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sábado, 19 de janeiro de 2013

Sanitarista David Capistrano foi pioneiro na defesa das casas de parto


Rio de Janeiro - O nome que batiza ao menos duas casas de parto no país – no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte – é uma homenagem ao médico sanitarista e ativista em saúde pública David Capistrano Filho, que morreu em 2000, aos 52 anos, vítima de câncer. Nascido no Recife, ele teve participação ativa no processo de criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e defendeu práticas inovadoras para a época, como os médicos da família e as casas de parto.

Filho do ativista político e deputado David Capistrano, que desapareceu durante o regime militar, ele se formou em medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fugindo da perseguição da ditadura no Nordeste, também passou por São Paulo, onde, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), reuniu estudantes para atuar como agentes de saúde na periferia.

Na década de 1970, participou da criação do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes). Na época, colaborou para a elaboração do texto que deu origem ao capítulo sobre o SUS na Constituição de 1988. Também atuou na revitalização da entidade representativa dos médicos, hoje principal nome contrário às casas de parto.

Propostas de Capistrano Filho foram colocadas em prática pela Secretaria de Saúde de Santos e pelo governo de São Paulo, na década de 1990. Na área de saúde mental, por exemplo, ele defendeu a criação de núcleos de atendimento psicossocial em substituição à internação em hospitais. Esses núcleos se tornaram referência para a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Com suas ações, David Capistrano Filho despertou atenção do governo federal que o convidou para gerenciar o Programa Nacional de Incentivo à Criação de Casas de Parto e Maternidades-Modelos do Ministério da Saúde. Para reduzir cesáreas e intervenções no parto, em 1998, foi aberta a primeira casa de parto do país, em Sapopemba, na capital paulista.

Hoje, o nome David Capistrano Filho batiza as unidades do Rio (de base comunitária) e de Belo Horizonte (dentro do Hospital Sofia Feldman). Até 2010, dava nome ao Centro Parto Normal de São Vicente, no litoral paulista, fundado pela religiosa Maria Dolores Muñiz Junquera, conhecida por irmã Dolores. Para fechar a casa, o município alegou a distância até um hospital e a baixa procura.

 Edição: Juliana Andrade e Lílian Beraldo



quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Negligência que faz mal à saúde



Dentro do conjunto de doenças tropicais, pode-se localizar um subconjunto de doenças infecciosas e não infecciosas, chamadas de doenças negligenciadas ou doenças de populações negligenciadas. Elas ocupam lugar secundário nas agendas nacionais e internacionais de saúde e são alvo de desinteresse das indústrias farmacêuticas que não desenvolvem produtos para um mercado que não pode pagar por eles. 

Esse conjunto de doenças afeta pessoas pobres, marginalizadas, em desvantagem e com pouca visibilidade e voz política. Recebem baixo investimento em pesquisa, o que, por sua vez, não reverte em medicamentos, testes diagnósticos e vacinas para sua prevenção e controle. Elas não só prevalecem em condições de pobreza como contribuem para a manutenção do quadro de desigualdade, já que representam forte entrave ao desenvolvimento dos países. As medidas preventivas e o tratamento para algumas delas são conhecidos, e, em alguns casos, relativamente baratos, mas ainda assim não estão disponíveis nas áreas mais pobres. 

As doenças negligenciadas afetam pessoas que vivem nos trópicos, mas não são a eles exclusivas. Por conta da migração das populações, algumas doenças antes restritas aos trópicos passaram a ocorrer também em ambientes não tropicais. O presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Carlos Costa, cita como exemplo a doença de Chagas, enfermidade que saiu da América Latina para os Estados Unidos e países da Europa, e a anemia falciforme, doença não infecciosa antes restrita à África e hoje encontrada em países localizados para além dos trópicos e que já recebe grande investimento em pesquisa nos Estados Unidos.

Com base no aporte de recursos internacionais, a OMS lista 17 doenças negligenciadas em todo o mundo (ver box abaixo), algumas inexistentes no Brasil. Desse rol estão excluídas malária e tuberculose, para as quais, segundo a organização, vêm sendo destinados recursos. O Brasil cujo investimento em pesquisa é, em sua maior parte, público, inclui malária e tuberculose entre as sete prioridades que estabeleceu no Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Doenças Negligenciadas, do Ministério da Saúde — ao lado de dengue, doença de Chagas, leishmaniose, esquistossomose e hanseníase.  

Carlos Costa vê espaço para o Brasil assumir a liderança mundial, na produção de insumos biológicos, avanço em biotecnologia e descoberta de fármacos e vacinas, necessitando, para isso, melhorar a quantidade e a qualidade de sua produção científica e tecnológica e investir nas doenças negligenciadas como agenda prioritária.

