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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Transgênico para quê?

Todos os dias, durante a Cúpula dos povos, você pode experimentar algo diferente: a troca de sementes crioulas. A feira de intercâmbio é iniciativa da Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil (Rega), com o apoio do MST, da Via Campesina e de grupos de extensão (universitários ou não). O objetivo do encontro é promover e dar visibilidade às trocas de sementes nativas, consideradas um patrimônio dos povos.

Para Tainá Soares, da Casa de Sementes de Aldeia Velha, em Silva Jardim (RJ), o momento é importante para fortalecer a discussão sobre o tema. “É um fruto que vamos colher ao final da Cúpula. precisamos discutir o uso das sementes tradicionais, do trabalho desses camponeses e ir contra o movimentos capitalistas e a ‘Revolução Verde’”, explica. “Aqui tem sementes que eu procuro há anos, mas que só encontrei agora”.

Outro ponto importante proporcionado pela troca de sementes é “o aumento da variabilidade genética dos alimentos, que diminui a exposição às pragas e às intempéries” explica Tadzia Maya, coordenadora da Casa de Sementes Livres. Maya explica que a maioria das pessoas que estão ali trocam sementes ou aceitam colaboração espontânea.



A Feira de Sementes Crioulas acontece até sexta-feira (22) na tenda Frida Kahlo, nos Territórios do Futuro 2.

Vale a pena passar por lá para conferir esse trabalho bacana! Quem sabe você não se anima e começa uma mini-horta em casa?

Fonte: Site da Cúpula dos Povos

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Arquivo de notícias: Fiocruz da Rio+20


Fiocruz da Rio+20

O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, esteve no sábado, 16 de junho, na Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, para prestigiar o Espaço Saúde, Ambiente e Sustentabilidade, montado pela Fiocruz, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes) para a realização de debates e a divulgação de publicações sobre ambiente e saúde.

Paulo Gadelha
Em entrevista ao site Saúde Rio + 20, Gadelha explicou que a interface simbiótica entre saúde e ambiente é um campo muito vasto e que a Fiocruz trabalha intensamente algumas áreas consideradas mais relevantes, sempre com o cuidado de pensar maneiras de produzir efeitos significativos. Um eixo importante, segundo ele, é a relação entre o modelo de desenvolvimento e os impactos ao ambiente e à saúde, que envolve desde a discussão mais ampla sobre o modelo até algumas iniciativas de grande de grande porte, como as hidrelétricas em Rondônia e o Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).

O presidente da Fiocruz também destacou a relevância de estudos sobre as consequências da redução da biodiversidade sobre os mecanismos de produção de emergência de doenças e novos agravos em saúde, tema ainda muito pouco explorado:

“Essa questão é essencial, porque com a escassez de biodiversidade, determinadas zoonoses que tinham um circuito restrito a determinados ambientes passam a ter o homem como hospedeiro e, de zoonoses, tornam-se doenças humanas”, explicou.

Outra questão central, segundo Gadelha, é o uso de agrotóxicos. Ele contou que a Fiocruz está diretamente envolvida com a Campanha Nacional contra os Agrotóxicos e pela Vida e ressaltou que a produção de conhecimento em várias áreas da Fundação permite mostrar a gravidade do quadro nacional.

“Há uma variedade grande de iniciativas muito concretas da Fiocruz como parte da tomada de consciência e militância no combate aos agrotóxicos no Brasil. Participamos da produção de um filme (O veneno está na mesa, de Sílvio Tendler), temos produzido diversas publicações e criamos um mestrado na Escola Nacional de Saúde Pública voltado para a questão ambiental, que enfoca a questão dos agrotóxicos”, enumerou.

Gadelha acrescentou que a Fiocruz está fazendo uma interação forte com o BNDES, buscando agregar questões de saúde e ambiente à visão de portfólio, à postura e ao processo de financiamentos dos investimentos do banco.

“É um vasto mundo, mas estamos trabalhando de maneira bastante estruturada para operar algumas linhas centrais”, concluiu.

Na ocasião, Gadelha confraternizou com o representante da Organização Panamericana de Saúde (Opas/OMS) no Brasil, Carlos Corvalan, e com o vice-presidente de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Valcler Rangel Fernandes (foto).

