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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Consulta - Marco de Referência da Educação Popular para as Políticas Públicas

O Marco de Referência de Educação Popular para as Políticas Públicas está aberto para contribuições em seu texto, até o dia 16 de janeiro de 2014. Participe e mobilize os agentes sociais para participarem também. Esta consulta faz parte do processo de participação da Política Nacional de Educação Popular, que tem a trilha completa explicitada abaixo.

Participe!

Esta é a trilha de participação da Política Nacional de Educação Popular. Neste espaço será possível participar da construção coletiva desta proposta de política pública, voltada para o fortalecimento de práticas de educação emancipatórias.

A proposta é uma iniciativa da Secretaria Geral da Presidência da República a partir do Departamento de Educação Popular e Mobilização Cidadã, que objetiva complementar o debate sobre a participação social na formulação, implementação e acompanhamento de políticas públicas e fortalecer práticas educacionais emancipatórias.


A trilha terá 3 passos de participação.
O primeiro passo é de contribuição com o texto do Marco de Referência da Educação Popular para as Políticas Públicas.
O segundo passo é um forum de debate sobre educação popular como política pública, em que cada pessoa interessada pode dar sua contribuição.
O terceiro passo é da consulta pública da Política Nacional de Educação Popular que será aberto em breve.
Veja como funciona cada passo abaixo.

Passos:
Passo 1
1 de 16 de Dezembro de 2013 até 16 de Janeiro de 2014 Participe!
MARCO DE REFERÊNCIA DA EDUCAÇÃO POPULAR PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS

As contribuições e comentários devem ser feitos nos balões ao final de cada capítulo.
 Alguns capítulos de caráter extra-textual não tem balões para comentários, o que não impede que comentários sejam feitos ao final do texto sobre o conjunto do texto.
 Complementarmente ao debate a ser levantado a partir dos comentários há um forum de debates no passo 2 desta trilha de participação.
 Todo comentário é muito bem vindo. 

Ferramenta: MARCO DE REFERÊNCIA DA EDUCAÇÃO POPULAR PARA AS POLÍTICAS PÚBLICAS

Passo 2
2 de 14 de Janeiro até 4 de Junho de 2014 Participe!
Forum de Debate - Educação Popular como Política Pública

Este é o espaço criado para debate livre e democrático sobre as possibilidades e os limites da educação popular como política pública.
 Os debates se organizam em tópicos que podem ser criados por qualquer participante.

Ferramenta: Educação Popular como Política Pública

Passo 3
3 de 27 de Fevereiro até 14 de Junho de 2014 Em breve
Consulta - Política Nacional de Educação Popular
Consulta pública da Política Nacional de Educação Popular.

Com informações do Portal Participa BR

sábado, 7 de dezembro de 2013

Publicada Resolução n.9 - Política Nacional de Educação Popular em Saúde


 CI n. 339 - Publicada a RESOLUÇÃO n. 9 que estabelece estratégias e ações que orientam o Plano Operativo para implementação da Política Nacional de Educação Popular em Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (PNEP-SUS)

RESOLUÇÃO Nº 9, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2013

A COMISSÃO INTERGESTORES TRIPARTITE, no uso das atribuições que lhe conferem o art. 14-A da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, e o inciso I do art. 32 do Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011, e

considerando o disposto no art. 7º da Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, Lei Orgânica da Saúde, que dispõe sobre os princípios a serem obedecidos na execução de ações e serviços públicos de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente a universalidade, a integralidade e a igualdade da assistência à saúde, sem preconceitos ou privilégios de qualquer espécie;

considerando o Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011, que regulamenta a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para dispor sobre a organização do SUS, o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa;

considerando a Portaria nº 2.761/GM/MS, de 19 de novembro de 2013, que institui a Política Nacional de Educação Popular em Saúde no âmbito do SUS (PNEP-SUS);

considerando a Portaria nº 3.027/GM/MS, de 26 de novembro de 2007, que aprova a Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa no SUS (PARTICIPASUS);

considerando a Portaria nº 1.256/GM/MS, de 17 de junho de 2009, que institui o Comitê Nacional de Educação Popular em Saúde (CNEPS);

considerando os princípios do SUS, especificamente, a equidade, integralidade, transversalidade e as práticas educativas em saúde;

considerando o histórico das práticas, reflexões e saberes da Educação Popular em Saúde, apresentando-a como um caminho capaz de contribuir com experiências, metodologias, tecnologias e conhecimentos para a constituição de novos sentidos e práticas no âmbito do SUS, potencializando não só a educação em saúde, mas sobretudo o delineamento de princípios éticos orientadores de novas posturas no cuidado, na gestão, na formação, na participação popular e no controle social em saúde; e

considerando a deliberação ocorrida na Comissão Intergestores Tripartite (CIT) no dia 28 de maio de 2013, resolve:

Art. 1º - Esta Resolução estabelece estratégias e ações que orientam o Plano Operativo para implementação da Política Nacional de Educação Popular em Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (PNEP-SUS).

