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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Arquivo de notícias: Inclusão dos Povos Ciganos pelo Estado



"É importante que o Estado comece a incorporar grupos ciganos como parte do Brasil", afirma o  procurador Luciano Mariz Maia, responsável por uma audiência pública no Senado nesta quarta-feira (12), em Brasília, com a presença de integrantes da comunidade cigana e autoridades. 

Entre os principais temas a serem debatidos, estão seu direito ao acesso à saúde, à assistência e previdência social, ao reconhecimento e valorização dos modos de ser e viver e a luta contra a discriminação.  Inclusive, inexiste no país um censo populacional específico sobre o grupo.

O pedido para a realização da audiência foi encaminhado por Maia, que é subprocurador-geral da República e Procurador Federal dos Direitos do Cidadão/ Adjunto para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, presidida pelo senador Paulo Paim (PT).

"O diferencial dessa audiência em relação às anteriores é que ela está baseada em um referencial teórico mais consistente e mais objetivo, a partir das reflexões do antropólogo Frans Moonen, que estudou durante 20 anos a cultura cigana e também com base em estudos acadêmicos. Dessa forma, a presença dos interlocutores do Estado  podem ajudar na viabilização das questões mais urgentes para a população cigana", disse o procurador ao UOL. 

A reunião é tida como uma grande conquista para os ciganos e tem como objetivo dar visibilidade e inserir na agenda política programas voltados a comunidades e organizações representativas dos ciganos  no Brasil.

"Acreditamos que essa iniciativa da PFDC [Procuradoria Federal dos Direitos dos Cidadãos] em conjunto com a Comissão de direitos Humanos no Senado seja capaz de dar um direcionamento mais efetivo a essas questões - e são várias, disse Elisa Costa, cigana do clã Kalderash e presidente da AMSK (Associação Internacional Maylê Sara Kali), entidade presente em vários países e que difunde a cultura cigana. " A AMSK acredita no diálogo como forma de instrumento para o reconhecimento da cidadania", declarou.

Sobre estudos populacionais, a professora Silvany Euclênio, secretária de Políticas para Comunidades Tradicionais da Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial),  afirma que a Secretaria, em parceria com o Programa Interagencial de Gênero Raça e Etnia / ONU, contratou uma consultoria para a elaboração de um mapeamento preliminar das principais rotas de itinerância cigana no Brasil, a localização dos grupos sedentários, bem como a estimativa da população.

"Este produto nos dá condições para traçar um plano para o mapeamento mais detalhado.  Acreditamos que em 2013 já teremos condições de desenvolver um instrumento, envolvendo diversos ministérios, para coordenar um conjunto de ações que atendam às demandas prioritárias", afirma Euclênio.

Lembrando que, em 2009, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) fez um breve levantamento da situação de municípios, nos quais há presença de acampamentos ciganos.  Segundo o estudo, cerca de 290 municípios reconheceram a existência de acampamentos ciganos em seu território.

Também foram convidados para participar do encontro autoridades e representantes da Seppir, o IBGE, os Ministérios da Educação, Saúde, Justiça, Previdência e Assistência Social, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Ministério da Cultura, além da Secretaria de Direitos Humanos.      

Falta de acesso à saúde  
Euclênio afirma que diversas medidas voltadas ao povo estão em andamento no âmbito do governo federal. "A Seppir coordenou reuniões interministeriais em 2012, tratando da pauta cigana. Como exemplo, podemos citar o Ministério da Saúde, que publicou portaria 940, de 28 de abril de 2011, no artigo 23, parágrafo 01, que libera os povos ciganos da apresentação de comprovante de endereço para acessar o SUS, e tem realizado capacitação dos agentes da saúde para o atendimento a esta população", disse.

Para Nicolas Ramanush, presidente da ONG Embaixada Cigana do Brasil, embora uma das poucas conquistas do povo cigano tenha ocorrido no governo Lula, como a criação, em 2006, do Dia Nacional do Cigano, celebrado em 24 de maio, as medidas como a política diferenciada em sistema de saúde para os ciganos "apenas funcionam no papel", na prática a situação é mais complexa.