Segundo a OMS, há 149 países e territórios no mundo, nos quais há pelo menos uma doença negligenciada endêmica (o número pode chegar a seis doenças). 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Arquivo de notícias: Hospitais devem adotar mais cuidados com as mães



A norma conhecida como Cuidado Amigo da Mãe atende às recomendações da estratégia Rede Cegonha.

Os hospitais do país deverão adotar um novo critério para permanecerem na iniciativa e manterem a certificação de Amigos da Criança. A partir de 2013, as instituições já credenciadas devem cumprir os princípios das boas práticas de atenção ao parto e nascimento, determinadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para continuarem com o título. A norma, conhecida como Cuidado Amigo da Mãe atende ainda às prioridades do Ministério da Saúde, recomendadas na estratégia da Rede Cegonha.

As boas práticas incluem a garantia de acompanhante à gestante, respeito à privacidade da mulher e à liberdade de movimentar-se e alimentar-se durante o trabalho de parto e de escolha da posição do parto. Além disso, possibilitam a redução do uso rotineiro de intervenções desnecessárias, como a realização de cesariana sem indicação precisa. A ideia é incentivar cada vez mais a humanização do parto e do momento entre mães e bebês. Essas mudanças serão publicadas no próximo ano em substituição à Portaria nº 8 de 2011, que estabelece as normas para o processo de credenciamento do Hospital Amigo da Criança integrante do Sistema Único de Saúde (SUS).

Ao ser reconhecido com o título Hospital Amigo da Criança, estes estabelecimentos se tornam referência em amamentação para seu município, região e estado. Nestas unidades, as mães são orientadas e apoiadas para o sucesso da amamentação desde o pré-natal até o puerpério, aumentando dessa forma os índices de aleitamento materno exclusivo e continuado e reduzindo a morbimortalidade materna e infantil, o que tem gerado grande interesse pelos gestores nessa habilitação.

Para o coordenador da área técnica de Saúde da Criança, Paulo Bonilha, a adoção desse novo critério à Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) contribui para a garantia da continuidade de cuidados ideais tanto para mães quanto para crianças, do pré-natal ao pós-parto. “Introduzir esses conceitos é trabalhar ainda mais para integrar a iniciativa a uma estratégia mais completa e global, relacionada a esses cuidados, como a Rede Cegonha”, afirma.

Oficina – Nesta semana está sendo realizada, em Brasília, a oficina piloto para formação dos primeiros avaliadores da IHAC. A capacitação faz parte do plano de aprimoramento para a formação das equipes com metodologia inovadora da IHAC e tem como objetivo incluir o critério Cuidado Amigo da Mãe nas avaliações de cumprimento da iniciativa às instituições certificadas.

Essas iniciativas são de proteção às ações benéficas para a saúde física e psicológica de mães e bebês e que ajudem a garantir uma amamentação bem sucedida. Atualmente, 20% dos 70 países que praticam a IHAC adotam as práticas do Cuidado Amigo da Mãe como critério para certificação.

Amigos da Criança – A Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC) foi criada em 1990 pela OMS e pelo Unicef com o objetivo de resgatar o direito da mulher de aprender e praticar a amamentação com sucesso. Nos últimos 20 anos essa iniciativa tem crescido, contando atualmente com mais de 20 mil hospitais credenciados em 156 países do mundo, incluindo o Brasil. Hoje, o país conta com 315 Hospitais Amigos da Criança presentes em todos os estados brasileiros.

Ao ser reconhecido com o título Hospital Amigo da Criança, estes estabelecimentos se tornam referência em amamentação para seu município, região e estado. Nestes hospitais, as mães são orientadas e apoiadas para o sucesso da amamentação desde o pré-natal até o puerpério, aumentando dessa forma os índices de aleitamento materno exclusivo e continuado e reduzindo a morbimortalidade materna e infantil, o que tem gerado grande interesse pelos gestores nessa habilitação.

Para se tornar uma instituição credenciada à iniciativa, o hospital deverá comprovar o cumprimento dos Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento Materno, a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes, Crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras – NBCAL e a Lei 11.265/2006, que regulamenta a comercialização de alimentos para lactentes e crianças de primeira infância e também a de produtos de puericultura correlatos e, finalmente, também deverá garantir a presença da mãe e/ou do pai junto ao recém-nascido durante todo o tempo de internação, mesmo que este esteja em uma UTI.