Eles participaram de debate sobre as publicações da Fiocruz e de parceiros em saúde e ambiente. (Marina Lemle / VPAAPS / Fiocruz)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Saúde na Cúpula dos Povos

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e o Centro Brasileiro de Estudos em Saúde (Cebes), articulados, convidam para a programação do seu espaço na Cúpula dos Povos, de 15 a 21 de junho, na cidade do Rio de Janeiro.

ESPAÇO SAÚDE, AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

Articulação Abrasco, Cebes e Fiocruz (VPAAPS, EPSJV, ENSP, CRIS)

Cúpula dos Povos na Rio+20 – Aterro do Flamengo (próximo à pista de skate - acesso pela Rua Silveira Martins, Catete)


PROGRAMAÇÃO

Dia 15

Manhã


Tenda 1:

Segurança Alimentar e Nutricional e Sustentabilidade

09h - 10: 50 h

Desafios persistentes do saneamento básico: Como vencê-los?

11:00 - 12:45 h

Proponente: CEBES

Tenda 2:

Segurança Química: da Rio 92 à Rio + 20

09h -12:45h

Proponentes: CEBES e Fundacentro

Atividade Cultural: Coral da Fiocruz

12:45h


Tarde

Tenda 1:


Amianto/Asbestos - O Futuro Que Queremos É Sem Amianto.

13:00 h - 18:00 h

Proponentes: ABRASCO e Coalizões Internacionais pelo Banimento do Amianto

Tenda 2:

As Experiências dos Movimentos Sociais na Promoção da Equidade em Saúde

14h-18h

Proponentes: Movimentos Sociais pela Promoção da Equidade em Saúde

Dia 16


Manhã

Tenda 1:


A Falsa Solução dos Transgênicos e os Movimentos de Resistência

9h- 13h

Proponentes: ANA, Via Campesina, Contag, Conaq, Fetraf, AS-PTA e Campanha Brasil Ecológico Livre de Transgênicos e Agrotóxicos

Tenda 2:

Saúde, Justiça Social e Ambiental Entre os Povos: Práticas e Experiências Populares na Saúde

09h-12:30h

Proponente: ANEPS - Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular em Saúde


Tarde

Tenda 1:


Impactos dos Agrotóxicos na Saúde e no Ambiente

14h-17h

Lançamento do Dossiê da ABRASCO sobre Agrotóxicos

17h-18h

Proponentes: ABRASCO, ANA, Via Campesina, Contag, Conaq, Fetraf, AS-PTA e Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida

Tenda 2:

Que Sustentabilidade Queremos? Lançamento de Publicações sobre Saúde e Ambiente e debate com autores e editores

-Revista Ciência e Saúde Coletiva, da Abrasco;

-Revista Saúde em Debate, do Cebes;

-Cartografia dos Afrorreligiosos de Belém do Pará

-Um Equilíbrio Delicado - Crise Ambiental e a Saúde no Planeta

14h - 18h

Proponentes: ABRASCO e CEBES


Dia 18

Manhã

Tenda 1:


Os Grandes Empreendimentos e Seus Impactos Socioambientais e à Saúde: Os Casos TKCSA, Comperj e Porto do Açu

9h – 12h

Cerimônia: Entrega da Medalha Pedro Ernesto – caso TKCSA

12h – 13h

Proponentes: Cooperação Social da Fiocruz, Cooperação Social da ENSP, EPSJV, APACSA, AHOMAR, ASPRIM

Tenda 2:

Saúde, Padrões de Produção e Consumo e Desenvolvimento Sustentável: Há Terra para todos?

9h-12:30h

Proponentes: CEBES e TRAMAS


Dia 19

Manhã

Tenda 1:

Desenvolvimento Sustentável, Ambiente e Saúde: Debate sobre o documento da Fiocruz para a Rio+20

9h-12:30h

Proponente: Gt Fiocruz para a Rio+20

Tenda 2:

Saneamento em Terras Indígenas, Saúde e Nutrição

9h – 12:30h

Proponente: Conselho Nacional de Saúde /Comissão Intersetorial de Saúde Indígena - CISI


Dia 21

Manhã


Tenda 1:

A Luta da Favela pela Saúde Ambiental: Pela Participação Popular nos Comitês de Sub-bacia da Baía de Guanabara