"Há dois anos, a minha mulher e eu conhecemos um idoso diabético que teve atendimento recusado no posto de saúde, pois não tinha documento. Ele vivia em acampamento, seus antepassados sempre viveram dessa forma, sem certidão de nascimento e/ou carteira de identidade, por exemplo", disse. Em 2012, Ramanush conquistou o Prêmio Betinho Atitude Cidadã, por causa dos trabalhos realizados junto a comunidades carentes de origem cigana.

Ramanush explicou que, segundo as tradições ciganas, após o cumprimento do período de luto, os parentes evitam falar sobre a pessoa falecida. Todos os pertences do idoso foram queimados juntamente com a sua barraca. "Para quem não é cigano, pode parecer estranho essa prática, mas tudo isso demonstra que o povo cigano não se prende ao passado, apenas segue em frente com foco no presente", disse.

De acordo com o Ministério da Saúde, os postos de saúde são obrigados a atender todos os ciganos, sem que haja a necessidade de apresentar quaisquer documentos. A assessoria de imprensa do órgão informou que se houver a negativa de atendimento por falta de documento, é necessário que os pacientes entrem em contato com as ouvidorias do SUS, através do telefone 136 ou por meio do portal do Ministério da Saúde.

Grupo historicamente invisibilizado
Apesar do esforço, Euclênio concorda com a falta de políticas públicas efetivas para os ciganos. "Sem dúvida as demandas dos povos de cultura cigana constituem uma pauta relativamente recente  para o Estado brasileiro. Os ciganos fazem parte daqueles segmentos populacionais historicamente invisibilizados, como ocorreu com outros povos e comunidades tradicionais no Brasil. Muitas vezes, esses grupos populacionais optaram pelo distanciamento das estruturas formais de poder, numa estratégia de manutenção da sua identidade étnica", disse.

Ramanush, por sua vez, critica a "ideia de integrar" os ciganos ao contexto social brasileiro. "Hoje se fala em integração da população cigana, mas a maioria já está integrada na sociedade exercendo diversas profissões. Nós até já tivemos um presidente cigano, o Juscelino Kubitschek (1956-1961). O que precisamos é de medidas para ajudar os ciganos que vivem à margem da sociedade", declarou.  

Origem e preconceito     
Não existem dados concretos a cerca da origem exata do grupo, mas estudos indicam que os primeiros ciganos vieram da Índia, especialmente por causa do romani (idioma praticado pela maioria dos ciganos) que traz semelhanças com o hindi (língua derivada do sânscrito).  

Na Europa e nos Estados Unidos a palavra  "gipsy"- cigano-, é evitada por estudiosos por apresentar caráter pejorativo, sendo adotado o termo "roma".  Basicamente os ciganos se dividem em três grupos denominados Rom, Sinti e Calon.   

O preconceito em relação ao grupo é registrado desde a chegada dos primeiros ciganos ao continente europeu no século 15.  Os hábitos do povo nômade, as vestimentas e o idioma logo causaram desconfiança nos Estados europeus com o reforço dos primeiros estigmas.   

O antropólogo Frans Moonen menciona no livro "Anticiganismo e Políticas Ciganas na Europa e no Brasil"  que "a ignorância se manifesta principalmente nos estereótipos, nas imagens anticiganas. O preconceito, e no final a discriminação, costumam aparecer depois. Combater o anticiganismo exige, portanto, combater os estereótipos, os preconceitos e as discriminações anticiganas".

Ramanush afirma que na Europa os ciganos sofrem mais preconceito que no Brasil. "Aqui no país o reforço do estereótipo é muito mais intenso do que propriamente a discriminação. Cria-se o preconceito de que cigano é ladrão de criança. Sem mencionar também a generalização até por conta da mídia. Nas manchetes lemos: cigano mata, cigano rouba. Muitas vezes o tal suspeito nem é de origem cigana", disse. 

De acordo com a Eisa Costa da AMSK, por causa do preconceito, diversos profissionais  liberais oriundos de famílias ciganas  apenas falam da origem dentro da família ou a pessoas próximas.  Ela ainda afirma que há aqueles que "omitem a origem cigana em situações de risco, quando não podem mais ser identificadas pelas roupas tradicionais e etc... Assim como a existência de ciganos que assumem a origem sem quaisquer receios". 