Cuidados Amigos da Mãe:
1. Incentivar que as mulheres tenham acompanhantes de sua escolha para oferecer apoio físico e/ou emocional durante o pré-parto, parto e pós-parto, se desejarem;

2. Permitir que as mulheres bebam e comam durante o trabalho de parto;

3. Incentivar as mulheres a levarem em consideração o uso de métodos não medicamentosos de alívio da dor, exceto analgésicos ou anestésicos necessários devido a complicações, respeitando as preferências pessoais das mulheres;

4. Incentivar as mulheres a andar e a se movimentar durante o trabalho de parto, se desejarem, e a adotar posições de sua escolha durante o parto, a menos que haja restrição em virtude de complicações, e, que isso seja explicado à mulher;

5. Assegurar cuidados que não envolvam procedimentos invasivos, tais como rupturas de membranas, episiotomias, aceleração ou indução do parto, partos instrumentais ou cesarianas, a menos que necessárias em virtude de complicações, e, que em caso de necessidade de utilizá-los, que seja explicado à mãe.


Fonte: Tatiana Alarcon / Agência Saúde 

Fonte de retirada da Rede Saúde e Cultura: Blog da Saúde 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Atuação brasileira é poderoso paradigma na cooperação sul-sul em saúde, diz representante da Opas/OMS no Brasil


Generosidade ao compartilhar experiência e papel ativo na construção de agendas são alguns dos aspectos da cooperação sul-sul do Brasil em saúde

Opas/OMS BR
“A concepção e as recentes experiências brasileiras de cooperação estruturante em saúde são um poderoso paradigma de cooperação Sul-Sul”, afirmou o representante da Opas/OMS no Brasil Joaquim Molina, durante aula ministrada no Curso de Mestrado Profissional em Saúde Global e Diplomacia da Saúde, no último dia 9, na FIOCRUZ Brasília. O cubano foi um dos convidados para falar sobre o tema “A cooperação sul-sul brasileira em saúde com a América Latina”.

Segundo Molina, o conceito da cooperação sul-sul é mais maduro, pois prioriza o intercâmbio sustentável de ideias, experiências, conhecimentos científicos, operacionais e da aprendizagem, e tem como atributos o diálogo político, investimentos, intercâmbio de tecnologia, redes, promoção da equidade e da sustentabilidade. 

Ao falar especificamente sobre a cooperação internacional brasileira, Molina destacou que ela expressa solidariedade entre países, e é um fator de desenvolvimento social e tecnológico. E que, ao abandonar o modelo tradicional de transferência de conhecimento e tecnologia, passivo e unidirecional, mobiliza em cada país as capacidades e recursos endógenos – que se origina por fatores internos -, possibilitando, assim, integrar o desenvolvimento de recursos humanos com construção de capacidades para o desenvolvimento.

Molina listou aspectos da cooperação brasileira sul-sul em saúde tais como: generosidade ao compartilhar experiências, papel ativo na construção de agendas de cooperação em temas estratégicos para a saúde regional e global, liderança e participação relevante de brasileiros em foros, assembleias e conselhos de organizações internacionais, prática em espaço geográfico e cultural definido.

O representante da Opas ainda apresentou dados da AISA - Assessoria de Assuntos Internacionais de Saúde do Ministério da Saúde que mostram ser a América Latina o foco principal do governo brasileiro na cooperação em saúde: 50% dos recursos é direcionada para a América do Sul, 30% para a América Central e 20% para o Caribe. Em 2012, os principais temas dos projetos de cooperação foram banco de leite, vigilância sanitária, HIV/AIDS e fortalecimento dos serviços de saúde.

O caso do Haiti foi citado como exemplo exitoso da cooperação sul-sul. É um projeto tripartite firmado entre os ministérios da Saúde do Brasil, de Cuba e do Haiti que tem por objetivo fortalecer o sistema de saúde haitiano tendo por base a atenção primária e a cobertura universal em saúde. O Brasil se responsabiliza pela maior parte dos recursos financeiros (US$ 61,5 milhões é o que o governo brasileiro vai investir) enquanto as Brigadas Cubanas contribuem com sua expertise técnica e recursos humanos.  Para fortalecer a rede pública, estão em construção três hospitais, dois laboratórios de saúde pública, e o Instituto Haitiano de Reabilitação. Até o final de 2013, estarão treinados mil agentes comunitários de saúde, 500 trabalhadores em saúde ambiental e 500 auxiliares de enfermagem. Está em operação ainda uma força tarefa para apoiar e fortalecer o programa de imunização.

Projetos de cooperação, a cargo da Fiocruz, foram citados como exitosos.  Um deles resultou na implantação de um complexo industrial em Moçambique, na África, que vai produzir 21 tipos de medicamentos para HIV/AIDS, e em dois anos poderá atender toda África ao sul do deserto de Saara. Outro exemplo é o da plataforma ePORTUGUESE, que promove o desenvolvimento da Biblioteca Virtual em Saúde, apoia  a disseminação da versão portuguesa dos Baús Azuis da OMS em áreas rurais e distantes, capacitação e desenvolvimento de trabalhadores de saúde e  promove e facilita a interação entre instituições, por meio de formação de redes.  