Art. 2º - Para os fins do disposto nesta Resolução, considerase:

I - Mapa da Saúde: descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada, considerando-se a capacidade instalada existente, os investimentos e o desempenho aferido a partir dos indicadores de saúde do sistema; e

II - Região de Saúde: espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados, com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações e serviços de saúde.

Art. 3º - As estratégias operacionais, ações e metas contidas nesta Resolução baseiam-se nas prioridades e objetivos estratégicos apontados pelo Ministério da Saúde, no Plano Nacional de Saúde, e estão em consonância com os macrodesafios e metas do Plano Plurianual (PPA) 2012-2015, em especial no que diz respeito a:

I - Objetivo 071: garantir acesso da população a serviços de qualidade, como equidade e em tempo adequado ao atendimento das necessidades de saúde, aprimorando as políticas de atenção básica a atenção especializada;

II - Objetivo 0714: reduzir os riscos e agravos à saúde da população, por meio de ações de promoção e vigilância da saúde;

III - Objetivo 0721: contribuir para a adequada formação, alocação, qualificação, valorização e democratização das relações do trabalho dos profissionais de saúde;

IV - Objetivo 0724: implementar novo modelo de gestão e instrumentos de relação interfederativa com centralidade na garantia do acesso, gestão participativa com foco em resultados, participação social e financiamento estável;

V - Objetivo 0780: promover a cidadania e a diversidade das expressões culturais e o acesso ao conhecimento e aos meios de expressão e fruição cultural;

VI - Objetivo 0579: fortalecer a governança e ampliar a capacidade institucional da administração pública, visando a melhor organização e funcionamento do Estado, quanto à iniciativas de fomentar as inovações de gestão no âmbito da administração pública federal; e

VII - Objetivo 0609: ampliar o diálogo, a transparência e a participação social, no âmbito da Administração Pública, de forma a promover maior interação entre Estado e Sociedade.

Art. 4º - O Plano Operativo da PNEP-SUS será estruturado com a observância dos 4 (quatro) eixos estratégicos definidos na Portaria nº 2.761/GM/MS, de 19 de novembro de 2013, a partir das seguintes ações impulsionadoras da Educação Popular em Saúde no SUS:

I - Eixo 1: Participação, Controle Social e Gestão Participativa, que abrange:

a) apoiar a implementação e fortalecimento de espaços de participação na saúde, com formas de organização e gestão orientadas pela educação popular em saúde;

b) implementar instâncias (área técnica, comitê, GTs e outros) de Educação Popular em Saúde nas Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, de forma articulada às políticas de promoção da equidade, conforme Portaria nº 2.979/GM/MS, de 15 de dezembro 2011, que estimula a implementação de Comitês de Educação Popular em Saúde e Comitês de Promoção da Equidade;

c) fortalecer a articulação da Educação Popular em Saúde com a Promoção da Equidade em Saúde;

d) fomentar a inserção das ações do PNEPS-SUS nos Planos Municipais de Saúde e Contratos Organizativos da Ação Pública em Saúde (COAP); e e) estimular ações e processos de educação popular em defesa do SUS, da promoção da equidade e do direito à saúde;

II - Eixo 2: Formação, Comunicação e Produção de Conhecimento, que abrange:

a) desenvolver processos de formação, pesquisa, extensão na perspectiva da Educação Popular em Saúde, contemplando processos dialógicos e diversas linguagens e sujeitos;

b) promover a Educação Popular em Saúde junto aos serviços de saúde;

c) contribuir com a produção de conhecimento em Educação Popular em Saúde; e

d) contribuir com a implementação de um plano de comunicação da PNEPS-SUS;