Mulher cigana    
Em relação à condição da mulher cigana dentro do grupo, Elisa Costa, da AMSK, afirma que alguns grupos ciganos mantêm o conservadorismo calcado em tradições seculares. Muitas famílias cultivam o patriarcalismo, evidenciando o papel de submissão da mulher.  Em geral, segundo o costume, a cigana quando se casa passa a pertencer à família do marido e deve obediência também aos sogros. "É comum ver um homem se casando com gadji [não cigana], mas quando são mulheres que se relacionam com não ciganos, a coisa muda e tudo fica mais difícil," disse. Entretanto, nos dias de hoje, Elisa afirma que muitas mulheres "já estão no comando de famílias ciganas". Muitas delas conseguiram seguir na universidade e,  inclusive, no exercício de profissões diversas.

Arquivo de notícias: Políticas Públicas para povos ciganos



Políticas Públicas para Povos Ciganos

A falta de informação sobre as tradições e a forma de viver dos povos ciganos é o principal motivo de discriminação e preconceito contra o segmento.  A opinião foi dividida, de forma unânime, pelos participantes de audiência pública realizada hoje (12) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado e que contou com a participação dos Ministérios da Cultura, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, das Cidades, do Trabalho, da Saúde, além da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e da Subprocuradoria- Geral da República.  

A audiência, pedida pelo subprocurador-Geral e Procurador Federal dos Direitos do Cidadão/ Adjunto para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, e presidida pelo senador Paulo Paim (PT), foi realizada às 9 h, no Plenário 2, e debateu a situação dos Povos Rom, Calons e Sinti existentes no Brasil.

A audiência teve como objetivo dar visibilidade e inserir na agenda política as questões mais urgentes dos grupos e comunidades Calon, Rom e Sinti, com foco nos direitos à saúde, a assistência e previdência social e ao reconhecimento e valorização das suas expressões culturais.

Primeiro a falar na audiência pública, o procurador federal Luciano Mariz Maia relatou situações de conflitos entre ciganos e não ciganos, nas quais os primeiros foram responsabilizados apenas por carregarem rótulos de “vadios e desocupados”. Quando os fatos são apurados, disse, não há provas que confirmem tal responsabilidade.

De acordo com Cláudio Ivanovich, presidente da Associação de Preservação da Cultura Cigana de Curitiba, o preconceito vem de lendas e mitos sobre os ciganos, como o que associa esses grupos ao roubo de crianças. Ele afirmou ainda que o preconceito também é alimentado nas escolas, por meio dos próprios livros didáticos, que apresentam uma visão sempre negativa sobre os povos ciganos.

Marlete Queiroz, presidente da Associação Nacional da Etnia Calon, disse haver, inclusive, relatos de professores que falam em sala que os ciganos arrancam pernas e braços de crianças.

Para Luciano Maia, muito se deve as especificidades do modo de vida cigano, como a itinerância e o fato de viverem e se reproduzirem dentro de seus grupos, falando uma língua própria. “Como consequência, os ciganos dialogam com a sociedade sem se misturar, sendo sempre vistos como forasteiros ou estranhos, sempre de passagem. E o que não se conhece gera a desconfiança, gera o medo e o preconceito, que alimentam a discriminação”afirmou o procurador.

Invisibilidade

Marlete Queiroz também ressaltou problemas decorrentes da desinformação do próprio Estado. Ela lembrou, por exemplo, que não há no censo demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a opção para registro da origem cigana.

O presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS), anunciou que enviará ofício ao IBGE pedindo a inclusão dessa opção no censo e também a realização de levantamentos que ampliem as informações sobre as comunidades ciganas no Brasil.

Falta de acesso a políticas públicas

Os representantes dos grupos ciganos também relataram problemas de acesso a políticas públicas, como dificuldades de atendimento em hospitais públicos para integrantes das comunidades que não têm certidão de nascimento. “E em muitos casos, pela falta de endereço fixo, não é possível o acesso à educação”completou Marlete Queiroz, ao relatar obstáculo que resulta em alto grau de analfabetismo em muitos acampamentos ciganos.

 “O Estado esquece que a criança que nasce debaixo da tenda é, antes de tudo, um cidadão brasileiro, só depois vindo sua origem cigana”, ressaltou Cláudio Ivanovich.