Publicado em 13 de novembro de 2012

 Fonte: Portal Fiocruz

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Arquivo de notícias: Medicina e espiritualidade: o remédio para o corpo pode estar no espírito


Profissionais da saúde acreditam que origem de muitas doenças está associada a maus sentimentos

O ato de ir ao médico é até rotineiro para muitas pessoas. O paciente diz como se sente e o médico avalia o depoimento, faz uma série de exames e se necessário medica. Pronto. Essa fórmula quase que matemática da relação entre médico e paciente praticamente não existe mais. Os profissionais da saúde já há algum tempo estão buscando uma maior proximidade de seus pacientes para poder ter uma visão global do ser. O órgão doente não é mais visto como uma “peça” que está impedindo o funcionamento normal do corpo, mas sim como um sinal de alerta que indica que outras coisas vão mal.

Com base na nova forma de ver o ser humano, a partir de 1998 a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o bem-estar espiritual na sua definição de saúde este por sua vez está aliado ao bem estar físico, mental e social, vendo assim o ser em sua totalidade.

O médico cardiologista e presidente da Associação dos Médicos Espíritas de Alagoas (AME-AL), Ricardo Santos afirma que “em toda a história da humanidade a espiritualidade sempre foi tratada pelas religiões. Antes do desenvolvimento da ciência, todos os tratamentos das doenças eram providenciados pelos religiosos. Ainda hoje temos resquícios disso como exemplo as santas casas. Esse conhecimento espiritual posteriormente passou pelo crivo dos grandes filósofos espiritualistas e reencarnacionistas como Sócrates, Platão e Pitágoras. Estes pensadores colocaram a questão espiritual como a única resposta a todas as indagações humanas”.

Com o passar dos anos a forma de trabalhar o conhecimento mudou, mas o conceito continua o mesmo uma vez que “atualmente estamos na fase científica onde diversos grupos de profissionais em todo o mundo estão debruçados sobre pesquisas sobre a imortalidade da alma e a espiritualidade. Os Estados Unidos se destacam nessa questão. Em quase 90% das faculdades da área da saúde daquele país tem a disciplina da espiritualidade”, afirma Ricardo Santos.

Medicina e religião

Hoje em dia é possível ver em cada quarteirão das grandes cidades assim como nos locais mais remotos e singelos, espaços destinados à espiritualidade, sejam eles de crenças e religiões diversas. Essa nova forma do homem se comportar é também objeto de pesquisas.

Segundo o cardiologista, “centenas de trabalhos tem demonstrado que as pessoas que tem uma religião, que tem um vínculo como a prática de uma crença, fazendo orações e que seguem as orientações de suas denominações religiosas são mais saudáveis em todos os aspectos. São menos viciadas, adoecem menos, melhoram mais rápido quando estão doentes, se hospitalizam menos, são mais serenas e tranquilas. Todo esse comportamento é comprovado cientificamente uma vez que a própria OMS introduziu o paradigma espiritual em seu conceito de saúde. Essa mudança que está no homem revela também que está havendo uma verdadeira corrida a nível mundial no sentido de se pesquisar a espiritualidade e se colocar ela como um parâmetro de saúde, de felicidade. Um indivíduo que é vinculado a uma religião, que tem fé se deprime menos e consequentemente adoece menos”, reforça Ricardo Santos.

Corpo e espírito

Para poder identificar a origem do que está causando mal ao doente o profissional da saúde precisa estar ciente de que “à luz do conhecimento espiritual o ser humano é composto de três dimensões básicas: um corpo físico, um corpo energético que comanda o corpo físico e a essência espiritual, que é o espírito. Nós somos espíritos que adotamos a forma física para termos a experiências e aprendizados na vida física. Quando o corpo físico adoece, significa que há um distúrbio a nível espiritual. Se a pessoa tem um sentimento de ódio e esse comportamento faz o corpo reagir de forma a subir a pressão, acelerar os batimentos cardíacos, dormir mal, comer mal, ao longo do tempo este sentimento irá provocar problemas físicos. Logo a doença física é uma consequência de maus sentimentos”, reforça o cardiologista.

Um paciente com pressão alta o médico indica um remédio e a pressão baixa. Se ele suspende ela sobe. O médico tem que conversar e descobrir as causas dessa pressão estar fora do normal. Nessa conversa ele então sabe que essa pessoa é impaciente, tem mágoas, problemas de relacionamentos pessoais entre outros males. Ao saber disso o profissional de saúde tem que promover uma mudança e orientar essa pessoa a uma busca espiritual, seja ela qual for. “Se o médico não abordar o paciente dessa forma ele nunca vai se curar pois à luz do conhecimento espiritual saúde é a perfeita harmonia da alma. Você precisa disso para ter saúde. Jesus foi o grande precursor cientifico e dizia vá e não tornes a pecar para não te acontecer novamente. A doença é o escoadouro das enfermidades da alma. Isso está sendo estudado e diversos trabalhos trazem inclusive o poder da oração, a imposição de mãos que Jesus fazia ao curar enfermos estão sendo pesquisados e tem sido comprovado que são benéficos e funcionam”, acredita Ricardo Santos.

