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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Instituto Oswaldo Cruz deve começar a testar em 2013 vacina contra malária em humanos

Instituto Oswaldo Cruz deve começar a testar em 2013 vacina 
contra malária em humanos

Os pesquisadores tentam desenvolver um medicamento que possa ser utilizado também contra a febre amarela

O Instituto Oswaldo Cruz (IOC), vinculado ao Ministério da Saúde, já começou a fase de ensaios pré-clínicos em animais para verificar a eficiência da vacina contra a malária no Brasil. Essa é a etapa preliminar necessária para iniciar testes clínicos em voluntários, disse à Agência Brasil o chefe do Laboratório de Pesquisa em Malária do IOC, Cláudio Tadeu Daniel Ribeiro.

Ele estima que os ensaios clínicos em humanos poderão começar em 2013. O especialista salientou, porém, que essa fase de operação do projeto é complicada, porque requer uma infraestrutura específica. Entre os requisitos a serem cumpridos estão o consentimento dos voluntários, conhecimento dos riscos, além de questões como biossegurança. A ideia dos pesquisadores do IOC é chegar a uma vacina que possa, ao mesmo tempo, proteger contra a malária e a febre amarela.

Embora uma corrente de pesquisadores considere que não é necessário fazer ensaios pré-clínicos em primatas, Cláudio Ribeiro defende a necessidade dessa etapa. “Estamos, de fato, pensando que seja possível vislumbrar simultaneamente testes em humanos, desde que eles tenham se mostrado promissores no modelo de primatas.”
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As doenças tropicais negligenciadas, entre as quais está a malária, serão tema do 18º Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária, promovido pela Federação Internacional de Medicina Tropical (IFMT) e pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), em parceria com o IOC. O encontro começa neste domingo (23) à noite, no Rio de Janeiro.

A região Amazônica concentra 99,8% dos casos de malária registrados anualmente no Brasil. No ano passado, somente na Amazônia, o número de casos atingiu 263 mil, contra 320 mil, em 2010. “Na Amazônia, eu digo que não é mais o mosquito que invade as casas do homem, como o mosquito da dengue. É o homem que invade a casa do mosquito, porque dentro da floresta, você não pode pretender eliminar o mosquito”, diz Ribeiro. A solução é reduzir a área de contato”, completou.

Segundo ele, de 807 municípios amazônicos, 57 respondem por 80% dos casos de malária do Brasil, o que equivale a 7% das cidades da região. Desse total, quatro municípios respondem por 25% dos casos. “Isso é um absurdo completo”, afirma. Essas cidades estão concentradas nos Estados do Amazonas, Pará, de Rondônia e do Acre. “As prefeituras não investem como deveriam."

Um dos painéis do congresso debaterá o desafio do controle de doenças durante os eventos internacionais que ocorrerão no Brasil e no Rio de Janeiro nos próximos anos, como a Copa do Mundo de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. O trabalho envolve, em primeiro lugar, a diminuição do contingente de pessoas doentes, sugere Ribeiro. “O ideal é conseguir diminuir a transmissão e a extensão da doença e a dimensão do problema no país. Todos vão ser beneficiados: a população local e os viajantes.”

Uma segunda operação envolve o mapeamento dessas doenças, para que os indivíduos saibam qual é o risco e para que as autoridades de outros países e organismos internacionais possam fazer recomendações de procedimentos preventivos. Os desafios são de ambas as partes, de acordo com Ribeiro, porque se trata também de evitar que doenças sejam trazidas pelos viajantes estrangeiros.



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Arquivo de Notícias: SBMT promove, no Brasil, Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária

SBMT promove, no Brasil, Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária


Avanços e desafios para o controle da malária e agravos como doença de Chagas, leishmanioses, esquistossomose e dengue, além de várias doenças bacterianas, virais e fúngicas vão estar, em pauta, nas mesas-redondas, conferências e simpósios via satélite, no XVIII Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária. O evento, que ocorre de 23 a 27 de setembro, no Rio de Janeiro, promovido pela Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), será uma oportunidade para o intercâmbio de experiências. São esperados, entre 2.500 e 3.000 mil participantes de diversos países, segundo Dr. Carlos Costa, presidente da SBMT.

A menos de uma semana do evento, a expectativa é que além dos resultados científicos, o Congresso também produza documentos atualizados produzidos por especialistas do Brasil, e de outros países. “Esse é o maior congresso da Medicina Tropical já ocorrido no Brasil. Será possível fazer uma abordagem decisiva e profunda sobre a saúde e a integração dos trópicos, debatendo com cientistas dedicados ao tema”, acredita o presidente da SBMT.

Renomado especialista em doenças tropicais, o pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e presidente do Congresso, Dr. José Rodrigues Coura, salienta que o Brasil hoje tem uma das mais fortes Sociedades de Medicina Tropical do mundo, competindo apenas com a dos Estados Unidos. “Nenhum outro país possui uma Sociedade tão coesa e que tenha tamanha importância na saúde pública brasileira como a SBMT” avalia Dr. Coura ao assegurar que um evento dessa magnitude vai colocar o tema das doenças tropicais cada vez mais em pauta.

A pertinência deste importante evento está amparada no contexto da criação da Federação Internacional de Medicina Tropical (IFTM), em 1988, por ocasião do XII Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária (ICTM), realizado em Amsterdã, Holanda. A Federação tem como principal função a promoção e organização de congressos periódicos internacionais em medicina tropical e outras reuniões. O atual presidente da IFTM, professor Cláudio Tadeu Daniel-Ribeiro, presidirá a Comissão Científica do XVIII Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária.

O Congresso contará com diversas oficinas de trabalho sobre dengue, malária, doença de chagas, leishmanioses, esquistossomose e, a partir delas, serão produzidos relatórios que terão grande importância – sobretudo os do Ministério da Saúde, conforme adianta Coura. “Vivemos em um mundo globalizado e este é um processo irreversível. Antes, cada país se limitava aos seus problemas” analisa ao afirmar que o cenário mudou. “A doença de Chagas, por exemplo, era um problema restrito a América Latina. Hoje, com as viagens frequentes, tornou-se uma preocupação em países como Espanha e Estados Unidos, onde se estima que vivam cerca de 300 mil portadores. Por isso, este intercâmbio é fundamental”, conclui o pesquisador do IOC/Fiocruz.

Para comemorar os 50 anos que a SBMT completa em novembro de 2012 será lançado, durante o XVIII Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária, um livro com a biografia dos ex-presidentes, bem como a do atual, Dr. Carlos Henrique Nery Costa. A publicação, que traz a história da fundação da SBMT, será distribuída a todos os participantes.

Simultaneamente ao Congresso Internacional, vai ocorrer ainda o XLVIII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e a 28ª Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e 16ª em Leishmanioses.

Doenças tropicais no mundo

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde em seu último relatório sobre o tema, em 2010, aproximadamente um bilhão de pessoas são afetadas por doenças tropicais em 149 países do mundo. Na lista, estão agravos bem conhecidos dos brasileiros como Chagas, hanseníase, dengue, malária e leishmanioses.

Confira a programação do evento no site.

Outros

*Os Congressos Internacionais de Medicina Tropical existem, até onde é possível comprovar a exatidão dos registros, desde 1935;
*A malária passou a fazer parte como tema do evento a partir do 4º Congresso em 1948 nos EUA;
* A 18ª edição do congresso ocorre no Rio de Janeiro 49 anos após a realização, na mesma cidade, em 1963.

Contatos para entrevista

Carolina Daibert: (61) 9251-5838
Denise de Quadros: (61) 9214-8990

Fonte: SBMT
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