Cultura Cigana

Presente ao debate, a secretária substituta da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Ione Carvalho, falou das ações que o MinC vem desenvolvendo para a valorização da cultura cigana. “A Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural vem buscando reforçar a oferta de alternativas para a promoção, difusão e valorização das culturas ciganas, por intermédio de ações que beneficiem diretamente o setor, criando assim oportunidades para que esses povos assumam definitivamente seu lugar de participação na produção e na identidade cultural brasileira”, afirmou Ione Carvalho.

Ela informou que o MinC coordena, por meio da SCDC, um Grupo de Trabalho, criado pelo Governo Federal em 2006, para desenvolver políticas públicas para o segmento. “Também criamos dois Editais Públicos “Prêmio Culturas Ciganas” com o objetivo de reconhecer iniciativas socioculturais exemplares voltadas para as expressões tradicionais e identitárias dos povos ciganos no Brasil”, informou a secretária substituta da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC.

De acordo com ela, as edições 2007 e 2010 do Prêmio Culturas Ciganas contemplaram iniciativas eminentemente ciganas nas áreas de: música, teatro, dança, audiovisual, oralidades, vestuário, ofícios tradicionais (joalheria, tacharia, gastronomia, ervateria, cartomancia e quiromancia), religiosidade (atividades e eventos festivos e ritualísticos), artesanato, práticas culturais em saúde, educação, estudos e pesquisas.

A Secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Silvany Euclênio Silva, reconheceu que programas governamentais para comunidades ciganas são recentes. Ela informou, no entanto, que o governo federal tem buscado ações que articulem os diversos ministérios, como a parceria existente com o Ministério da Cultura, para dar maior efetividade ao apoio a essas comunidades.

Durante a audiência, O senador Paulo Paim (PT-RS) anunciou que realizará audiências públicas nos estados, ao longo de 2013, reunindo sugestões para elaboração de um estatuto dos povos ciganos.

(Redação: Heli Espíndola, com informações da Agência Senado)
(Fotos: José Cruz, Agência Senado)


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Encontro debate criação do Observatório de Políticas Culturais e Planos de Salvaguarda


Encontro debate criação do Observatório de Políticas Culturais 
e Planos de Salvaguarda


A 3ª Reunião Técnica sobre Políticas e Planos de Salvaguarda para o Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina será realizada no Rio de janeiro, entre os dias 26 e 28 deste mês, no Centro Lúcio Costa, no Edifício Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. O Centro Regional para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina (Crespial) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) promovem o evento, durante o qual será apresentada a proposta de criação do Observatório de Políticas Culturais e Planos de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial.


A programação inclui debates sobre memória e identidade, sistemas de monitoramento, cartografia social, terras indígenas e patrimônio cultural em risco. O objetivo do observatório é a divulgação de informações sobre a salvaguarda de bens culturais imateriais, nos países integrantes do Crespial (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela). Nestes países, o processo de elaboração de políticas culturais e salvaguarda das expressões culturais é desenvolvido de acordo com a Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial da Unesco, promulgada em ano 2003.

Com a criação do observatório, os países membros do Crespial poderão analisar com mais agilidade e eficiência, os problemas e dificuldades comuns que surgem durante as ações de salvaguarda, de acordo com determinados indicadores de políticas culturais.  Também será intensificada a troca de experiências entre técnicos, pesquisadores, comunidades e detentores dos bens culturais imateriais. 

Serviço
3ª Reunião Técnica sobre Políticas e Planos de Salvaguarda para o Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina
Data: 26 a 28 de novembro de 2012
Local: Edifício Palácio Gustavo Capanema
 Rua da Imprensa, 16 - Centro
 Rio de Janeiro - RJ

Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação IPHAN 
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br 
(61) 2024-5476 / 2024-5477 
Chico Cereto – chicocereto@gmail.com 
(21) 2233-6334 / 9127-7387 

Fonte: Portal Iphan


Arquivo de notícias: Semana de Gestão e Políticas Culturais em Pernambuco


Confira a programação da Semana de Gestão e Políticas Culturais

O evento acontece entre os dias 26 e 30/11. Interessados devem se inscrever até o dia 23/11