III - Eixo 3: Cuidado em Saúde, que abrange:

a) articular as Práticas Populares e Tradicionais de Cuidado, bem como seus espaços, com a Rede de serviços de Saúde do SUS; e

b) promover a articulação intra e intersetorial nos diversos níveis de gestão visando a valorização e o reconhecimento das práticas populares de cuidado;

IV - Eixo 4: Intersetorialidade, que abrange:

a) promover o diálogo intersetorial no território;

b) estimular o debate intersetorial junto aos conselhos e espaços instituídos de controle social, (nacional, estaduais e municipais) das políticas públicas; e

c) fomentar e fortalecer redes que articulem experiências, práticas e saberes com ênfase na Educação Popular em Saúde.

Art. 5º - Compete ao Ministério da Saúde articular-se com os demais órgãos e entidades governamentais para elaboração de instrumentos com orientações específicas que se fizerem necessárias à implementação do Plano Operativo de que trata esta Resolução.

Art. 6º - Compete às Secretarias Estaduais de Saúde:

I - definir estratégias e plano de ação para implementação do Plano Operativo da PNEP-SUS no âmbito estadual e conduzir a pactuação na Comissão Intergestores Bipartite (CIB); e

II - promover a inclusão do Plano Operativo da PNEP-SUS no Plano Estadual de Saúde e no respectivo Plano Plurianual (PPA).

Art. 7º - Compete às Secretarias Municipais de Saúde:

I - definir estratégias e plano de ação para implementação do Plano Operativo da PNEP-SUS no âmbito municipal; e

II - promover a inclusão do Plano Operativo da PNEP-SUS no Plano Municipal de Saúde e no PPA setorial, em consonância com as realidades, demandas e necessidades locais.

Art. 8º - À Secretaria de Saúde do Distrito Federal compete as mesmas atribuições reservadas às Secretarias de Saúde Estaduais e Municipais de Saúde.

Art. 9º - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

ALEXANDRE ROCHA SANTOS PADILHA - Ministro de Estado da Saúde
WILSON DUARTE ALECRIM - Presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde
ANTÔNIO CARLOS FIGUEIREDO NARDI - Presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde

Fonte: CONASS
 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

5a Conferência Nacional de Saúde Indígena

A 5ª Conferência Nacional de Saúde Indígena tem como objetivo aprovar diretrizes para as políticas de saúde executadas nas aldeias, por parte dos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) que integram o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS). Além disso, a conferência é um espaço para debates sobre a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas.
As conferências de saúde são espaços amplos e democráticos de discussão, avaliação e proposição de novas políticas de saúde.
A 5ª CNSI tem início em abril, com etapas locais. Posteriormente, serão feitas 34 conferências na etapa distrital em preparação para a etapa nacional, programada para o período de 02 a 06 de dezembro de 2013, em Brasília.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

I Seminário do Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo - 23 e 24 de novembro

 O Fórum Popular de Saúde do Estado de São Paulo organiza o I Seminário Estadual. Após o testemunho das mobilizações de junho, vê-se que é mais do que necessário fortalecer as lutas da saúde e articular ações conjuntas dos movimentos sociais a fim de avançar na organização dos trabalhadores e nas conquistas populares.
 
O Seminário acontecerá nos dias 23 e 24 de novembro de 2013, com espaços para discutir análise de conjuntura, questões relativas à saúde e direitos humanos, terceirização da saúde, saúde do trabalhador e financiamento do SUS. Além disto, esperamos que seja um espaço privilegiado onde os diferentes movimentos e grupos políticos possam falar de suas experiências de luta.

CRONOGRAMA
Sábado (23/11)
8:00 – 9:00 Café da manhã coletivo
9:00 – 12:00 – Análise de conjuntura: saúde e as políticas públicas
14:00 – 16:30 – Saúde e direitos humanos
17:00 – 19:30 – Roda com relatos das lutas e organização dos movimentos
20:00 - Atividade Cultural
Domingo (24/11)
9:00 – 12:00 – Terceirização e saúde do trabalhador
13:30 – 17:00 – Plenária para discutir comunicação e plano de lutas

LOCAL
 
Veja o evento no facebook
 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Seminário fortalece articulação de Educação Popular e Saúde em estados e municípios


Seminário fortalece articulação de Educação Popular 
e Saúde em estados e municípios

 Cerca de 200 pessoas estiveram reunidas durante três dias para discutir, principalmente, o fortalecimento da Articulação Nacional de Educação Popular e Saúde (ANEPS) em estados e municípios. O 3º Seminário da Articulação, que aconteceu de 5 a 7 de novembro no Brasília Imperial Hotel, contou com o apoio da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP) do Ministério da Saúde.

