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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Oficina Cozinhando com Frutos do Cerrado - Brasília/DF


Maria do Cerrado ministra oficinas "Cozinhando com os frutos do cerrado"

A Oficina Cozinhando com os Frutos do Cerrado será ministrada por Maria do Cerrado, guardiã de vários segredos do bioma do cerrado. Ela compartilhará alguns de seus conhecimentos sobre o manejo, guarda e utilização de frutos e outras espécies nativas do cerrado, será uma boa oportunidade para troca de experiências e para experimentação de sabores nativos.

“Pretendo fazer com que meus convidados ao curso/oficina vejam o Cerrado com mais intimidade e mais gosto; Que aprendam a se soltar nos variados sabores da Natureza, apoiando-se no nativo e no orgânico e, portanto no mais saudável para todos.

Quando nos alimentamos com alimentos que estão nascendo a nossa volta ficamos mais fortalecidos. Finalizando, desejo sempre mais aliados conscientes pelas águas limpas, e o Cerrado em pé com seus povos conscientes desta riqueza de Nosso Pai Superior.”

A oficina também contará com a participação de João da Terra, companheiro de Maria, que é coletador de sementes e inventor de máquinas como o “quebrador de baru” e uma “secadora solar de alimentos diversos”. Maria e João publicaram um excelente livro sobre os sabores do Cerrado.

Serão trabalhados os frutos: Mangaba, Cajuí, Cagaita, Baru, Jatobá e Buriti.

Cardápio:

Arroz com buriti (integral) oficina, assado de legumes (oficina), cheesecake de buriti (oficina), suco: mangabada (oficina), barrinhas de cereais (oficina), baru salgadinho (oficina), biscoito de jatobá ao rum (oficina), geléias:mangaba,cajuí,cagaita(oficina), bolo de jatobá, pão de jatobá, pasta de cajuí com berinjela, suco de abacaxi com jatobá e hortelã (oficina), pães: baru//frances com buriti// a moda Maria (oficina), arroz com castanhas (oficina), cappuccino do Cerrado, farofa de cajuí com ora pro-nobis (oficina), brócolis gratinado com farinha de jatobá e castanhas de baru (oficina), suco de morangaba ou buriti com limão e hortelã (oficina), sorvete de mangaba com calda de cajuí e castanha de baru.

Serviço: Oficina – Cozinhando com os Frutos do Cerrado

Data: 1º e 2 de dezembro de 2012.

1º dia (01.12.2012) Sábado: das 8hs às 17:30hs .
2º dia (02.12.2012) Domingo: das 8hs às 14hs.

Valor individual: R$200,00 / casal R$300,00
Local: Chacara Muricy (casa de William e Janaina)
Núcleo Rural Corrego do Urubu – Lago Norte
Informações: (61) 8433.3282 e 8471.3282

E-mail: williamafaria@gmail.com

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Carta do Cerrado propõe a criação do Conselho de Desenvolvimento Regional


Carta do Cerrado propõe a criação do Conselho de Desenvolvimento Regional


A criação de um Conselho de Desenvolvimento Regional, com caráter deliberativo, que viabilizará a sistematização e regulamentação das políticas regionais das unidades do Centro-Oeste; e também do Banco do Desenvolvimento Regional do Centro-Oeste. Essas são algumas das propostas que compõem a Carta do Cerrado, que sintetiza as propostas da 1ª Conferência Macrorregional de Desenvolvimento Regional do Centro-Oeste, realizada nos últimos três dias na Escola de Governo Henrique Santillo, em Goiânia. 

O evento teve início na última segunda-feira (12/11) e encerrou-se na tarde de hoje (14/11) com uma plenária que reuniu 50 delegados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Eles debateram as propostas da Região em grupos de trabalho. A promoção da Conferência Macrorregional é Ministério da Integração Nacional, com o apoio da Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). As propostas do Centro-Oeste serão apresentadas na Conferência Nacional de Desenvolvimento Regional, a ser realizada em Brasília, e vão contribuir para a elaboração do novo Plano Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR).

Conforme a Carta do Cerrado, a estrutura econômica do Centro-Oeste está fortemente assentada na atividade agropecuária, mas apresenta uma incipiente atividade industrial. No Centro-Oeste convivem regiões de renda elevada e dinâmicas, como o eixo Brasília-Anápolis-Goiânia, o Sul Goiano e o Centro-Norte Matogrossense e as capitais do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul; com outras regiões economicamente deprimidas ou estagnadas, como o Entorno do Distrito Federal, o Nordeste Goiano, o Vale do Araguaia Matogrossense e o Centro-Norte-Sul Matogrossense.