9h-12h

Lançamento do Livro do ecologista Elmo Amador (1943-2010) ‘Baía de Guanabara: Ocupação histórica e avaliação ambiental’ – Homenagem e tributo à luta pela Baía de Guanabara

12h-13h

Proponentes: Grupo de Articulação do Comitê da Sub-bacia do Canal do Cunha, Cooperação Social da Fiocruz, EPSJV/Fiocruz, Cooperação Social da ENSP

Tenda 2:

Mapas, Resistências e Movimentos por Justiça Ambiental, Economia Solidária e Agroecologia

09h – 12:30h

Proponentes: Fiocruz, RBJA, ABRASCO, ANA, FBES, EJOLT, Nova Cartografia Social, A SUD

Atividades que acontecerão ao longo da Cúpula dos Povos:

- Práticas Alternativas de Cuidado e Promoção da Saúde – Tenda de Cuidado

- Oficina de Bordados: A Bordar o Ser na Perspectiva da Promoção da Saúde


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Cúpula dos Povos: Consumo consciente e Rio+20

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) uniu-se a importantes organizações relacionadas aos direitos do consumidor de vários países para elaborar a Plataforma dos Consumidores pelo Consumo Sustentável para a Rio+20.

Mas você deve estar se perguntando: “o que isso significa?”. A plataforma é uma maneira que o Idec encontrou de conscientizar a sociedade civil relação à influência do consumo sobre o meio ambiente. A ideia é entregar um documento à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e à Presidente Dilma Rousseff, com dez propostas concretas para mudar os padrões de produção e consumo no mundo.

Algumas dos principais pontos defendidos são a exigência da transparência das empresas sobre os impactos socioambientais causados por seu sistema de produção; a implementação de políticas públicas adequadas aos destinos de resíduos; e a inserção de uma política que valorize a educação formal e informal para o consumo sustentável.

Como o consumo e a crise socioambiental que vivemos hoje estão ligados de diversas formas, o Idec estará presente na Cúpula dos Povos e na Rio+20 como um todo. A partir do dia 16, sábado, até o dia 22, a organização terá um estande onde apresentará aos passantes e participantes do evento suas áreas de atuação e projetos.

No dia 17 (domingo), a partir das 15h, o Idec também realizará um debate sobre alternativas sustentáveis para o tratamento de resíduos sólidos, em parceria com o Movimento Nacional de Catadores de Resíduos Recicláveis

E, no dia 19, terça-feira, a organização promoverá um debate na parte da manhã sobre a obsolescência programada, em parceria com a Abong.

Para conferir a programação do Idec e de outras organizações na Cúpula, clique aqui

Fonte: Site da Cúpula dos Povos.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Rio +20: Fiocruz oferece espaços virtuais que reforçam debate sobre saúde e desenvolvimento

A Fiocruz oferece à população diversos ambientes virtuais colaborativos envolvidos na preparação para a Rio + 20. Há desde blogs, dedicados a recortes temáticos, até um site que congrega as principais informações sobre o papel da Fundação nos debates sobre meio ambiente e saúde. Em todos eles, uma característica em comum: a busca por incentivar o engajamento irrestrito nas discussões da conferência.

Sítio oficial da Fiocruz na Rio +20, o sauderio20.fiocruz.br engloba notícias sobre a conferência, além de documentos oficiais, entrevistas e reflexões sobre a relação entre Saúde, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. A página on-line abriga o documento Saúde e desenvolvimento sustentável: saúde na Rio + 20, criado de forma colaborativa para lançar luz ao necessário diálogo entre saúde e desenvolvimento.

Os debates virtuais sobre a conferência também estão em pauta na Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), que lançou o Saúde em pauta. O sítio é dedicado ao debate qualificado sobre as relações que influenciam a sociedade no que se refere ao setor saúde. No âmbito da conferência, a página elabora uma série de questões, como: Qual forma de desenvolvimento e de modo de produzir e consumir é desejável para a qualidade de vida e saúde da sua população mundial? O objetivo é abrir à sociedade espaço para discussões sobre produção, consumo, saúde e qualidade de vida.