Essa nova forma de ver a saúde e o paciente não muda os tratamentos. Ricardo Santos revela que “os médicos espíritas não usam nenhum artifício para realizar seus tratamentos. O que muda é a visão. O paciente é visto como um todo e não apenas um corpo físico, um órgão. O que adoece não é só uma parte física, mas de forma integral corpo físico e o espírito. É preciso abordar as multi-dimensões da pessoa para tratá-la de forma mais eficiente”.

Espiritualidade e saúde

Segundo a professora, médica e reitora da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Rozangela Wyszomirska, “a doença se instala no corpo físico, quando ocorre uma queda da imunidade, que por sua vez relaciona-se com stress emocional, que está ligado ao stress espiritual. Claro que isso não é regra geral porém a doença pode estar marcada no perispirito do individuo e em determinado momento desencadeia o processo de doença. Quando é um vírus, bactéria ou acidente, o trauma, a doença, é claro começa no corpo físico. Ou seja a doença pode iniciar nos dois sentidos. No físico e no espiritual”.

É certo que todos nós herdamos uma carga genética que nos torna predispostos a ter determinadas doenças. No caso da espiritualidade Rozangela afirma que “não existe essa forma de hereditariedade, como nós conhecemos, mas o indivíduo traz de outras vidas, marcas, cicatrizes do que aconteceu. Ao iniciar uma nova jornada a pessoa esquece o que aconteceu, mas o perispírito, que é uma espécie de camada que une o espírito ao corpo, guarda nossa memória. A doença pode então ser desencadeada, devido diversos fatores. Falar de cura do espírito, é falar em aprendizagem. Ao reencarnarmos, trazemos necessidades de melhorias. Estamos na terra, para trabalharmos essas dificuldades. São nossas ações, nossos sentimentos, nossa postura e tudo o que pensamos e fazemos, que nos levarão à cura espiritual. Por isso precisamos voltar tantas vezes à terra, para continuarmos nossa jornada”.

As pessoas tem medo da morte, ou pelo menos a grande maioria. Os profissionais da saúde tratam que essa terrível realidade constantemente nos consultórios e hospitais. Diante dessa realidade do cotidiano Rozangela diz que “não há formas de impedir a morte ou o sofrimento do processo de morrer. Mas, podemos minimizar a dor e ficarmos ao lado dos nossos pacientes. E ajudar na passagem do paciente, significa aliviar o que for possível, confortar e cuidar do outro”.

Assim como outros assuntos polêmicos, o preconceito religioso infelizmente existe. Diante disso Wyszomirska defende que não se pode impor nenhum tipo de credo. “Não precisamos doutrinar ninguém, para darmos apoio a um paciente ou familiar. A conversa amiga, respeitando os limites de cada um, respeitando a religiosidade de cada um é o melhor caminho, para falarmos aos pacientes sobre os limites de tratamento, a morte, a vida, o que podemos fazer, sobre a distanasia e a ortotanásia. E, assim o paciente ou familiares podem decidir o que quer que seja feito. As vezes são necessárias mais de uma conversa, devemos estar dispostos a responder as perguntas, as dúvidas. Nem sempre é fácil, pois as pessoas não querem falar sobre a morte, pois se remetem à sua própria condição de finitude”.

A cura para o espírito e para o corpo é simples. Rozangela conta que “para ter mais qualidade de vida é preciso adotar uma posição positiva, de fé. Não a fé cega, mas a fé na vida eterna, a presença de Deus em nossas vidas e no cumprimento de nossas tarefas, nossa missão aqui na terra. Lembrando antes de tudo, que estamos aqui para construir uma caminhada baseada no amor ao próximo”.

Academia

As faculdades da área da saúde formam milhares de profissionais anualmente. As disciplinas que eles enfrentam são diversas e muitas vezes a questão espiritual fica distante da anatomia e do laboratório. Uma maneira de promover essa nova forma de ver o ser humano é a disseminação do conhecimento espiritual para todos os profissionais de saúde e para a “população em geral para que ela possa se prevenir das enfermidades buscando se vincular a uma vida psíquica e espiritual saudável numa convicção religiosa que possa promover e prolongar a vida com saúde que é o mais importante”, concluiu Ricardo Santos.