“Este foi um momento de discussão sobre o fortalecimento da ANEPS, tanto local como nacional, das parcerias que temos hoje e como ampliá-las”, relatou Simone Leite, representante do coletivo em Sergipe e participante do Comitê Nacional de Educação Popular em Saúde.

Estiveram presentes lideranças de 25 estados que também trataram da Política Nacional de Educação Popular em Saúde, aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde em agosto deste ano. “Também discutimos qual o papel da Articulação na implementação desta política de forma descentralizada nos estados. A política de Educação Popular é transversal e, por isso, precisa ser amplamente discutida”, reforçou Simone.

Vanderléia Daron, da ANEPS do Rio Grande do Sul, também destacou a importância do seminário. “As pessoas saem com clareza de que o importante é fortalecer esta articulação de movimentos e de práticas de educação popular em saúde em cada um dos estados. Todos retornam, também, com a certeza de que a implementação da Política é uma das questões estratégicas a ser buscada”, pontuou.

Aneps – A Articulação Nacional de Educação Popular e Saúde foi criada em 2003 para articular e apoiar os movimentos e práticas de educação popular e saúde, construindo referências para a formulação de políticas públicas.

“Temos articulado movimentos nacionais, estaduais e municipais. Também articulamos práticas, sejam populares ou tradicionais de cuidado, valorizando o profissional de saúde que em sua unidade de trabalho tenta atuar na perspectiva da educação popular”, explicou a representante da Articulação no Ceará, Vera Dantas.

Segundo Vera, outra questão importante no seminário foi a definição de que a ANEPS continua como coletivo de articulação de movimentos. “A Política se institucionaliza, mas nós não estamos nos institucionalizando. Somos uma articulação de movimento e vamos continuar assim”, frisou.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Seminário de Promoção da Saúde e Educação Popular em Alagoas


Sesau/AL realiza seminário de promoção da saúde e educação popular

A Educação Popular e Diversidade de Sujeitos serão temas do Seminário de Promoção de Equidade em Saúde, promovido pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), através da Diretoria da Promoção da Saúde. O evento, que irá acontecer de 26 a 28 deste mês, no Recanto Coração de Jesus, em Maceió, é destinado a representantes de diversos segmentos sociais, como ciganos, quilombolas e militantes dos Movimentos Sem Terra e GLBT.

O primeiro dia do evento será aberto às 18 horas, com a presença de técnicos da Sesau. Em seguida serão exibidas apresentações culturais. Já no dia 27, antes do início das palestras, os participantes assistirão a uma apresentação cultural com a Banda Afro, formada por crianças da Associação do bairro Chã de Bebedouro.

Ainda haverá a Roda Brasil Quilombola, onde estará em pauta a questão da política de saúde para população negra. Encerrando os debates da manhã, haverá discussão sobre a política da diversidade. À tarde, será realizada mais uma roda de conversa, abordando políticas de promoção da equidade e desafios para sua implementação.

No último dia do evento, os participantes serão acolhidos com vivência de danças circulares. Após esse momento, eles darão início as últimas discussões do seminário, onde a primeira roda de debates terá como tema os caminhos das Escolas Promotoras de Saúde (EPS) em Alagoas.

Às 11 horas serão discutidas as práticas de saúde integrativas e populares no Sistema Único de Saúde (SUS). Em seguida será exibido o filme “Zefa da Guia” e, durante a tarde, será promovida uma roda de avaliação e encaminhamentos. Nos dias 27 e 28, os participantes poderão ter acesso ao espaço de cuidados, onde haverá reiki, massagem, auriculoterapia e reflexologia.