Outro ambiente virtual desenvolvido pela Ensp é o blog Toninha, cadê você?, que reforça a campanha de preservação do cetáceo, colaborando na divulgação de informações e de atividades de conscientização ambiental.

Já a Escola Politécnica de Saúde da Fundação dedicou em seu site um espaço especial para agenda, documentos e reportagens relacionados à Rio + 20. Há, por exemplo, uma aula inaugural ministrada pela pesquisadora Camila Moreno, que traçou uma linha do tempo do cinismo ambiental, destacando momentos importantes e fundamentais para compreender a proposta oficial da “economia verde” como solução para a crise mundial.

Há ainda o diário virtual CEnaRios, blog que apresenta relatos de alguns jovens brasileiros envolvidos nas atividades do SCEnaRioS - Science Centers Engagement and the Rio Summit -, programa internacional que consiste na realização de projetos sobre desafios globais e impactos locais. O SCEnaRioS envolve grupos de jovens representantes de centros de ciência de 12 países. No Brasil, o único representante é o Museu da Vida, que realiza seu trabalho em conjunto com a Escola Secundária Paulo Samuel, em Moçambique.

Fonte: Fiocruz

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Arquivo de notícias: Raizeiros do Cerrado elaboram propostas para a Cúpula dos Povos

Raizeiros do Cerrado elaboram propostas para a Cúpula dos Povos

por Articulação Pacari

A Articulação Pacari realizou a oficina “Diálogos sobre biodiversidade com raizeiras e raizeiros do Cerrado”, contando com a participação de 47 representantes de comunidades locais, quilombolas e indígenas, dos estados de MG, GO, TO e MA. As propostas elaboradas na oficina serão apresentadas na Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), que acontecerá em junho, no Rio de Janeiro.

Raizeiro conta seus conhecimentos tradicionais sobre a planta durante pesquisa de campo da Farmacopéia Popular do Cerrado, em Goiás (foto: Pacari.org.br)

Raizeiras e raizeiros do cerrado – povos tradicionais desse bioma – praticam a medicina tradicional por meio do uso sustentável dos recursos naturais e apontam com principais dificuldades para o exercício dessa prática: a falta do reconhecimento social da medicina tradicional; a degradação ambiental do bioma cerrado; a dificuldade atual de transmissão de conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade para os jovens e a apropriação indevida desses conhecimentos por vários segmentos da sociedade.

Diante dessas dificuldades, raizeiras e raizeiros do cerrado esperam transformações, e priorizaram as seguintes metas a serem alcançadas:

    A população brasileira deve ter acesso a informações sobre o uso popular e tradicional de plantas medicinais e a sua relação direta com a conservação ambiental;

    A adoção do ‘Ano nacional do conhecimento tradicional associado ao uso da biodiversidade’;

    O reconhecimento do uso popular e tradicional de plantas medicinais como um direito consuetudinário das comunidades locais e povos indígenas, através de uma regulamentação específica, e em conformidade com tratados internacionais como a Convenção da Diversidade Biológica (CDB) e a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural e Imaterial;

    A aprovação e implementação de uma legislação nacional sobre acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios, em conformidade com o Protocolo de Nagoya, com a participação efetiva de comunidades locais e povos indígenas;

    A criação da Universidade Popular do Cerrado, onde raizeiras e raizeiros possam transmitir seus conhecimentos tradicionais, como uma estratégia de salvaguardar seu ofício, e que também possam aprender conhecimentos científicos sobre a biodiversidade do cerrado;

    A redução à zero das taxas de perda dos habitats naturais próximos a comunidades locais e terras indígenas e a redução a zero do desmatamento e ocupação dos ecossistemas de veredas por sistemas agrícolas;

    O reconhecimento pelo governo brasileiro das áreas prioritárias identificadas por raizeiras e raizeiros e a criação de reservas extrativistas nestas áreas, para a coleta sustentável de plantas medicinais do cerrado;

    A implementação de planos de restauração de ecossistemas visando preservar espécies identificadas como ameaçadas de extinção por comunidades locais e povos indígenas do cerrado;

    A recuperação de nascentes em comunidades locais e terras indígenas e o fomento à construção de cisternas de placa, terreirão e/ou barraginhas para captação de água de chuva;

A inclusão de plantas medicinais do cerrado no Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade.