No Brasil está acontecendo uma verdadeira revolução, principalmente nos últimos quinze anos. Foram fundadas cerca de 55 Associações de Médicos Espíritas e estes vem trabalhando ativamente junto às universidades promovendo congressos, seminários e outras atividades junto aos estudantes e professores.

O professor de medicina da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Jorge Luiz Soares, acredita que a disciplina da espiritualidade deveria sim estar na grade dos cursos da área da saúde. Jorge Luiz defende que “o corpo é guiado pelo espírito e o corpo adoece quando a alma está padecendo. Temos que tratar o indivíduo como um todo, da cabeça aos pés. E através de uma boa anamnese conhecer a alma do paciente. Quando esta conversa entre médico-paciente é realizada com carinho e uma boa troca de informações entre o profissional da saúde e o paciente, se chega a um diagnóstico precoce e a cura com certeza acontece. O importante é a fé, que considero a mais sublime de todas as virtudes”, concluiu o professor.

Saiba mais sobre a AME-AL no site amealagoas.com.br

 

Fonte: Cada Minuto

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Arquivo de notícia: Mulheres têm o dobro de chances de desenvolver depressão

Enquanto se comemora o Dia da Saúde Mental, nesta quarta feira (10), ddos da Organização Mundial de Saúde (OMS) revelam que as mulheres são mais suscetíveis a desenvolver algumas doenças mentais - sobretudo a depressão -, comparativamente aos homens, chegando a proporção de dois casos femininos para cada caso masculino. Em decorrência deste fato, o mesmo estudo revela que as mulheres consomem cerca de 70% dos remédios antidepressivos.

No âmbit da depressão, estima-se que 17% da população adulta mundial pode sofrer de depressão em algum momento da vida, sendo de 154 milhões de pessoas no mundo são acometidas pela doença em um determinado momento.

O psiquiatra Élio Luiz Mauer afirma que esse quadro se reflete nos consultórios e clínicas especializadas. Segundo ele, essa tendência ocorre devido a características fisiológicas e genéticas e em especial a aspectos hormonais, sobretudo a partir dos 50 anos, quando tem início a menopausa. "Além dos fatores descritos, pode-se apontar a participação dos aspectos culturais: as mulheres são mais abertas à possibilidade de procurarem ajuda", afirma Mauer, que há um ano está à frente da UNIICA - Unidade Intermediária de Crise a Apoio à Vida, do Grupo Marista.

Essa abertura das mulheres pode, também, ser expandida para o quadro dos transtornos mentais como um todo, como Transtorno Bipolar e Transtornos da Ansiedade. Para referendar, Mauer citou os dados registrados nesses últimos 12 meses da UNIICA. As mulheres fora maioria, chegando a 62% dos internamentos. "Talvez essa seja uma herança da ideia preconceituosa e errônea de que o transtorno mental seja uma fraqueza e assim rejeitada pela maioria dos homens", explica o psiquiatra

Mauer afirmou ainda que o fato das mulheres terem assumido nosos papeis na sociedade moderna, associados aos demais fatores, acabam acentuando a probabilidade de desenvolver transtornos mentais que tenham a ver com essa nova função. "O estresse é um dos sintomas da modernidade que tem acometido as mulheres de forma mais intensa na atualidade, sendo o fator causal da depressão", ressaltou o psiquiatra.

É importante, de acordo com o psiquiatra, que haja uma percepção dos sintomas mais comuns que revelam um quadro de alteração na saúde mental. É preciso estar atento a falta de ânimo, distúrbios no sono, alterações súbitas de humor, falta ou excesso de apetite e, em alguns casos mais extremos, excesso de manias ou medos sem fundamento. "Os transtornos mentais tem uma vasta gama de sintomas, de acordo com sua natureza. Por isso é fundamental que haja um acompanhamento de um médico especializado que indicará o tratamento mais adequado", explicou Mauer.

Brasil é o país com mais casos em todo mundo

Em uma pesquisa divulgada pela OMS no ano passado, o Brasil lidera o quadro de pessoas com depressão chegando ao impressionante número de 10% da população brasileira. Japão figurou topo da lista como país com menos incidência - de apenas 2,2% da população.

A OMS usou metodologia idêntica em 18 países, divididos de acordo com sua economia. Os de alta renda estudados são Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e Estados Unidos. Os de baixa e média são Colômbia, Índia, China, Líbano, México, África do Sul, Ucrânia e Brasil - com dados apenas da cidade de São Paulo.

Fonte: Paraná Online

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Arquivo de Notícias: Fundacentro e CTI debatem Saúde Mental

Fundacentro e CTI debatem Saúde Mental 

A Fundacentro e o Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer CTI, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, realizaram um evento conjunto no dia 19 de setembro, em Campinas.  A Manhã da Inovação teve como  tema  Trabalho e saúde mental: Impactos de fatores psicossociais na inovação.  A ação consolidou o início da parceria entre as instituições, com enfoque na sustentabilidade organizacional e na saúde e segurança do trabalhador.

