade e da sociedade. A UFMG e a população participam de ações de Ensino, Extensão e Pesquisa que pretendem beneficiar a região melhorando a saúde, mostrando a produção cultural, gerando mais empregos, capacitando trabalhadores e melhorando as condições de vida. 


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Observatório de Iniciativas: Associação Brasileira de Pesquisadores Negros

A raça, mesmo em meio a tantas polêmicas, segue sendo variável importante na distinção de possibilidades de percursos no Brasil.

Em meio à defesa da visibilidade desta diferença e de uma ação efetiva frente a ela, foi criada a Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, que tem sua descrição colocada abaixo.

Aproveitem a riqueza de seu material.

A Associação Brasileira de Pesquisadores Negros é uma Associação sem fins lucrativos com sede no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Rio de Janeiro), constituída sem limite de prazo para a sua duração e que se destina à defesa da pesquisa acadêmico-científica e/ou espaços afins realizadas prioritariamente por pesquisadores negros, sobre temas de interesse direto das populações negras no Brasil e todos os demais temas pertinentes à construção e ampliação do conhecimento humano.




sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Observatório de Iniciativas: Eu Livre

Caros companheiros da Rede Saúde e Cultura Minas Gerais,

Trazemos aqui mais uma bela iniciativa de interação entre saúde e cultura, através de terapias naturais e do saber popular.

Abaixo segue a descrição do projeto e o link para o blog, onde podem ser encontradas maiores informações.

Aproveitem!



O PROJETO

O Eu Livre – Educação em Saúde nasceu da união de jovens estudantes de terapias naturais e áreas complementares, com o objetivo de ressignificar o conceito de saúde e disseminar a cultura da saúde - e não da doença. Ancorando a visão holística da vida, onde cada um é obra de tudo, a iniciativa empenha-se em criar e difundir condições humanas que favoreçam a qualidade de vida e o bem-estar das populações, aliando vivências de terapias naturais, meio ambiente e saberes populares. 

O projeto é baseado na proposta da Educação Popular de Paulo Freire, que tem uma visão dialógica, emancipadora, participativa, criativa e que contribui para a autonomia e autoestima do sujeito. Dessa forma, transmite de forma dinâmica o conceito da Cultura da Saúde para pessoas que não têm acesso a esse conhecimento integral ou que desconhecem seu próprio papel libertador nesse contexto.

O projeto enfatiza que o conteúdo abordado e o processo de discussão se dêem em uma perspectiva horizontal e coletiva, com ações pedagógicas geradoras de uma nova consciência a respeito da cultura da saúde. O primordial, antes da transmissão do conhecimento, é a troca de saberes como geradora do bem-estar coletivo e individual. Isso gera o empoderamento do interagente como sujeito co-criador dessa cultura do bem-estar, levando em conta os aspectos culturais e sociais, bem como o conhecimento de cada um dos participantes. 

O Eu Livre se propõe a fazer 'com' o povo e não 'para' o povo. Juntos, formaremos uma ciranda onde a experiência de cada um com seu corpo, vida, mente, cultura, tempo e natureza será a terapia utilizada. O Eu Livre é o estudo e a troca das ciências da vida!

Seja bem-vindo, interagente! 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Observatório de iniciativas - Articulação Pacari


Rede socioambiental do bioma Cerrado

A Articulação Pacari é uma rede socioambiental formada por organizações comunitárias que praticam medicina tradicional através do uso sustentável dos recursos naturais do bioma Cerrado. As organizações comunitárias participantes representam principalmente mulheres agricultoras, extrativistas, assentadas da reforma agrária, indígenas, quilombolas, agentes das pastorais da saúde e da criança.


A Pacari nasceu em 1999, dentro do campo de articulação da Rede Cerrado e da Rede de Plantas Medicinais da América do Sul. Inicialmente foram realizados diagnósticos participativos junto a diversos grupos organizados, utilizando a metodologia da “árvore do trabalho”, que proporcionou a identificação das potencialidades e dificuldades de cada grupo, e a realização de um planejamento coletivo para um trabalho articulado. Hoje, a sua atuação abrange aproximadamente 50 organizações de 10 regiões dos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Maranhão.