A Semana de Gestão e Políticas Culturais divulga sua grade formativa. Na programação, aulas expositivas de temas como economia criativa, direitos autorais, planejamento e diversidade cultural. As inscrições vão até às 16h da próxima sexta-feira (23/11) e o curso acontece entre os dias 26 e 30/11. O evento é oferecido pelo Observatório Itaú Cultural, em parceria com a Secretaria de Cultura de Pernambuco e Fundarpe. As atividades são gratuitas e divididas em cinco módulos que acontecem durante todo o dia – das 08h30 às 12h e das 14h às 18h – no Auditório do Centro de Artesanato, localizado no Marco Zero, Recife Antigo.


Confira aqui a programação e mini-currículo dos palestrantes

A primeira aula, na segunda-feira (26), tem como tema “Políticas e gestão culturais: desafios contemporâneos", ministrada por Albino Rubim, diretor do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos (BA). Na tarde do mesmo dia, o palestrante será o professor Sérgio Vieira Branco da FGV-Rio. Na terça-feira, o tema é “Curadoria e gestão”, com o gestor cultural Gustavo Wanderley, seguido pelo professor da PUC Minas José Márcio Barros em palestra sobre diversidade cultural.

A quarta-feira terá palestras sobre “Patrimônio cultural em suas múltiplas dimensões” e “Sistema Nacional de Cultura e os desafios da integração federativa”, respectivamente com as professoras Silvana Rubino do departamento de História da Unicamp e Luana Vilutis da UFBA. A quinta-feira será dedicada ao tema da economia criativa com Juliana Nolasco, Coordenadora Instituto Asas, pela manhã, e Tarciana Portella, do Instituto Delta Zero (PE).

O último dia abordará “A construção de indicadores no campo das políticas públicas de cultura” comandada por Lia Calabre da Fundação Casa de Rui Barbosa (MinC) e, a partir da 14h, o tema “Cultura e cidade” será abordado por Sérgio Benício do Propad – UFPE. A aula de encerramento será às 18h, com Paulo Miguez da UFBA.

Serão oferecidas 110 vagas para gestores das secretarias municipais e estaduais de cultura, instituições parceiras, professores, estudantes de graduação e pós-graduação, artistas e representantes de museus, fundações e associações culturais do estado. As inscrições devem ser feitas online, mediante envio da ficha de inscrição e currículo para semanagestaope@gmail.com. A ficha pode ser encontrada aqui

Mais informações pelos telefones: 3184-3109/3113/3114/3115 ou pelos e-mails: semanagestaope@gmail.com e marcobonachela@gmail.com.

Fonte: Fundarpe

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Arquivo de notícias: Reunião do Mercosul Cultural

Mercosul Cultural
 
I Reunião da Comissão da Diversidade Cultural apresenta propostas de integração entre países

Promover a cidadania e o desenvolvimento sustentável, por meio da diversidade cultural. Esse é o objetivo comum que une os países-membros e associados do Mercosul. A I Reunião da Comissão da Diversidade Cultural do Mercosul Cultural, realizada nos dias 5 e 6 pelo Ministério da Cultura, reuniu representantes de seis países e trouxe propostas de intercâmbio de políticas para a Cultura.

Márcia Rollemberg, secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do MinC, enfatizou a importância da manutenção de um diálogo constante e da troca de experiências entre os países. “O MinC está de portas abertas para mantermos esse diálogo tão importante para a diversidade cultural. Espero revê-los em breve”, saudou Márcia. Além de Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela, países-membros do bloco, também participaram da reunião representantes da Colômbia, do Equador e do Peru.

Uma das propostas apresentadas ao final do encontro foi a formatação de um plano de ação para a integração nas áreas de fronteiras dos países, que trabalhe com os diversos programas nacionais de apoio à cidadania e à diversidade cultural. Foram mostrados exemplos de projetos, como as experiências das Usinas Culturales e dos Centros de Educação e Cultura, do Uruguai; dos Pontos de Cultura e das Usinas Culturais, do Brasil; e dos Puntos de Cultura, da Argentina.