A pesquisadora da Fundacentro e médica do trabalho, Maria Maeno, apresentou durante o evento os elementos adoecedores ligados ao ambiente de trabalho e as ações voltadas à saúde mental no âmbito dos ministérios da Saúde, do Trabalho, especialmente na Fundacentro, e na Previdência. Já Márcia Hespanhol, professora da PUC/Campinas, relatou algumas ações realizadas por empresas que não dão resultados.

Não podemos fazer uma divisão estanque entre saúde física e mental, afirma Maria Maeno. A médica explica que atividades perigosas, insalubres e penosas causam sofrimento psíquico. Outro problema é o trabalho fragmentado e repetitivo, que não possibilita o trabalho criativo.

Muitas estratégias  utilizadas pelas empresas geram um ambiente de ansiedade e pressão. O sistema de participação em lucros e resultados estimula a trabalhar mais em um cenário de metas crescentes. A tecnologia contribui para o aumento do tempo real do trabalho. As avaliações de desempenho trazem, muitas vezes, mensagens dúbias.

Os programas de qualidade, por sua vez, focam no produto e criam um ambiente de tensão para o trabalhador devido às auditorias. O mundo do trabalho é marcado pela exigência de multifuncionalidade, flexibilidade, sobrecarga e intensificação do ritmo. Isso tudo causa desgaste mental, avalia Maeno.

Os transtornos psíquicos abrangem doenças como depressão, burnout e alcoolismo. Segundo a OMS, 154 milhões sofrem de depressão e 91 milhões com abuso de álcool. No Brasil, houve 212.500 benefícios totais por transtornos mentais e comportamentais no ano de 2011. Já o número de benefícios acidentários por esses tipos de adoecimento foi de 13.757.

Diante da complexidade do processo de adoecimento mental, não podemos buscar respostas simplistas como programas motivacionais e ginástica laboral. Temos que mudar a organização do trabalho, conclui a pesquisadora da Fundacentro.


Da esquerda para direita: Márcia Hespanhol (PUC/Campinas), Marco Antonio Silveira (G.A.I.A – Grupo de Apoio a Inovação e Aprendizagem em sistemas organizacionais)/ CTI, Maria Maeno (Fundacentro).

Fonte: http://www.salariominimo.net/2012/10/02/fundacentro-e-cti-debatem-saude-mental/

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Arquivo de notícias: Redução do sódio da indústria alimentícia brasileira


Documento estabelece metas para retirar 8,7 mil toneladas de sódio do mercado brasileiro até 2020

O Ministério da Saúde firmou hoje mais um compromisso para redução do sódio nos alimentos industrializados. Na manhã desta terça-feira (28) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (ABIA), Edmundo Klotz, assinaram um documento que estabelece metas nacionais para a redução do teor de sódio dos alimentos processados no Brasil. O objetivo é melhorar a dieta dos brasileiros e promover maior qualidade de vida.

A redução será em temperos, caldos, cereais matinais e margarinas vegetais. A estimativa é retirar 8.788 toneladas de sódio do mercado brasileiro até 2020. A iniciativa faz parte do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, lançado em agosto do ano passado. Esta é a terceira etapa do acordo que o Ministério da Saúde firmou para oferecer alimentos industrializados mais saudáveis, e prevenir o desenvolvimento de doenças crônicas na população, sobretudo, entre os mais jovens.

“Com esse novo termo, pretendemos oferecer um alimento mais saudável, tanto no ambiente familiar quanto nos locais de trabalho. O Brasil se antecipa às ações que a Organização Mundial de Saúde pretende adotar em relação ao sódio. O modelo seguido pelo Ministério da Saúde pode se tornar referência para outros países”, afirma o ministro Padilha.

Nos documentos anteriores, foram contemplados macarrões instantâneos, bisnagas, pão de forma, pão francês, mistura para bolos, salgadinhos de milho, batata frita/palha, biscoitos e maionese. Somados os três convênios, a previsão é de que até 2020, estejam fora das prateleiras mais de 20 mil toneladas de sódio.

A recomendação de consumo máximo diário de sal pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de menos de cinco gramas por pessoa. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam, no entanto, que o consumo do brasileiro está em 12 gramas diários, valor que ultrapassa o dobro do recomendado.

O termo de compromisso estabelece o acompanhamento das informações da rotulagem nutricional dos produtos e as análises laboratoriais de produtos coletados no mercado e da utilização dos ingredientes à base de sódio pelas indústrias.