Em relação à Farmacopéia Popular do cerrado:

A continuidade da elaboração da Farmacopéia Popular do Cerrado, como estratégia para o uso sustentável e proteção dos conhecimentos tradicionais de comunidades locais e povos indígenas do cerrado;

O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), como um Código de conduta de raizeiras e raizeiros para o manejo sustentável de plantas medicinais do cerrado e a preservação ambiental.

O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo governo brasileiro, como um sistema sui generis de registro de conhecimentos tradicionais que respeita, promove e preserva os conhecimentos, inovações e práticas das comunidades locais e povos indígenas do cerrado;

O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo governo brasileiro, como um instrumento de identificação de áreas prioritárias para o manejo sustentável de recursos naturais e conservação ambiental;

O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo governo brasileiro, como um instrumento de identificação de origem de espécies e de conhecimentos tradicionais associados, para fins de consentimento prévio informado, nos processos de acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios;

O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo governo brasileiro, junto à Convenção da Diversidade Biológica (CDB), como um Protocolo Comunitário para a proteção, promoção e manutenção dos conhecimentos tradicionais associados ao uso dos recursos genéticos do cerrado;

A apresentação da Farmacopéia Popular do Cerrado na 11ª Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (COP 11), a ser realizada na Índia, em outubro de 2012, como uma iniciativa de implementação da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) no Brasil.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Observatório de Iniciativas: Rio+20 e a Cultura


MinC lança blog sobre a Cultura na Rio+20

Interessados poderão obter informações sobre o evento

Brasília – Está no ar a partir de hoje (18) o blog Cultura na Rio+20, lançado pelo Ministério da Cultura (MinC), espaço voltado aos diálogos virtuais da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que será realizada entre os dias 13 e 22 de junho, no Rio de Janeiro.

O MinC terá presença marcante neste evento, com uma programação que acontecerá no Galpão da Cidadania, na região das docas, onde serão realizados 4 seminários:

- Desconferência Cultura e Sustentabilidade Rio+20, a ser promovida pela Secretária de Políticas Culturais;

- Debate Quilombos, Terreiros e Juventudes: justiça ambiental e práticas culturais africanas e afrodescendentes, a ser promovida pela Fundação Cultural Palmares;

- Diálogos entre Brasil e União Europeia sobre Economia Criativa, a serem promovidos pela Secretaria de Economia Criativa;

- Seminário sobre Patrimônio, a ser promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

O Blog Cultura Rio+20 é um espaço para a reflexão e debate sobre a importância da cultura como eixo estratégico do desenvolvimento sustentável. Seu objetivo é difundir e debater com os participantes da Rio+20 os projetos e ações desenvolvidas pelo Sistema MinC e acolher propostas que venham a colaborar com as políticas culturais.

No blog, você poderá acessar todas as informações relacionadas à intervenção da Cultura nesta Conferência, como programação, textos-base para os seminários, entre outros. Além disso, o blog traz uma plataforma de interação com o cidadão. Com a sua participação, será possível agregar novas ideias e tornar o debate mais dinâmico.


Veja o Blog
(Texto: Ascom/MinC)


Fonte: Ministério da Cultura


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Arquivo de notícias: Cultura faz bem à saúde

Publicado em 20 de janeiro de 2012

O Fórum Social Temático 2012 (FST), realizado entre os dias 24 e 29 de janeiro em Porto Alegre, será palco de grandes debates que envolvem a relação cultura e saúde. Este ano, o FST é um preparatório para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio + 20, que será realizada em junho de 2012, no Rio de Janeiro.

Participantes do evento, Fiocruz e Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, por meio da Rede Saúde e Cultura, pretendem reforçar o diálogo com os movimentos sociais e sociedade civil a fim de fortalecer o conceito ampliado da saúde, sob aspectos culturais e sociais. Durante o FST, será elaborada ainda uma agenda estratégica para a Rio + 20. A proposta da Rede é fortalecer e mostrar a importância da pauta da saúde dentro das discussões da Conferência, uma vez que saúde envolve também preocupações com o meio ambiente e com a sustentabilidade.