Para que essa troca seja constante foi sugerida ainda a execução de uma plataforma virtual que possibilite a disponibilização de informações, a articulação em rede e o intercâmbio de experiências. De acordo com Maximiliano Vera, assistente técnico da Secretaria do Mercosul Cultural, a Comissão é um espaço imprescindível para fortalecer a integração entre os países. “Esta reunião é um produto muito importante da nossa integração cultural”, disse.

Segundo Florencia Alaye, representante da Direção de Política Cultural e Cooperação Internacional da Argentina, a primeira reunião da Comissão foi muito relevante para seu país, pois trabalhavam no tema há algum tempo. “Gostaria de felicitar o Brasil pela organização desse encontro tão importante para a integração de nossas políticas para a cultura”, afirmou. Durante a reunião, Florencia apresentou para os participantes o “Programa Iber-rutas”, coordenado pela Argentina, que tem como objetivo promover a diversidade cultural na Ibero-América.

Outro ponto destacado pelos participantes foi a promoção de um canal de diálogo permanente entre os países da região para apresentar um posicionamento convergente do Mercosul na Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Unesco. Este ano, a Convenção será realizada em Paris, no mês de dezembro, e Brasil e Argentina têm atualmente os assentos no Comitê, que são rotativos. Para Alejandro Gortázar, diretor de Projetos Culturais do Uruguai, cada país possui suas particularidades, mas há um espírito comum nas políticas culturais: “Estamos unidos pelo mesmo objetivo de promover a cidadania e a diversidade cultural”, concluiu.

Ponto de Cultura: Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro
Para concluir a I Reunião da Comissão da Diversidade Cultural, os participantes visitaram um Ponto de Cultura aqui do Distrito Federal: Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro. Com a proposta de criar um identificador cultural em Brasília, o grupo inventou seu próprio mito sobre o surgimento do Cerrado. Settefanie Oliveira, coordenadora do Ponto, explica que com muita dança, música e teatro, foram criados 35 personagens para apresentar ao público a história do Calango Voador.

O mito conta que “todo ano, quando o Calango Voador resolve matar sua sede e esfriar sua língua, um período de seca acontece, castiga o Cerrado e as águas diminuem de volume. É o Quando enfim o Calango mata sua sede, as águas sobem novamente, enchendo as corredeiras e as cachoeiras. Foi assim, de amor e desamor, de temor e destemor, que surgiu o Calango Voador, reverenciado rebento, filho da Terra e do Sol, afilhado do Ar, lendária criatura, mito dos ritos de cá”.

O grupo de Seu Estrelo, personagem fictício do mestre Chico Magalhães, foi criado em junho de 2004 e tornou-se Ponto de Cultura em 2010. Além de oficinas de dança, teatro e batuque, o grupo oferece aulas de produção de figurinos, para suas encenações. Entre os dias 20 de novembro e 2 de dezembro, o grupo se apresentará na Funarte, em Brasília.

(Texto: Cora Dias, Ascom/MinC)
(Fotos: Jessica Tavares)



Fonte: Ministério da Cultura


sábado, 15 de setembro de 2012

Arquivo de Notícias: III Seminário Internacional de Políticas Culturais

III Seminário Internacional de Políticas Culturais - Fundação Casa de Rui Barbosa

Estão abertas as inscrições para o III Seminário Internacional de Políticas Culturais, promovido pela Fundação Casa de Rui Barbosa nos dias 19, 20 e 21 de setembro.. O evento, com participação gratuita, é organizado por Lia Calabre, Maurício Siqueira e Adélia Zimbrão (FCRB). Trata-se de um encontro de especialistas, estudiosos e interessados em questões relacionadas à área de políticas culturais, visando divulgar trabalhos e promover debates no campo das ações políticas e das reflexões históricas e teóricas. O  seminário será composto por conferências, palestras e comunicações individuais e terá presença dos principais pesquisadores brasileiros e estrangeiros nas áreas de política e gestão cultural.

Para se inscrever, basta enviar um email para politica.cultural@rb.gov.br contendo o nome completo do participante, o email de contato e a informação se deseja receber o certificado. Serão concedidos certificados a participantes com pelo menos 75% de frequência.