Edmundo Klotz, presidente da ABIA reconhece a importância do acordo. “A indústria da alimentação sabe da sua responsabilidade em contribuir para a promoção do bem-estar da sociedade, e por isso, investe recursos e energia para melhorar o perfil nutricional dos alimentos processados. Esse termo é apenas mais uma etapa da parceria entre a associação e o Ministério da Saúde, que vem trazendo muitos benefícios à saúde da população brasileira”, reitera.

Qualidade de Vida – O acordo com a indústria faz parte de uma série de ações que promovem a melhoria da qualidade de vida da população hipertensa. Pesquisa realizada com mais de 54 mil brasileiros em 2011 revelou que a hipertensão arterial atinge 22,7% da população adulta. Se o consumo de sódio for reduzido (para a recomendação diária da OMS), os óbitos por acidentes vasculares cerebrais podem diminuir em 15%, e as mortes por infarto em 10%. Ainda estima-se que 1,5 milhão de brasileiros não precisaria de medicação para hipertensão e a expectativa de vida seria aumentada em até quatro anos.

Veja no link da fonte algumas das metas de redução de sódio no Brasil.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Arquivo de notícias: Ministério da Saúde recomenda eliminação do uso de amianto crisotila no país


Para pensar a substituição de tantas caixas d'água, telhas de casas e, claro, dos trabalhos com o contato com amianto no Brasil. Tarefa grande e difícil, além de extremamente necessária.


Ministério da Saúde recomenda eliminação do uso de amianto crisotila no país

“O Ministério da Saúde recomenda a eliminação de qualquer forma de uso do amianto crisotila em todo o território nacional”,  disse nesta sexta-feira (24) o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador na Secretaria de Vigilância da Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto, durante audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal para debater com especialistas de diversos setores a utilização do amianto na indústria brasileira. Segundo ele, está provado cientificamente que o produto é cancerígeno e que o Brasil tem tecnologia e matérias-primas para substituí-lo totalmente em seu território.

Franco Netto, que participou do evento representando o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse também que o Ministério da Saúde recomenda, ainda, a adequada gestão ambiental dos resíduos do amianto e a identificação e o acompanhamento rigoroso da população a ele exposta.

Ele apresentou dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), segundo os quais atualmente 125 milhões de trabalhadores em todo o mundo estão expostos aos efeitos maléficos do asbesto-amianto (ou amianto crisotila), e um terço dos cânceres ocupacionais são causados pela inalação de fibras de amianto. Ainda segundo ele, a OMS estima 100 mil mortes causadas pelo amianto. Nos Estados Unidos, a estimativa é de 67 mil óbitos por ano. E tais cânceres, de acordo com o especialista, apresentam morbidade de 80% a 90%, conforme dados levantados nos primeiros 12 anos de seu diagnóstico.
Risco

Trata-se, segundo ele, de fibras mais finas que um cabelo humano, que se espalham a longas distâncias e penetram facilmente no sistema respiratório humano. E seus efeitos maléficos só aparecem ao longo do tempo, podendo o câncer por ele causado aparecer somente 30 a 40 anos depois da inalação.

Ele esclareceu que as pessoas mais expostas ao amianto crisotila são, além dos próprios trabalhadores que lidam diretamente com o produto, seus familiares – que têm contato com ele, seus objetos e suas roupas –, pessoas que residem próximas de indústrias e locais de extração do produto ou que tenham alguma relação com sua extração, utilização, manipulação e transporte.

Franco Netto citou dados segundo os quais, somente no Sistema Único de Saúde (SUS) foram registrados, entre 2008 e 2011, 25.093 casos de cânceres provocados pelo amianto e, no período de 2000 a 2011, 2.400 óbitos. Os casos de óbitos, segundo ele, seguem a curva do aumento do uso do produto.

Sob o aspecto econômico, ele apresentou dados que indicam que, somente no SUS, foram gastos, em 2011 e 2012, R$ 291,871 milhões com o tratamento quimioterápíco, cirurgias oncológicas, internações em unidades de terapia intensiva (UTIs) e leitos, sem incluir tratamentos ambulatoriais. E esses gastos poderiam ser evitados se o Brasil utilizar sucedâneos do amianto crisotila, ressaltou.
Dificuldades

Franco Netto admitiu que há uma fragilidade no controle da doença por parte do Ministério da Saúde, uma vez que uma liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedida em mandado de segurança, impede o cumprimento da Portaria 1.851/96 do Ministério, que obriga as empresas que lidam com amianto a encaminharam listagens de trabalhadores expostos aos riscos do amianto.



Mais informações:

Leia mais sobre o debate e o posicionamento das partes em relação à proibição do amianto no país:

Leia mais sobre a portaria do Ministério da Saúde que obriga a identificação dos trabalhadores que têm contato com o amianto:



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