Experiências realizadas por várias instituições, movimentos sociais e que contam com a participação social serão compartilhadas no Espaço Saúde e Cultura Frida Kahlo. A programação, que abordará a relação entre saúde, cultura, ambiente e justiça social, tem como objetivo fortalecer a importância de se refletir e avaliar como se dá a relação entre saúde e cultura em vários eixos, entre eles, o das práticas populares, educação, terapias e promoção da saúde.

Ao longo do evento, serão realizadas oficinas e apresentações de VJ’s de Manguinhos, vídeo-debate, oficina Teatro do Oprimido, lançamentos de livros e rodas de conversa, que abordarão os seguintes temas: educação popular e práticas populares de cuidado; parteiras tradicionais; visibilidade travesti; Rio + 20 – Saúde e Ambiente; racismo, homofobia e lesbofobia institucional na gestão pública; a rua como espaço de saúde, entre outros.

“Quando se fala de saúde e cultura, estamos defendendo o direito à diversidade, como exemplo, a diversidade nas formas de cuidados em saúde. É reconhecer que o cuidado com a saúde vai além dos hospitais, dos médicos e dos remédios”, explica a coordenadora da Rede Saúde e Cultura e pesquisadora da FIOCRUZ Brasília, Luciana Sepúlveda. Para a pesquisadora, as pessoas normalmente associam a saúde principalmente à doença, ou seja, à falta de saúde. “Saúde é a pessoa ter condições biológicas, físicas, psíquicas e sociais de exercer todos os seus direitos como cidadão, e não só a ausência de doença”.

Para Luciana, o Espaço também mostrará para a população que ela pode se engajar e participar de iniciativas que visam à promoção da saúde. “Vamos levar ao conhecimento de todos de que existe a Rede Saúde e Cultura, mostrar o que ela faz e incentivar a participação de outras pessoas, uma vez que ela se fortalece com a participação de todos”, explica.

Fórum Social Temático 2012
Evento organizado por um grupo de ativistas e movimentos sociais ligados ao processo do Fórum Social Mundial. Sob tema “Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental”. Tem como proposta ser um espaço de debates preparatório para a Cúpula dos Povos, reunião alternativa à Rio + 20. O evento será realizado em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, entre 24 e 29 de janeiro.

Acesse a programação da Secretaria no Fórum.

Arquivo de notícias: Fiocruz no Fórum Social Temático 2012


A Fiocruz, por meio da Rede Saúde e Cultura, é uma das instituições participantes do Fórum Social Temático (FST) 2012, preparatório para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio + 20, que será realizada em junho deste ano. O FST faz parte do Fórum Social Mundial, promovido por vários movimentos sociais brasileiros entre os dias 24 e 29 de janeiro, no Rio Grande do Sul.


A Rede Saúde e Cultura, parceria entre a Fiocruz e a Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, elaborou, em conjunto com outras instituições e movimentos sociais, uma série de atividades que abordam o conceito ampliado da saúde, sob aspectos culturais e sociais. Pretende-se ainda elaborar uma agenda estratégia para a Rio + 20 a fim de mostrar a importância de se inserir a pauta da saúde nas discussões da Conferência. “A Fiocruz já está trabalhando junto ao Ministério da Saúde para que a saúde entre de forma mais veemente nesta discussão, para alcançar maior visibilidade e importância”, afirma a coordenadora da Rede Saúde e Cultura e da Coordenação de Programas e Projetos da FIOCRUZ Brasília, Luciana Sepúlveda. 


Experiências realizadas por várias instituições e movimentos sociais serão compartilhadas ao longo do evento. A programação, que abordará a relação entre saúde, cultura, ambiente e justiça social, tem como objetivo mostrar a importância de fortalecer e avaliar como se dá a relação entre saúde e cultura em vários eixos, entre eles, o das práticas populares, educação, terapias e promoção da saúde. Entre os participantes estão: Ministério da Saúde, Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, Fiocruz, Ministério da Cultura, Anvisa, Articulação Nacional de Educação e Práticas Populares (ANEPS), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Rede Nacional de Religiões Afro em Saúde (Renafro), Centro de Movimentos Populares (CMP).