“É essencial o estabelecimento de uma política urbana que contemple uma rede equilibrada de cidades para o suporte do desenvolvimento da Região”, diz o documento. A Carta do Cerrado defende que a escala do agronegócio baseada na exploração dos recursos naturais requer “a imediata implementação do Zoneamento Ecológico e Econômico (ZEE), como mecanismo de proteção ambiental.” Isso porque o Centro-Oeste tem biomas diferenciados, como cerrado, pantanal e floresta amazônica.

Investimentos
A Carta do Cerrado defende a ampliação dos investimentos de infraestrutura e logística que incorporem novas áreas produtivas, diversificando a matriz econômica da Região. Também ressalta que o Centro-Oeste requer o redirecionamento do seu modelo de desenvolvimento, de forma a estabelecer critérios de valorização das economias regionais, visando estimular os setores da agricultura familiar, agronegócio, agroextrativismo, comércio, indústria e serviços por ações de ciência, tecnologia e inovação. “Faz-se necessário o desenvolvimento de políticas de educação, saúde, segurança, cultura, lazer e promoção social, com o estabelecimento de polos de educação e pesquisas voltadas para a inclusão social e produtiva”, afirma o documento.

Os delegados da Conferência Macorregional recomendam que o Banco do Desenvolvimento do Centro-Oeste, instituição a ser criada, adote políticas voltadas para as pequenas e médias empresas, agricultura familiar e microempreendedores. Sobre a proposta de criação do Conselho de Desenvolvimento Regional, destacam que ele suprirá a falta de instrumentos de governança e se constituirá em um espaço de negociação para reforçar o princípio federativo.

Clique aqui e acesse a Carta do Cerrado

terça-feira, 3 de julho de 2012

Observatório de iniciativas - Articulação Pacari


Rede socioambiental do bioma Cerrado

A Articulação Pacari é uma rede socioambiental formada por organizações comunitárias que praticam medicina tradicional através do uso sustentável dos recursos naturais do bioma Cerrado. As organizações comunitárias participantes representam principalmente mulheres agricultoras, extrativistas, assentadas da reforma agrária, indígenas, quilombolas, agentes das pastorais da saúde e da criança.


A Pacari nasceu em 1999, dentro do campo de articulação da Rede Cerrado e da Rede de Plantas Medicinais da América do Sul. Inicialmente foram realizados diagnósticos participativos junto a diversos grupos organizados, utilizando a metodologia da “árvore do trabalho”, que proporcionou a identificação das potencialidades e dificuldades de cada grupo, e a realização de um planejamento coletivo para um trabalho articulado. Hoje, a sua atuação abrange aproximadamente 50 organizações de 10 regiões dos estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins e Maranhão.

As atividades da Pacari são de pesquisa popular, assessoria, intercâmbio, capacitação, produção e registro de conhecimentos, publicação, realização de encontros e participação em espaços de formulação de políticas públicas

No contexto político, a Articulação Pacari é membro do Comitê Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos e da Comissão Nacional de Desenvolvimento Sustentável de Povos e Comunidades Tradicionais. Estas participações objetivam o reconhecimento e regulamentação da prática da medicina popular; a conservação do bioma Cerrado através de seu uso sustentável; e a conquista dos direitos coletivos das comunidades locais sobre seus conhecimentos tradicionais.

As ações da Pacari têm ainda o objetivo de contribuir para a implementação do Protocolo de Nagoya e dos artigos 8j e 10c da Convenção da Diversidade Biológica – CDB, principalmente quanto à manutenção das práticas costumeiras das comunidades locais de preparação de remédios caseiros a partir de recursos naturais; e para a implementação da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial – PCI, buscando o reconhecimento do “Ofício de Raizeiras e Raizeiros do Cerrado” como Bem Cultural Imaterial do Brasil.

A Articulação Pacari também promove a geração de trabalho e renda junto às comunidades locais através do uso sustentável do Cerrado, desenvolvendo as cadeias produtivas dos óleos de macaúba, pequi e gueroba, para a produção de fitocosméticos, com a marca “Pacari Cerrado Eco-produtivo”.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Arquivo de notícias: Raizeiros do Cerrado elaboram propostas para a Cúpula dos Povos

Raizeiros do Cerrado elaboram propostas para a Cúpula dos Povos

por Articulação Pacari

A Articulação Pacari realizou a oficina “Diálogos sobre biodiversidade com raizeiras e raizeiros do Cerrado”, contando com a participação de 47 representantes de comunidades locais, quilombolas e indígenas, dos estados de MG, GO, TO e MA. As propostas elaboradas na oficina serão apresentadas na Cúpula dos Povos, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 20), que acontecerá em junho, no Rio de Janeiro.