As atividades da Pacari são de pesquisa popular, assessoria, intercâmbio, capacitação, produção e registro de conhecimentos, publicação, realização de encontros e participação em espaços de formulação de políticas públicas

No contexto político, a Articulação Pacari é membro do Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais. Estas participações objetivam o reconhecimento e regulamentação da prática da medicina popular; a conservação do bioma Cerrado através de seu uso sustentável; e a conquista dos direitos coletivos das comunidades locais sobre seus conhecimentos tradicionais.

As ações da Pacari têm ainda o objetivo de contribuir para a implementação do Protocolo de Nagoya e dos artigos 8j e 10c da Convenção da Diversidade Biológica – CDB, principalmente quanto à manutenção das práticas costumeiras das comunidades locais de preparação de remédios caseiros a partir de recursos naturais; e para a implementação da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial – PCI, buscando o reconhecimento do “Ofício de Raizeiras e Raizeiros do Cerrado” como Bem Cultural Imaterial do Brasil.

A Articulação Pacari também promove a geração de trabalho e renda junto às comunidades locais através do uso sustentável do Cerrado, desenvolvendo as cadeias produtivas dos óleos de macaúba, pequi e gueroba, para a produção de fitocosméticos, com a marca “Pacari Cerrado Eco-produtivo”.


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Observatório de Iniciativas - Hanami: O Florescer da Vida

Conheça abaixo o Projeto "Hanami - O Florescer da Vida", que foi financiado via crowdfunding, pela plataforma Catarse. Seu financiamento foi bem sucedido e fechado em julho de 2011. Abaixo você pode conferir detalhes do projeto e indicações de links para maiores informações.


HANAMI O FLORESCER DA VIDA





Sobre o projeto

Seja bem vindo!
Este é um documentário especialmente diferente dos que já realizei.
O projeto surgiu quando vivi a experiência de receber meu filho num parto domiciliar planejado, acompanhado pela equipe de enfermeiras obstetras HANAMI.

Esta vivência foi tão revolucionária na minha vida, que tomei a iniciativa de compartilhar com o mundo informações importantíssimas, porém muito pouco divulgadas pela mídia.
o brasil é o campeão mundial de cesarianas desnecessárias e traumáticas, além de ser o país que menos paga aos profissionais no atendimento aos partos.
este filme emocionante revela práticas ligadas a um modo de viver a maternidade consciente, o parto ativo e o que estes representam na formação de seres humanos mais conscientes.

Partos humanizados e respeitosos, contribuem diretamente com o nível de consciência, saúde e segurança emocional do bebê e da mãe, para o resto de suas vidas. consequentemente, colabora com todo o planeta e o futuro da humanidade.

Ajude-nos a continuar distribuindo gratuitamente DVDs do filme, principalmente no brasil!
existem muitas formas de se agir ecologicamente. esta é apenas uma delas.
contamos com você!

Sinopse do filme:
HANAMI O FLORESCER DA VIDA 
é um documentário que retrata a atuação de um grupo de enfermeiras obstetras que dedicam suas vidas a apoiar gestantes no nascimento de seus filhos em um ambiente humano e acolhedor.

Atuantes na região de florianópolis desde 2005, essas PARTEIRAS URBANAS deram forma à equipe que atende principalmente a partos domiciliares planejados, propagando a profunda filosofia de humanização da gestação, parto e pós-parto como um novo paradigma de humanização do mundo, embasado pelo conceito do famoso obstetra francês MICHEL ODENT, que diz “para mudar o mundo é preciso antes, mudar a forma de nascer”.


blog do filme
DOC HANAMI no FACEBOOK
site da realizadora


foto: mariana maffeis, apoiadora do filme, através do catarse.




foto: lorena sasaki

Fonte: Catarse


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