“Esse é um seminário que tem como objetivo implementar a articulação entre sujeitos, movimentos sociais e gestores públicos, criando condições através justiça social, de fortalecer as políticas de saúde, reduzindo as iniqüidades nos diferentes contextos e contribuir com a implementação de políticas públicas da diversidade”, destacou a gerente de Promoção dos Movimentos Sociais, Diversidade Sexual e Educação Popular em Saúde, Margareth Magalhães.

sábado, 24 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Morhan marca presença no III Seminário da ANEPS


Morhan marca presença no III Seminário da ANEPS

O III Seminário da Articulação Nacional de Educação Popular em Saúde (ANEPS) foi realizado nos dias 05,06 e 07 de Novembro de 2012 em Brasília Distrito Federal. Participaram do evento diversos atores de movimentos sociais, academia, gestão e serviços, totalizando 151 presentes de todas as regiões do país sendo 10 do Norte, 66 do Nordeste, 31 do Centro-oeste, 27 do Sudeste e 17 do Sul. O Morhan, através da sua integração em diversos setores, contou com a participação do Coordenador Nacional Artur Custódio,dos diretores Eni Carajá, e Lucimar Batista e dos Voluntários Toninho Ferreira e Fabiane Borges.
Durante o evento foram visualizadas e repensadas espaços, parceiros e estratégias de fortalecimento da educação popular com especial destaque para os eixos de Mobilização, Formação, Organização, Cultura, Cuidados/Práticas. COm isso, diversos encaminhamentos foram lançados tanto nos níveis nacional, regional, estadual e local. Entre eles, em uma importante reunião com os representantes dos movimentos sociais, o Morhan se comprometeu a elaborar e produzir o seu jornal uma edição dedicada a Política Nacional de Educação Popular em Saúde visibilizando seus contatos com a ANEPS nos estados e municípios.


Fonte: Morhan

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Chamada pública de artigos para livro sobre a saúde mental em Fortaleza


Chamada pública de artigos para livro sobre a saúde mental em Fortaleza

 A experiência de Fortaleza na área da saúde mental nos últimos oito anos será registrada no livro "Saúde Mental nas grandes cidades: A experiência de Fortaleza". A chamada pública para entrega de artigos que serão selecionados para compor o material prossegue até o dia 12 de dezembro. Os interessados devem encaminhar os textos para o e-mail livrosaudementalfortal@ hotmail.com Clique aqui para ter acesso a todas as informações sobre a chamada.

Os artigos podem ser escritos por profissionais, familiares, gestores e usuários dos serviços de saúde mental, além de integrantes da comunidade acadêmica ou quem mais desejar contribuir com a publicação. A iniciativa é da Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Coordenação de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas, em parceria com o Movimento Integrado de Saúde Mental Comunitária.

A ideia de um livro sobre a saúde mental em Fortaleza busca incentivar a produção científica sobre o assunto, dando ênfase aos relatos da experiência de organização da saúde mental em rede e das trajetórias de atenção e cuidado no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e aos estudos empíricos desenvolvidos sobre a rede de saúde mental. Com o título “Saúde mental na grandes cidades – a experiência de Fortaleza”, a publicação deve contemplar na parte de relatos itens como a implementação da política de humanização na rede de saúde mental, a saúde mental na atenção básica, o cuidado integral nos diversos serviços de atenção em saúde mental, a atenção psicossocial no cuidado às pessoas em uso de drogas, as experiências de reinserção social e desinstitucionalização da loucura, as experiências de protagonismo e reinserção social de usuários, o cuidado da infância e adolescência na rede de saúde mental e a saúde mental e a intersetorialidade.

Na parte de estudos empíricos, o livro deve trazer, entre outras abordagens, o registro acerca de práticas de educação popular em saúde relacionadas com a saúde mental, do acesso aos serviços de saúde mental pelas populações que vivem em situação de vulnerabilidade e exclusão, da satisfação do usuário em relação ao acesso e à qualidade dos serviços de saúde oferecidos pela rede de saúde mental e da relação entre rede de saúde mental e mídia.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Observatório de iniciativas: Educação Popular em Saúde, nossa mestra de todos os dias!

Educação Popular em Saúde, nossa mestra de todos os dias!

Quando há mais ou menos um ano, num dia especial, o Eu Livre bateu na porta de nossa mente e coração. Era verde a cor desse lampejo inicial! Era verde e vinha com a Educação Popular. Não poderia ter sido diferente, já que a ideia, desde que o Eu Livre ainda se configurava como embrião, era poder compartilhar com a comunidade as sementes dos nossos conhecimentos para, juntos, vermos florir o desenvolver de cada um, assim como um arbusto vai tomando conta do quintal.