Ao longo do evento, serão realizadas oficinas e apresentações dos VJ’s de Manguinhos, vídeo-debate, oficinas, lançamentos de livros e rodas de conversa, que abordarão os seguintes temas: “A Educação Popular, as Práticas Populares em Saúde e as Políticas Públicas: A Política Nacional de Educação Popular e os Movimentos Sociais”; “Plantas Medicinais e Fitoterápicos: Implementação da Política Nacional e Estadual”; “Racismo, Homofobia e Lesbofobia Institucional na Gestão Pública”; “Grandes Empreendimentos e a Luta pela Saúde Ambiental”; “Visibilidade Travesti”; “Conexões entre Saúde, Ambiente e Sustentabilidade: Perpectivas para a Rio + 20”; “Política Pública, Participação Social e Governança em Favelas”; “Nau da Arte, Saúde e Diversidade”, entre outros. (confira a programação) 


“Quando se fala de saúde e cultura, estamos defendendo o direito à diversidade, como exemplo, a diversidade nas formas de cuidados em saúde. É reconhecer que o cuidado com a saúde vai além dos hospitais, dos médicos e dos remédios”, explica Sepúlveda. Para a pesquisadora, as pessoas normalmente associam a saúde principalmente à doença, ou seja, à falta de saúde. “Saúde é a pessoa ter condições biológicas, físicas, psíquicas e sociais de exercer todos os seus direitos como cidadão, e não só a ausência de doença”.


Para o coordenador do Grupo de Trabalho (GT) Saúde do FST e professor da Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul, Jorge Senna, a participação da Fiocruz, é importante uma vez que possibilita o diálogo das entidades com o saber popular, que vai além da pesquisa acadêmica. “Estamos construindo parcerias com outras entidades, além do movimento social, que conseguem dialogar com outros movimentos. É a unificação desses saberes para um mundo melhor”. 


Sobre a participação da Fiocruz no FST, Luciana considera uma oportunidade de integrar várias iniciativas realizadas pela instituição para discutir questões que não estão restritas à área da produção científica, mas que envolvem também as políticas sociais. “Para Fiocruz é um momento de encontrar, interagir e escutar o movimento social”, conclui.


Segundo Sepúlveda, a Rede Saúde e Cultura também mostrará para a população que ela pode se engajar e participar de iniciativas que visam à promoção da saúde. “Vamos levar ao conhecimento de todos de que existe a Rede Saúde e Cultura, mostrar o que ela faz e incentivar a participação de outras pessoas, uma vez que ela se fortalece com a participação de todos”, explica. 


Oficina de Formação dos bolsistas FioMinC e Encontro da Regional Sul da Rede Saúde e Cultura
Além da programação prevista para o FST, a Rede Saúde e Cultura promoverá duas outras atividades em Porto Alegre: a Oficina de Formação dos bolsistas FioMinC e o Encontro da Regional Sul da Rede Saúde e Cultura, realizados nos dias 23 e 27 e 28, respectivamente.


O Encontro Regional tem por objetivo divulgar a Rede, mapear atores com ações na interface entre saúde e cultura, além de promover troca de experiência e reflexões sobre a importância da cultura para a saúde. O Encontro visa ainda a colaborar com a construção coletiva de uma pauta local para a Rede em 2012 e propor a criação de comitês locais. “O grande objetivo do encontro é mobilizar atores dos estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina para que eles se reconheçam na Rede e passem a participar de forma ativa na construção de pautas de prioridades voltadas para a região sul”, explica Sepúlveda.


A pesquisadora fala ainda sobre a importância de se realizar a formação dos agentes de cultura e saúde: “iremos discutir com o grupo a percepção sobre o conceito de saúde e cultura para que compartilhemos de uma visão harmoniosa. Também serão enfatizados os eixos de atuação da rede e de que forma será a colaboração das regionais”, complementa. Entre os participantes da Oficina, estão os bolsistas contratados pela Rede que trabalham na Fiocruz e em diversas regionais do Ministério da Cultura no Brasil.


Fórum Social Temático 2012
Evento organizado por um grupo de ativistas e movimentos sociais ligados ao processo do Fórum Social Mundial. Sob tema “Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental”. Tem como proposta ser um espaço de debates preparatório para a Cúpula dos Povos, reunião alternativa à Rio + 20. O evento será realizado em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, entre 24 e 29 de janeiro. 
Fonte: Fiocruz



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