Programação:
 
:: 19 de setembro

13h Inscrições

13h30  Mesa de abertura - auditório

14h Conferência –  “Industrias creativas y políticas culturales” - Rubens Bayardo, Instituto de Altos Estudios Sociales (IDAES), Universidade Nacional de San Martín (UNSAM) – Argentina

15h30h Mesa 1  - auditório
"Economia Criativa e Megaeventos - Concepções de cidade criativa e megaeventos"
Clarissa Semensato,  Fundação Casa de Rui Barbosa/ Polo Universitário de Rio das Ostras -  Universidade Federal Fluminense (FCRB/ PURO-UFF) e Mauricio Siqueira Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB)

"Economia Criativa: abordagens e estratégias de operacionalização do conceito"
Heliana Marinho, SEBRAE-RJ

"Considerações sobre a influência do patrimônio cultural na decisão de localização de um megaevento"
Cládice Diniz , Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unirio)

"O legado imaterial dos Jogos Olímpicos: processos, dimensões, perspectivas e conflitos"
Gerardo Silva, Universidade Federal do ABC  (UFABC)

18h   Intervalo

18h30  Mesa 2 – auditório
"Rumos Pesquisa Aplicada (Observatório Itaú Cultural): resultados"
Selma Cristina da Silva (coordenação), gerente do Observatório e do Centro de documentação do Itaú Cultural

"Educação à distância na formação dos gestores culturais dos pontos de cultura: limites e possibilidades"
Maria Daniela C Gouveia de Melo, mestranda em Administração – Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)

"Call for Problemas: uma pesquisa Fora do eixo"
André Azevedo da Fonseca Universidade Estadual de Londrina (UEL)

"Acari Cultural: Mapeamento da produção cultural em uma favela da zona norte do Rio de Janeiro"
Adriana Facina,  Universidade Federal Fluminense (UFF)

 
:: 20 de setembro

9h

Comunicações Mesa I – auditório -  Diálogos Cultura Viva

Comunicações Mesa  II – sala de cursos -  Patrimônio e memória

Comunicações Mesa III – porão do Museu - Políticas e governos locais

11h15

Comunicações Mesa IV – auditório -  Financiamento

Comunicações Mesa V – sala de cursos - Cultura e direito

Comunicações Mesa VI – porão do Museu -  Políticas públicas e patrimônio

13h30   Intervalo

14h30

Comunicações Mesa VII – auditório -  Economia da Cultura

Comunicações Mesa VIII – sala de cursos -  Patrimônio imaterial

Comunicações Mesa IX – porão do Museu -  Política cultural, história, discursos e representações

16h30   Intervalo

17h 
Comunicações mesa X  - auditório - Cultura, arte e direito

Comunicações Mesa XI – sala de cursos -  Formação, gestão e financiamento

Comunicações Mesa XII – Porão do Museu - Política cultural, educação e patrimônio


:: 21 de setembro

9h 
Comunicações Mesa XIII-  auditório - Políticas setoriais – audiovisual

Comunicações Mesa XIV – sala de cursos - Políticas, ações e informações

Comunicações Mesa XV – porão do Museu -   Políticas culturais e problemáticas contemporâneas

11h15 

Comunicações Mesa  XVI – auditório -  Política cultural e artes

Comunicações Mesa XVII – sala de cursos - Planos e sistema

Comunicações Mesa XVIII – porão do Museu - Políticas culturais / fronteiras

13h30   Intervalo

15h Mesa 3 – auditório
"La cuantificación del consumo cultural y las políticas culturales".
Carolina Asuaga,  profa. titular -  Facultad de Ciencias Económicas y Administración. Universidad de la Republica -Uruguai

"A experiência de Sergipe em planejamento regional: algumas questões sobre territorialidade e cultura"
Maria Lúcia de Oliveira Falcón, secretária de Desenvolvimento Urbano de Sergipe e Profa. Universidade Federal de Sergipe (UFS)

"Indicadores culturais e o novo modelo de gestão da Prefeitura de Porto Alegre"
Alvaro Santi, coordenador do Observatório da Cultura da Prefeitura de Porto Alegre

"SNIIC Uma plataforma para governança colaborativa"
Américo Córdula, diretor de Estudos e Monitoramento de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC)

18h30   Lançamentos

Conheça mais no site da Fundação Casa de Rui Barbosa 


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