A Educação Popular, assim como em várias comunidades e aldeias de índígenas do nosso país, ao designar o "poder da fala" a alguém, tem como princípio que o "chefe/educador" seja digno de pronunciar palavras das quais todos pensem, conheçam e compreendam. Então, aqui e lá, a fala do "chefe/educador" só é da sua vontade porque, antes, é a vontade de todos. Ele não é o "senhor da palavra", ele é o sinal, a chave, o facilitador. Aqui, o aprender não pode ser um acúmulo de conhecimentos mecanizados, prontos. O aprender deve ser uma atividade inerente a tudo o que é vivo e orgânico (como o corpo), e seu resultado é a totalização do ser de cada pessoa, em cada cultura. O educador, por sua vez, tem sua missão: aprender a saber através de criar saberes para aprender. E isso, junto com a roda que está aprendendo. É um círculo, uma teia, uma ciranda dialógica, recíproca. Nada mais compatível com o nosso tema de trabalho: Saúde.

Se trabalhamos baseados no holismo, onde cada um é obra de tudo e responsável por seus processos integrados de saúde, é a Educação Popular que nos dá as ferramentas e toca a música da nossa ciranda, ao permitir que o saber trocado circule livremente, seja flexível, esteja disponível para o diálogo, seja moldado, investigado. O "ensinar-com-o-outro" nos dá a oportunidade de cada pessoa envolvida ser o sujeito, o agente, o ator e o autor, pleno de sua própria integração de conhecimento. É através do ato de "Aprender-e-Ensinar" (sim, deveriam ser escritas juntas!), que despertamos uns nos outros os saberes mais profundos e a consciência de INTEGRAÇÃO de cada um consigo mesmo e de cada um com o todo. Despertamos a autonomia, o empoderamento.

Esse trecho de Carneiro Leão espelha bem a nossa ideia: "...Pois aprender não é acumular, como crescer não é aumentar de tamanho. Só aprende quem sabe, no que compreende, o sabor do que já possui, a riqueza misteriosa de sua identidade. Acontece realmente um aprender quando a compreensão do que se tem for e vier a ser sempre um dar-se a si mesmo a sua própria identidade."

Trabalhar com a Educação Popular na Saúde tem sido um mar de aprendizados, um constante "ir-ao-encontro-de". Nesse mar, levamos alguma coisa nossa para receber alguma coisa dada por outro. Quando trazemos os conhecimentos das Medicinas Naturais, nas vivências, palestras e oficinas, estamos dispostos a criar condições que abram as portas em cada um para o "auto-perceber". Entramos na roda com o intuito de todo mundo se mostrar, se enxergar, se investigar e ver dentro de si seu Terapeuta Interior, ver em sua cozinha e na feira a farmácia necessária e em seu corpo o caldeirão fervendo, pronto para receber os ingredientes da cura. Junto com esse "investigar-e-descobrir", podemos compartilhar esse saber integrado, que é a alquimia dos conhecimentos oferecidos por nós, educadores, e os conhecimentos individuais de cada educando. Essa é a porção mágica.

Educação Popular em Saúde é escancarar-se ao construir saberes, decantar ideias e aprender sempre. Ser sempre aluno. É se observar, trocar, tecer e ser a teia. É um "des-aprender", um "re-aprender". É o estudo das ciências da vida. Não há o absoluto, nem a Medicina ou Terapia mais correta... há o investigar, há o experimento. Há você, mestre de si mesmo. Somos quem ensinamos a pescar, somos o peixe e o pescador.

O Eu Livre - Educação Popular em Saúde é caminhante e discípulo do "Aprender-e-Ensinar". É um grupo de Terapeutas/Educadores e Educandos nessa roda da vida, que está sempre aberta, pronta para receber o ingrediente principal: o Interagente.

"Aprender é estar dentro de um tempo interativo de diálogo com o outro. Aprender é abrir-se a um outro para criar com ele a experiência objetivamente solidária (sempre interativa), subjetivamente pessoal (sempre um gesto único, interior) de descobrir junto e integrar sozinho o milagre do saber. E educar é saber construir o momento do diálogo dentro do qual educador e educando criam, um-com-o-outro, um-através-do-outro, um saber de construção comum e, ao mesmo tempo, uma descoberta profundamente solitária, imensamente pessoal. Eis o fio do seu mistério. "

Revista de Educação Popular - Jan/Dez 2008

Gratidão aos mestres do caminho e a todos os interagentes!

Por Mariana Almeida

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