Raizeiro conta seus conhecimentos tradicionais sobre a planta durante pesquisa de campo da Farmacopéia Popular do Cerrado, em Goiás (foto: Pacari.org.br)

Raizeiras e raizeiros do cerrado – povos tradicionais desse bioma – praticam a medicina tradicional por meio do uso sustentável dos recursos naturais e apontam com principais dificuldades para o exercício dessa prática: a falta do reconhecimento social da medicina tradicional; a degradação ambiental do bioma cerrado; a dificuldade atual de transmissão de conhecimentos tradicionais associados à biodiversidade para os jovens e a apropriação indevida desses conhecimentos por vários segmentos da sociedade.

Diante dessas dificuldades, raizeiras e raizeiros do cerrado esperam transformações, e priorizaram as seguintes metas a serem alcançadas:

    A população brasileira deve ter acesso a informações sobre o uso popular e tradicional de plantas medicinais e a sua relação direta com a conservação ambiental;

    A adoção do ‘Ano nacional do conhecimento tradicional associado ao uso da biodiversidade’;

    O reconhecimento do uso popular e tradicional de plantas medicinais como um direito consuetudinário das comunidades locais e povos indígenas, através de uma regulamentação específica, e em conformidade com tratados internacionais como a Convenção da Diversidade Biológica (CDB) e a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural e Imaterial;

    A aprovação e implementação de uma legislação nacional sobre acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios, em conformidade com o Protocolo de Nagoya, com a participação efetiva de comunidades locais e povos indígenas;

    A criação da Universidade Popular do Cerrado, onde raizeiras e raizeiros possam transmitir seus conhecimentos tradicionais, como uma estratégia de salvaguardar seu ofício, e que também possam aprender conhecimentos científicos sobre a biodiversidade do cerrado;

    A redução à zero das taxas de perda dos habitats naturais próximos a comunidades locais e terras indígenas e a redução a zero do desmatamento e ocupação dos ecossistemas de veredas por sistemas agrícolas;

    O reconhecimento pelo governo brasileiro das áreas prioritárias identificadas por raizeiras e raizeiros e a criação de reservas extrativistas nestas áreas, para a coleta sustentável de plantas medicinais do cerrado;

    A implementação de planos de restauração de ecossistemas visando preservar espécies identificadas como ameaçadas de extinção por comunidades locais e povos indígenas do cerrado;

    A recuperação de nascentes em comunidades locais e terras indígenas e o fomento à construção de cisternas de placa, terreirão e/ou barraginhas para captação de água de chuva;

A inclusão de plantas medicinais do cerrado no Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade.

Em relação à Farmacopéia Popular do cerrado:

A continuidade da elaboração da Farmacopéia Popular do Cerrado, como estratégia para o uso sustentável e proteção dos conhecimentos tradicionais de comunidades locais e povos indígenas do cerrado;

O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), como um Código de conduta de raizeiras e raizeiros para o manejo sustentável de plantas medicinais do cerrado e a preservação ambiental.

O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo governo brasileiro, como um sistema sui generis de registro de conhecimentos tradicionais que respeita, promove e preserva os conhecimentos, inovações e práticas das comunidades locais e povos indígenas do cerrado;

O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo governo brasileiro, como um instrumento de identificação de áreas prioritárias para o manejo sustentável de recursos naturais e conservação ambiental;

O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo governo brasileiro, como um instrumento de identificação de origem de espécies e de conhecimentos tradicionais associados, para fins de consentimento prévio informado, nos processos de acesso a recursos genéticos e repartição de benefícios;

O reconhecimento da Farmacopéia Popular do Cerrado, pelo governo brasileiro, junto à Convenção da Diversidade Biológica (CDB), como um Protocolo Comunitário para a proteção, promoção e manutenção dos conhecimentos tradicionais associados ao uso dos recursos genéticos do cerrado;

A apresentação da Farmacopéia Popular do Cerrado na 11ª Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (COP 11), a ser realizada na Índia, em outubro de 2012, como uma iniciativa de implementação da Convenção da Diversidade Biológica (CDB) no Brasil.


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